— Phelipe, eu sinto muito pelo ocorrido, eu sei que eu tive culpa, se você não tivesse me trazido nada disso teria acontecido, eu sempre te fiz sofrer, me perdoa por isso. Eu juro que nao vou sair do seu lado. Eu te amo. - eu dizia chorando olhando ele por um vidro.
Ele estava dentro de uma sala cheio de equipamentos, ele estava em uma situação difícil, e eu sem poder fazer nada.
Meu pai ja estava em casa e ja fazia uma semana que o Lipe estava em coma.
Mas ele estava melhorando a cada da ele melhorava.
— Infelismente o Senhor nao pode ficar mais aqui, eu sinto muito - disse o médico qe estava cuidando do Lipe.
— Eu posso ficar apenas mais um minuto?
— Mais um minuto. Nada mais- disse o doutor saindo.
Eu fiquei olhando ele deitado com aquele aparelho onde ajudava ele respirar.
— Me desculpa amor mais amanha eu voltarei.
Disse saindo da ala da Uti.
Quando estava saindo encontro o Paulo encostado no carro dele de braços cruzados com um oculos escuros.
Ele estava lindo, mais eu nao prestei muita atençao. Minha cabeça estava no Lipe.
— Eu vim te buscar. - ele disse vindo ao meu encontro.
— Não precisa, eu vou de a pe mesmo, preciso pensar um pouco, mas mesmo assim obrigado. - eu disse começando a andar.
Sinto ele segurar os meu braços. Eu paro, mas nao olho para ele.
—Escuta uma coisa, eu sei que te fiz sofrer, mas eu me arrependo de tudo, e sei que voce nao acredita nisso, mas nao é so voce que Acha que tem culpa de ele estar naquele estado. Eu que sou o irmão dele, e virei a costa para ele.
— Ou você acha que eu nao fico pensando se eu tivesse ajudado ele com o dinheiro, nada disso teria acontecido. Eu me sinto culpado, eu sou o maior culpado nisso, então entra na merda do carro. - ele disse com um som de choro e raiva na voz.
Eu abri a porta e entrei.
— Me desculpa so que você pediu por isso. Ele esta naquela situação não por causa de você, então pare de pensar nisso.
O carro começou a andar, e nesse percurso todo não falamos nada, eu não queria tocar nesse assunto.
Ele parou o carro na frente de casa e eu fiquei ali parado sem me mexer.
- Eu sei que deve doer muito o que estamos passando mantemos que ser forte, não por nós mas pelo Lipe. Sabe de uma coisa,ele não gostava que eu chamasse ele de Lipe, ele falava que só você podia chamar ele assim. Ele te ama não se esqueça disso então pense no futuro por ele e não faça nenhuma besteira pois ele não iria querer que você estivesse sofrendo assim. Ou você queria ver ele sofrendo se ele estivesse no seu lugar. Ele não morreu. - ele segurou a minha mão e ergueu ela.
- Obrigado por fazer meu irão sorrir de verdade. Por ter feito ele feliz. Por ter feito ele sentir o que é amar alguém, Eu o amo mais que tudo e vê-lo naquela situação me mata. - ele disse começando a chorar.
- Eu acho que se o seu namorado nos ver assim você terá problemas e não quero ter mais problemas. - eu disse largando a mão dele.
- Eu terminei com o Vinny ele não era uma pessoa que eu sentia algo.
- Que pena - eu abri a porta e olhei para ele - vocês formavam um casal perfeito.
E sai do carro. Eu tinha mudado e não sabia o porque, sem o Lipe parecia que não existia nada.
O tempo foi passando e um dia eu entrando na ala em que o Lipe estava vejo seu pai ali parado olhando o Lipe pelo vidro.
Eu cheguei perto e não falei nada apenas comecei a olhar o Lipe.
Ele estava melhor estava respirando sozinho.
Quando escuto.
- Eu não fui um pai para esse garoto. Por ódio de amor eu esperei atingir a minha ex mulher não meu filho. Agora o vejo nessa situação e não sei o que pensar. pois deus não pode leva-lo. Isso é exatamente errado um pai não pode estar rosto vivo e seu filho estar morto. Isso é contra a lei da vida. - ele disse chorando.
- Mas ele não está morto. O passado não pode ser mudado mas o futuro ainda pode. Ele te ama apenas retribua o mesmo para ele.
Ficamos ali olhando ele.
Passou um mês e eu não comia direito, não dormia direito, eu só pensava no Lipe.
Ele estava cada vez melhor e assim ele foi transferido para um quarto normal. Assim podíamos entrar na sala .
E eu estava lá sentado do seu lado quando vejo ele começar a tossir .
Eu não sabia o que fazer. Foi quando ele abriu seus olhos e eu não sabia se abraça ele ou se chamava o doutor.
Chamei o doutor.
- Filho ainda bem que você acordou.
A cara do Lipe era de não estar entendendo badalado. O médico fez uns exames rápidos ali mesmo e fez umas perguntas onde ele respondeu normalmente, seu nome, idade, se namorada, e ele respondeu.
Mas ele não olhava para mim, Apenas para o doutor.
- Você sabe quem ficou com você todos esses dias o Caio.
Quando ele abriu a boca aquilo acabou comigo.
- Onde está a Lisa? - perguntou o Lipe.
- Que ? - perguntou o doutor sem entender.
- A minha noiva.
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Mas uma parte e desculpa a demora.