MULATA NOTA 10 – Sexta parte
Rebeka esperava num bar, na orla de Ipanema. Tomava uma dose de uísque Shivas Royal Salute, de uma garrafa que custava cerca de 800 reais. Aí, avistou o senhor de paletó surrado que se aproximava.
- Boa tarde, chefe. O que é que manda?
- Deixe de usar esse linguajar horrível. Às vezes, não sei o que está dizendo.
- Desculpe-me. É que eu tenho que falar assim, para me entrosar com o povo daqui.
- Ok. Vou ser rápido. Vá ao hotel onde o falecido estava hospedado e recupere o dinheiro que ele tinha no cofre. A missão dele agora é tua.
- Vou cuidar, então, de duas missões ao mesmo tempo, chefe?
- Não. A tua outra missão está concluída. Washington convenceu o governo brasileiro a fazer uma intervenção no Rio de Janeiro. Logo, as Forças Armadas ocuparão as favelas. Portanto, urge que você faça contato com o tal AK-47. Tem que se infiltrar no bando dele o quanto antes.
- Vou ter cobertura? – Perguntou a loira, depois de tomar um largo trago.
- Estará sozinha. Nós só agiremos se você estiver em apuros. Então, use o número de telefone específico para esses casos.
- Okay, eu já formulei um plano. Acho que hoje à noite farei contato com o traficante.
- Então, boa sorte. Espero notícias. – Disse o senhor de cerca de sessenta anos, de cabeleira farta e paletó surrado, levantando-se da mesa. Antes de ir, no entanto, ele tomou de uma vez o resto da bebida que estava no copo de Rebeka.
Pouco depois que o sujeito desapareceu de vistas, a loira olhou para o relógio. Ia dar cinco e meia da tarde. Pediu outra dose. Dupla.
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- Tem certeza de que não foi a mulata quem atirou no gringo, senhor? – Perguntou o policial, que estava perto de Cassandra.
- Sim, Júlio. Zezinha é canhota. E nunca usaria uma arma com silenciador, se eu não a desse a ela. Quem matou o americano foi gente profissional. Acho que, talvez, os próprios companheiros da CIA.
- O hotel tem câmeras de vigilância, senhor. Podemos dar uma olhada nas gravações.
- Já mandei pedir as fitas. Devem estar chegando.
Pouco depois, o homenina ligava para a irmã:
- Quem matou o loiro foi uma mulher. Temos sua imagem saindo do hotel. Segundo os recepcionistas, ela não passou pela portaria. Vão até o hotel onde estava hospedado o gringo e deem uma vasculhada. Ele deve ter deixado algo interessante por lá, talvez em algum cofre.
- Okay. Eu mesma vou lá. Depois te dou notícias.
A morena desligou e teclou imediatamente um número no celular. Atendeu o taxista:
- Oi, amor – Disse ela –, vou precisar de você. Apanhe-me na portaria do hotel onde estou hospedada. Temos o que fazer.
Pouco depois, saltava defronte ao hotel perto da Rocinha, onde estava hospedado o defunto. A morena, agora, usava uma peruca ruiva, de cabelos médios, escondendo a sua longa cabeleira. Foi direto ao recepcionista e mostrou seu distintivo. Disse:
- Leve-me ao quarto onde estava hospedado o gringo.
- Ele não está, senhorita. – Retrucou o recepcionista jovem – Se quiser aguardá-lo, esteja à vontade.
- Ele não mais virá. Está morto, e bem morto. Quanto ele devia?
- Só a diária de hoje, senhorita. - Disse o cara, surpreso pela notícia da morte do hóspede - Ele pagava todos os dias, como se esperasse ter que sair às pressas.
Ótimo. Dê-me a chave do seu quarto.
- Do meu, senhorita?
- Não, rapaz. Do dele. E depressa, que o tempo urge.
- Eu teria que pedir permissão a meus superiores. Mas vou dá-la para a senhora, sem precisar de burocracia...
Ela pegou as chaves e deu um beijinho na boca do rapaz. Ele exultou de alegria. Ela saiu com seu andar provocante, em direção ao elevador. Não demorou muito e voltou com uma valise nas mãos. Agradeceu ao rapaz, pagou a diária do gringo e ia saindo, quando cruzou com a americana loira. Mas não deu atenção a ela, achando que era uma hóspede do hotel. A agente da CIA também não lhe deu atenção. Foi direto para a recepção, e esteve falando com o rapaz. Depois, correu em direção à saída. O táxi, no entanto, já havia dobrado uma esquina e ia longe. A gringa voltou à recepção.
- Não os vi mais. Tem certeza de que não entraram no quarto de Johnny?
- Sim, senhora – Mentiu o rapaz sem nem saber por que – Perguntaram por ele e eu disse que não o tinha visto desde ontem. Mas ela ficou de voltar.
- Ela, quem?
- A ruiva bonita que cruzou com a senhora, quase ainda agora.
- Puta que me pariu. Eu estava distraída, nem vi seu rosto. Estou precisando das chaves do apartamento do meu conterrâneo. Ele me pediu para pegar uns documentos lá, com urgência.
O jovem esteve indeciso, depois entregou-lhe o molho de chaves, que ainda estava em sua mão. Mas disse:
- Eu não deveria estar fazendo isso, entregando-te as chaves. Então, vou querer algo em troca.
- O que quer?
- Sexo. – Afirmou o rapaz, que ainda estava de pau duro, depois do beijo recebido da agente federal.
Ela o olhou de cima a baixo, como se o estivesse avaliando. Depois perguntou:
- Tem o caralho grande? É disso que gosto.
Ele sorriu, malicioso. Pediu para subirem até o quarto. Lá ela veria por si mesma.
Assim que o rapaz baixou as calças, mostrando um pau de tamanho considerável, ela fechou a porta atrás de si e começou tirando a blusa, libertando um par de seios enormes, mas rijos. Quando o cara se aproximou para mamá-los, recebeu uma joelhada nos bagos.
- Gosto de sexo violento, garoto. Se me aguentar, transaremos outras vezes.
Derrubou o recepcionista no chão, que gemia com as mãos nos colhões. Terminou de tirar-lhe as calças e caiu de boca no caralho do cara. Ele ficou com medo que ela o mordesse. Mas a chupada foi ótima, e ele quase esqueceu a dor nos bagos. Aí ela tirou o resto do uniforme dele e mordeu-o no peito. Ele gritou:
- Pare, dona. Assim eu não gosto.
- Mas eu gosto. Então, deixe de reclamar, senão não te fodo mais.
Ele acalmou-se. Ela continuou chupando-o, até que ele começou a gemer:
- Ahhhhhhhhhhhh, tá muito gostoso. Não pare, dona...
De repente, a mulher ficou alucinada. Subiu sobre ele, e ficou de cócoras sobre o seu corpo. Pegou o caralho do jovem com uma das mãos e se enfiou nele. Sua boceta era quentíssima, e o cara quase goza rápido. Ela levou as mãos para trás, apoiando-se nas coxas dele, e empreendeu um ritmo frenético à foda. Ele abriu muito os olhos, bem perto de gozar. Mas ela gozou primeiro. Retirou-se do pau do cara e soltou um esguicho fortíssimo, que o atingiu no rosto. Ele botou a língua para fora, querendo provar aquele gosto.
Então, ela urrou e se enfiou de novo no cacete dele. Ele inundou a tabaca dela de porra.