Cachacinha de Minas, boa toda! Múcio me ofereceu, provei e gostei. Eu conhecera o mineirinho mais simpático, e aparentemente mais gostoso, do universo das Minas Gerais, no barzinho do hotel. Começou pela bebida a conversa.
Cachaça deliciosa, vai se internalizando na gente sem que a gente perceba. Menos esperamos e nossos lábios estão meio insensíveis. Esperamos menos ainda e nossa língua está solta, dizendo coisas a outro homem que não se diz assim tão fácil a ninguém. Quando nos damos conta, nossas mãos bobas e despretenciosas roçam nas coxas nuas do rapaz e as dele acariciando nosso rígido pau.
Não sei como, de que jeito se deu, como chegamos a isso, mas estávamos dentro da boca um do outro, escandalizando um casal maduro, a duas mesas da nossa – Múcio quem os percebeu primeiro e me cochichou o convite para continuarmos nossa mútua degustação noutro lugar.
O meu apartamento era mais próximo e nossos corpos estavam ansiosos demais para maiores distâncias. Saímos abraçados, meio tombando e quase trombando no agora menos chocado casal – notei a mão nada boba dele entre as coxas brancas dela, que se remexia, sinuosa e descontrolada.
Estávamos agora, eu e Múcio, jogados sobre a macia e perfumada cama de casal que dominava meu quarto. Nossas rígidas rolas digladiando feito espadas medievais, enquanto nossas mãos vadiavam afoitas por todos os nossos buracos, arrepiando todos os nossos pelos e não-pelos.
Nada demorou e as picas estavam enfiadas em nossas respectivas bocas, sendo sugadas e babadas, endurecidas e quase gozando, sessenta e nove vezes seguidas. Gemidos e carícias – e vice versa – inundavam o ambiente lúbrico daquele quarto libidinoso.
Não sei quem se virou primeiro, mas em instantes nossos paus descobriam o túnel rugoso do outro e o esfregar de entra e sai gerava ondas intensas de energia e prazer. Alternavam-se picas e buracos. Abundavam ganidos, lambidas e estremecimentos. A roupa de cama se desfazia sob nossos corpos-enguias.
Até que a explosão se fez, vigorosa e abundante, leitosa e jactante, involuntária e impulsiva. Depois o outro corpo explodia, aos gritos agoniados e bons, expulsando demônios líquidos. Ah... gozar é tão bom! Sem falar nessa pasmaceira boa que dá em seguida, essa leseira deliciosa do depois – corpos suados, ofegantes e aconchegados...
Essa cachacinha de Minas é foda!