Casamento Arranjado! Cap.2

Um conto erótico de Alex Lima Silva
Categoria: Gay
Contém 1137 palavras
Data: 28/02/2025 11:11:31

Assim que concluo o banho desço para a copa, estou faminto, afinal não ingeri nada o dia inteiro e só agora recordei que sou humano e necessito de alimento. Porém, mal coloco o pé na moldura da entrada e sinto aroma de chamuscado, me aproximo e percebo que o Eduardo está no fogão tentando preparar alguma coisa, porque comida de verdade não é... Se alguém ingerir isso, é capaz de falecer intoxicado!

— Tá tentando me matar de susto?! — digo aborrecido, aparentemente ele não sabe fazer nada além de me atormentar — Achei que estivesse incendiando a casa! — Eduardo resmunga contrariado como sempre — E isso tá queimando!

— Tsk, não tem nada queimando aq... — o odor de queimado domina a copa — Droga!

— Eu alertei! — digo satisfeito, mas o imbecil me encara furioso e, sem prestar atenção no que faz, toca na panela quente e queima a mão.

— Droga... Olha só! Isso é tudo culpa sua, que sempre aparece no instante errado. — ele reclama enquanto sacode a mão chamuscada.

— Seu idiota... — digo caminhando até o fogão e desligando a chama — Não transfira a culpa da sua burrice pra mim.

— Que inferno. — ele diz soprando a mão.

— Lave com água que ameniza.

— Merda. — ele vai até a torneira, abre e deixa a água correr sobre a mão — Estou morrendo de fome e nesta porcaria de cozinha não há nada pra comer! — reviro os olhos para o exagero dele, caminho até o armário mais próximo e abro.

— Bem, parece que aqui só há um pacote de macarrão... — vou até a geladeira e também abro — E um ovo... Ah, também tem temperos e salsichas.

— É, só que essa droga não se faz sozinha! Eu tentei fritar os ovos, mas veja o que ocorreu... — Eduardo fecha a torneira e me encara indignado, como se eu fosse o culpado por não termos comida.

— Isso é o auge da estupidez! Como alguém não sabe nem fritar um ovo, meu Deus?! — digo sarcástico e ele me fuzila com os olhos — Precisamos fazer compras, mas antes vou cozinhar algo ao menos pra segurar a fome.

— Vou pegar o extintor, caso você incendeie esta cozinha. — Eduardo fala indo em direção à sala.

— Imbecil! — resmungo tirando as salsichas e colocando na pia.

Após colocar o macarrão pra cozinhar, faço o tempero e preparo tudo; não é um prato refinado nem sofisticado, mas eu adoro macarrão com salsicha. Quando termino, sirvo uma porção em cada prato e sigo para a sala entregar um para o imbecil, que está jogado no sofá assistindo TV, afinal, não seria ideal ele falecer poucas horas após o nosso casamento, e ainda mais de fome.

— Pega! — digo entrando no campo de visão dele e tampando a tela, já que ele age como se eu não existisse — Anda!

— Tsk... — ele se senta e pega o prato, analisando o conteúdo com desconfiança — O que é isso?

— Comida!

— Tem uma aparência horrível, e se a cara tá assim, o gosto dessa porcaria deve ser muito pior.

— Coma apenas se quiser, ninguém está te forçando a ingerir essa “porcaria”... Uma “porcaria” que você sequer conseguiu preparar sozinho! — volto para a cozinha e começo a comer; não passa sequer um minuto quando Eduardo retorna, um pouco relutante.

— Tem mais?! — ele pergunta, sínico.

— Restou apenas um pouco na panela. — nem termino de falar e ele já está com a panela nas mãos, devorando.

— Achei que estava “uma droga”.

— Quando a fome bate, qualquer porcaria serve!

— Então passe essa panela para cá, para que eu possa comer a porcaria que eu fiz.

— Nem pensar... Estou com mais fome que você, isso aqui é só meu! — encaro ele com ódio, mas ele apenas arrota sem o menor pudor na minha frente, esse ogro.

— Não precisa se alimentar como um selvagem e, por favor, não arrote perto de mim... — suspiro exausto, já me arrependendo dessa decisão — Honestamente, me casei com um cavalo.

— Tsk, vai se ferrar!

— Quer saber?! Não vou discutir com você, não agora! — digo me levantando da mesa — Vem, vamos abrir o cofre. Precisamos de dinheiro pra comprar mantimentos.

— Beleza, mas primeiro vou esperar você lavar a louça.

— Eu cozinhei, você lava!

— Continua sonhando!

— Ok, mas espero que saiba que essa foi a primeira e última vez que cozinhei pra você; agora cada um cuida de si. — ele faz uma careta e segue para a pia, começando a lavar os pratos — Bom garoto!

***

— No meu pingente há apenas dois números, mas a senha tem quatro dígitos...

— Ainda não entendeu?! Seu pingente tem dois números e o meu tem mais dois, provavelmente ele fez isso para que só pudéssemos abrir o cofre juntos.

— Quem vai primeiro?

— Você... Porque no verso do meu pingente está o número dois.

— Ok! Agora vire-se, não sou tolo a ponto de deixar você ver meus números.

— Palhaço. — me viro de má vontade — Pronto?!

— Pronto! Sua vez!

— Agora se vire também. — falo inserindo os dois últimos números assim que ele se afasta — Pronto!

— Caramba, quanto dinheiro! — até Eduardo, que mora aqui desde pequeno, ficou surpreso, mas também, o cofre está abarrotado de notas, em sua maioria, de cem reais.

— Vamos pegar apenas um pouco, para comprar comida e produtos de limpeza. — digo tentando resistir à tentação de pegar mais para gastar com bobagens.

— Pegue mil! — Eduardo sugere enfiando a mão e agarrando um punhado de cédulas.

— Nem pensar... — dou um tapa na mão dele — Pegarei apenas quatrocentos; deve bastar para o que precisamos. — falo recolhendo o dinheiro e fechando o cofre.

— Só isso?!

— Lembre-se de que esse dinheiro deve durar um ano, ou por acaso esqueceu que o saldo da conta só pode ser sacado após esse período?!

— Tsk, tá, tá! Me dá a grana. — ele estende a mão.

— Aqui. — entrego duzentos reais para ele e fico com o restante.

***

O mercado até que está tranquilo a esta hora, gosto do clima aqui, pois está sossegado e consigo fazer minhas compras com calma. Meu carrinho já está quase cheio com o que vim buscar; já sei que boa parte do dinheiro que trouxe se foi, mas ao menos peguei todos os produtos de limpeza e alimentos necessários. Agora estou escolhendo algumas frutas, já que ainda sobra um pouco.

— Pelo visto, você vai gastar tudo. — Eduardo aparece de algum lugar e olha para o meu carrinho; enquanto o meu está abarrotado, a cestinha dele parece miserável — Eu só vou gastar cinquenta!

— Claro, eu comprei o necessário, enquanto você só pegou barbeadores, vinho, cerveja e pasta de dente! — digo analisando o conteúdo da cesta dele enquanto ele ri satisfeito — Francamente!

— Isso se chama ser “objetivo”.

— Ah é?! Pois saiba, Sr. Objetivo... Não quero você bêbado, ouviu?! Já basta te aguentar sóbrio, o que já é complicado, imagine alcoolizado.

— Não enche! — ele diz, se afastando enquanto termino de pegar as frutas.

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