A Namorada do Meu Sobrinho, A Tentação - Parte 3

Um conto erótico de pedrocamargo
Categoria: Heterossexual
Contém 4805 palavras
Data: 31/03/2025 12:18:08

A semana depois do churrasco na minha casa foi um inferno silencioso. Eu mal conseguia me concentrar nas reuniões da agência, os olhos fixos no monitor enquanto minha cabeça reprisava os gemidos de Talita ecoando pelo quarto de hóspedes. "Me fode, porra!" ela tinha gritado, e o som da voz rouca dela, misturado com o rangido do colchão e os grunhidos exaustos do Lucas, ficou gravado em mim como uma música que eu não conseguia desligar.

Segunda-feira chegou, e o relógio marcava 8h50 quando eu ajustei a camisa polo preta no espelho da minha sala. A agência de marketing digital que eu construí do zero tava movimentada como sempre — o som de teclados, risadas abafadas e o cheiro de café fresco vindo da copa. Eu tava na minha cadeira, a mesa de madeira escura coberta de relatórios, tentando me convencer que hoje era só mais um dia. Mas não era. Era o primeiro dia dela.

A recepcionista bateu na porta às 9h em ponto. "A nova estagiária chegou", anunciou, e eu respirei fundo, sentindo o peito apertar. "Manda ela entrar", respondi, a voz firme como sempre, mas com um calor subindo pela nuca que eu não conseguia ignorar. A porta abriu, e lá veio Talita, um furacão de 19 anos que parecia carregar o sol nos ombros.

Ela tava diferente da festa e do churrasco — mais profissional, mas ainda com aquele toque que me tirava o juízo. Vestia uma saia lápis cinza que abraçava os quadris largos e terminava logo acima dos joelhos, mostrando as pernas morenas e torneadas num salto baixo que clicava no chão. A blusa era uma camisa social branca, leve, com os dois primeiros botões abertos, revelando o contorno de um sutiã bege que segurava os seios firmes. O cabelo liso tava preso num rabo de cavalo alto, mas umas mechas soltas caíam no rosto, e os óculos grandes escorregavam no nariz como sempre. Nos lábios, um batom rosa claro, discreto, mas que brilhava o suficiente pra me fazer lembrar do gloss da festa.

"Bom dia, tio", disse ela, parando na frente da mesa, a bolsa pequena pendurada no ombro e um sorriso sapeca que não escondia nada. "Primeiro dia, hein? Tô nervosa." A voz dela era doce, mas tinha aquele tom rouco que eu conhecia da noite na minha casa, e meu estômago deu um nó. "Bom dia, Talita. Relaxa, você já passou pela parte difícil", respondi, apontando pra cadeira à minha frente. "Senta aí, vamos alinhar como vai ser."

Ela sentou, cruzando as pernas devagar, a saia subindo um pouco e revelando mais da coxa bronzeada. Colocou a bolsa no colo e ajustou os óculos com o mindinho, o gesto que eu já tinha aprendido a temer. "Obrigada de novo pela chance", disse, os olhos castanhos me encarando por cima das lentes. "Quero fazer direitinho, sabe? Não te decepcionar." O jeito que ela falou "direitinho" tinha um peso, e eu me peguei imaginando ela na cama com o Lucas, mandando ele ir mais forte, antes de chacoalhar a cabeça pra voltar ao presente.

"Você não vai me decepcionar se continuar como na entrevista", falei, mantendo o tom profissional enquanto pegava uma pasta na gaveta. "Hoje você vai começar com a equipe de redes sociais. Vou te apresentar pra Camila, ela é a gerente do setor. Sua primeira tarefa é ajudar num cronograma de posts pra um cliente novo — uma loja de acessórios. Usa aquelas ideias que você me mostrou, mas adapta pro briefing aqui." Entreguei a pasta pra ela, e nossos dedos roçaram de leve quando ela pegou, a pele quente dela me dando um choque que eu disfarcei girando a cadeira pro lado.

"Beleza, entendi", disse ela, abrindo a pasta e dando uma olhada rápida, as sobrancelhas franzindo de concentração. "Posso trazer umas sugestões extras? Tipo, uns stories interativos?" Ela ergueu os olhos pra mim, e por um segundo eu vi a Talita da entrevista — esperta, criativa, com um brilho que ia além do rostinho bonito. "Claro, traz o que você achar que funciona. Aqui a gente valoriza iniciativa", respondi, recostando na cadeira, os braços cruzados no peito.

Ela sorriu, mordendo o canto do lábio de leve, e se levantou, a saia esticando nos quadris enquanto ajeitava a bolsa no ombro. "Então tá, tio açúcar. Vou caprichar", disse, o apelido saindo com uma piscadinha rápida antes de virar pra porta. O jeito que a saia marcava a bunda dela enquanto caminhava me fez engolir seco, e eu fiquei ali, olhando ela sair, o coração batendo forte no peito. Ela era boa — no trabalho e em me deixar louco —, e eu sabia que esse primeiro dia era só o começo de um jogo que eu não tinha certeza se podia ganhar.

Depois que ela saiu, levei ela pra Camila e voltei pra sala, fechando a porta. Encostei na mesa, o som dos gemidos dela na minha casa voltando como um filme em looping. "Me fode, porra!" ecoava na minha cabeça, e eu sabia que trabalhar com ela ia ser um teste de fogo. Eu queria descobrir cada pedaço daquela estagiária, e o controle que eu sempre tive tava pendurado por um fio.

Depois de apresentar Talita pra Camila, voltei pra minha sala com a cabeça girando. A agência tava no ritmo de sempre — o som de teclados clicando, o murmúrio de conversas sobre campanhas e prazos, o cheiro de café misturado com o ar fresco do ar-condicionado. Minha sala era um cubo de vidro no canto do andar, paredes transparentes que eu costumava deixar abertas pra acompanhar o movimento da equipe. Mas hoje, quando fechei a porta atrás de mim, as persianas tavam baixadas, cobrindo o vidro com ripas brancas que bloqueavam a vista. Eu hesitei por um segundo, a mão parada no cordão, antes de puxar devagar.

As persianas subiram com um clique suave, revelando o espaço aberto da agência — mesas alinhadas, monitores brilhando, a equipe espalhada em suas tarefas. E lá tava ela, Talita, sentada numa cadeira giratória perto da mesa da Camila, uns cinco metros da minha sala. A visão me acertou como um soco. A saia lápis cinza abraçava os quadris dela, o tecido esticando enquanto ela se ajeitava na cadeira, e as pernas morenas tavam cruzadas, uma sobre a outra, os pés balançando de leve no salto baixo. O ângulo era perfeito — da minha mesa, eu tinha uma linha direta pra ela, e a luz da janela batia nas coxas dela, fazendo a pele bronzeada brilhar.

Ela tava concentrada, o caderninho preto aberto na frente dela, a caneta dançando entre os dedos enquanto conversava com a Camila. A blusa branca, com os dois botões abertos, caía leve no peito, e o rabo de cavalo balançava toda vez que ela virava a cabeça pra olhar a tela do laptop que tinham dado pra ela. Eu me sentei na cadeira, os cotovelos na mesa, tentando fingir que tava checando e-mails, mas meus olhos voltavam pra ela sem permissão. As pernas cruzadas mexiam de vez em quando — ela descruzava, esticava uma por um segundo, depois cruzava de novo, o movimento fazendo a saia subir um pouco mais a cada ajuste.

Então aconteceu. Ela se inclinou pra pegar algo na bolsa no chão, e a saia, já justa, subiu além do que devia. Por um instante — um milésimo de segundo que pareceu eterno —, vi o vulto de uma calcinha preta, uma faixa fina de renda que escapava pela escuridão de seu vestido, contrastando com a pele morena. Meu coração parou, o sangue subindo quente pelo pescoço, e eu me endireitei na cadeira, pigarreando pra disfarçar o calor que me acertou em cheio. Ela voltou à posição normal, ajustando os óculos com o mindinho, e nem parecia perceber o que tinha mostrado — ou talvez percebesse, porque logo depois virou o rosto na minha direção, os olhos castanhos me encontrando através do vidro.

O sorriso sapeca apareceu, sutil, quase imperceptível, e ela mordeu o canto do lábio enquanto mexia no cabelo, soltando uma mecha do rabo de cavalo que caiu no rosto. Eu desviei o olhar pro monitor, o coração batendo forte no peito, mas a imagem tava gravada — as coxas cruzadas, a saia subindo, a renda preta que eu não ia esquecer tão cedo. "Foco, seu idiota", murmurei pra mim mesmo, clicando num e-mail qualquer, mas meus olhos voltaram pra ela segundos depois.

Talita agora tava digitando algo no laptop, as pernas ainda cruzadas, o pé balançando devagar no ar. A Camila apontava pra tela, explicando alguma coisa, e ela assentia, concentrada, mas de vez em quando lançava um olhar rápido na minha direção — um piscar de olhos por cima das lentes que me fazia sentir exposto, mesmo estando na minha própria sala. O vidro e as persianas abertas me davam uma visão privilegiada, sim, mas parecia que ela sabia disso, que tava jogando comigo sem nem precisar se mexer muito.

Lá pelas 11h, ela se levantou pra pegar um copo d’água na copa, do outro lado do escritório. O salto clicou no chão, e a saia esticou nos quadris enquanto ela caminhava, a bunda firme desenhando o tecido de um jeito que me fez engolir seco. Da minha cadeira, eu tinha o ângulo perfeito pra ver as pernas dela em movimento, o balanço natural do corpo que eu já conhecia da dança na festa. Ela parou na copa, se inclinou pra encher o copo, e a saia subiu de novo, só um pouquinho, o suficiente pra me deixar imaginando o que tava por baixo — a renda preta, o calor da pele morena, os gemidos que eu ouvi na minha casa.

Quando ela voltou pra mesa, passou perto da minha sala, o copo na mão, e me lançou um olhar direto, os lábios se curvando num meio sorriso antes de sentar de novo. As pernas cruzaram mais uma vez, a saia subindo o bastante pra me dar outro vislumbre da calcinha, e eu apertei os punhos na mesa, o desejo misturado com a frustração de não poder fazer nada. Ela era minha estagiária, namorada do meu sobrinho, e tava me desmontando com cada movimento, cada olhar.

O resto da manhã passou assim — eu fingindo trabalhar, ela brilhando na equipe, e as persianas abertas me dando um show que eu não podia ignorar. Quando o relógio bateu meio-dia e a equipe começou a se mexer pro almoço, eu sabia que precisava de ar. Talita tava me matando devagar, e o pior era que eu tava gostando do veneno.

O relógio na tela do meu monitor marcou 12h05, e o burburinho da equipe se levantando pra almoçar encheu o escritório. Eu ainda tava na minha sala, as persianas abertas me dando aquela visão torturante de Talita — as pernas morenas cruzadas, a saia lápis subindo devagar a cada movimento, o flash da calcinha preta que tinha queimado na minha retina. Meu peito tava apertado, uma mistura de desejo e autocontrole que eu mal conseguia segurar. Eu não era de perder a cabeça assim, mas ela tava me levando ao limite com uma facilidade assustadora.

Respirei fundo, esfregando o rosto com as mãos pra tentar me centrar, e decidi agir. Levantei da cadeira, ajeitei a camisa polo preta que marcava os ombros largos e saí da sala, o som dos meus passos ecoando no chão de taco. A equipe já tava se organizando — uns indo pra copa, outros pegando bolsas pra sair —, e Talita tava de pé perto da mesa dela, guardando o caderninho preto na bolsa enquanto conversava com a Camila. Ela me viu vindo e parou, os óculos grandes escorregando no nariz, o sorriso sapeca aparecendo como se soubesse que eu tava ali por ela.

"Talita", chamei, parando a uns dois metros, a voz firme mas com um tom mais leve que o normal. "Primeiro dia, né? Que tal almoçar comigo? Te mostro um lugar aqui perto, de quebra a gente fala mais sobre o cronograma que você vai pegar." Era uma desculpa profissional, mas o calor na minha nuca dizia que eu queria mais que isso — queria ela por perto, mesmo sabendo o risco.

Os olhos castanhos dela brilharam, e ela ajustou os óculos com o mindinho, inclinando a cabeça de leve. "Sério, tio? Adorei a ideia!" disse, a voz doce subindo um tom com a animação. Ela pegou a bolsa, jogando no ombro, e a saia esticou nos quadris enquanto se virava pra Camila. "Volto já, tá?" A gerente assentiu, e Talita veio na minha direção, o salto clicando no chão, o rabo de cavalo balançando com cada passo.

Saímos juntos do prédio, o sol do meio-dia batendo forte na calçada. Eu guiava o caminho, o porte malhado enchendo a camisa polo, e ela caminhava do meu lado, a saia marcando as coxas a cada passo, o vento quente levantando o tecido de leve e me dando flashes das pernas morenas que eu já conhecia tão bem. "Pra onde a gente vai?" perguntou ela, olhando pra mim por cima das lentes, o batom rosa brilhando nos lábios carnudos.

"Um bistrô aqui na esquina", respondi, apontando pra frente. "Comida boa, ambiente tranquilo. Você vai gostar." Ela sorriu, mordendo o canto do lábio de leve, e disse: "Se você tá dizendo, eu confio, tio açúcar." O apelido saiu baixo, quase um sussurro, e eu senti um arrepio descer pela espinha, mas mantive o sorriso firme, como se não tivesse me abalado.

Chegamos ao bistrô, um lugar pequeno com mesas de madeira e luz suave entrando pelas janelas. Pedi uma mesa no canto, e o garçom nos levou até lá. Sentei de frente pra ela, e Talita se acomodou, cruzando as pernas devagar sob a mesa — o movimento fez a saia subir mais uma vez, e eu tive um vislumbre rápido da renda preta antes dela ajeitar o tecido com um gesto displicente, como se não tivesse notado. Mas o olhar que me deu, por cima dos óculos, dizia que sim.

"Então, como tá sendo o primeiro dia?" perguntei, abrindo o cardápio pra me distrair, mas mantendo ela no canto do olho. Ela se inclinou pra frente, os cotovelos na mesa, e a blusa branca abriu um pouco no decote, mostrando o sutiã bege e a curva dos seios firmes. "Tô adorando, tio", disse, a voz rouca de leve, como na noite que eu ouvi na minha casa. "A Camila é legal, e eu já comecei a rascunhar uns posts. Mas confesso que tô nervosa ainda. Quero fazer tudo direitinho pra você."

O "pra você" dela ficou no ar, e eu levantei os olhos do cardápio, encontrando os dela. "Você tá indo bem, relaxa. As ideias que você trouxe na entrevista já mostram que tem potencial", falei, recostando na cadeira, os braços cruzados no peito. Ela sorriu, pegando o copo d’água que o garçom trouxe e levando o canudo aos lábios, chupando devagar enquanto me encarava. Um restinho d’água escorreu no canto da boca, e ela limpou com o dedo, chupando ele depois com uma naturalidade que me fez cerrar os punhos embaixo da mesa.

"Que bom que você acha, tio", disse ela, inclinando a cabeça de lado, o rabo de cavalo caindo no ombro. "Quero te impressionar mais ainda." Ela descruzou as pernas por um segundo, esticando uma sob a mesa, e o pé dela roçou na minha canela — leve, quase acidental, mas o calor do toque subiu direto pro meu peito. "Ops, desculpa", murmurou, rindo baixo, mas não afastou o péすぐ, deixando ele ali por mais um instante antes de cruzá-las de novo, a saia subindo o suficiente pra me dar outro flash da calcinha preta.

Eu respirei fundo, o sangue pulsando mais rápido, e forcei um sorriso. "Sem problema. Só cuidado pra não derrubar meu almoço", brinquei, tentando manter o controle. Ela riu, jogando o cabelo pra trás, e o movimento fez a blusa esticar no peito, os mamilos marcando de leve o tecido. "Prometo me comportar", disse, mas o tom dela e o jeito que me olhou por cima das lentes gritavam o contrário.

O garçom chegou pra anotar os pedidos — eu peguei um filé com fritas, ela uma salada com frango grelhado —, e enquanto esperávamos, ela continuou o jogo. Falava sobre as ideias pro cronograma, gesticulando com as mãos pequenas, mas a cada movimento se inclinava mais, o decote abrindo, o pé dela roçando no meu de novo "sem querer". "Acho que uns stories com enquetes iam bombar, o que você acha, tio?" perguntou, chupando o canudo de novo, os lábios brilhando com o batom.

"Acho ótimo", respondi, a voz saindo mais rouca que eu queria. "Você tá no caminho certo." Mas minha cabeça tava em outro lugar — nos gemidos dela na minha casa, no rebolado da festa, na renda preta que eu sabia que tava ali, a poucos centímetros de mim. O almoço chegou, e enquanto comíamos, ela mantinha o papo leve, mas os olhares, os gestos, o jeito que lambia o canto da boca depois de uma garfada... tudo era uma tentação que eu não conseguia ignorar.

Quando terminamos, ela se recostou na cadeira, as pernas cruzadas de novo, e me deu um sorriso torto. "Valeu pelo almoço, tio açúcar. Tô pronta pra voltar e arrasar na agência." Eu assenti, pagando a conta, mas enquanto saíamos do bistrô, o calor do corpo dela do meu lado, o balanço da saia nos quadris, me deixou com uma certeza: ela tava me matando devagar, e eu tava começando a gostar da queda.

O caminho de volta do bistrô pro escritório foi silencioso, mas carregado. Talita caminhava do meu lado, a saia lápis cinza balançando nos quadris, o salto clicando na calçada quente, e eu sentia o calor dela mesmo sem encostar — o cheiro de baunilha misturado com o suor leve do dia, o rabo de cavalo balançando a cada passo. Meu peito tava apertado, o almoço ainda ecoando na cabeça — o pé dela roçando na minha canela, o decote abrindo, o "tio açúcar" que ela soltava como se fosse um convite disfarçado.

Entramos no prédio, o ar-condicionado nos recebendo com um alívio gelado, e subimos pro décimo andar em silêncio no elevador. Ela ficou do meu lado, mexendo no celular, os óculos grandes refletindo a luz da tela, e eu forcei os olhos pra frente, tentando não reparar no jeito que a blusa branca marcava os seios ou na curva das coxas sob a saia. Quando as portas abriram, a agência tava num ritmo mais tranquilo pós-almoço, a equipe voltando aos poucos pras mesas. Talita me deu um sorriso torto antes de ir pra cadeira dela. "Valeu de novo, tio. Tô indo caprichar nos posts", disse, ajustando os óculos com o mindinho e me deixando com um calor que não explicava.

Fui direto pra minha sala de vidro, fechei a porta e deixei as persianas abertas — não resisti. Sentei na cadeira, o monitor piscando com e-mails não lidos, mas meus olhos tavam nela de novo. Talita tava na mesa dela, as pernas cruzadas sob a saia, o laptop aberto enquanto digitava algo, o pé balançando de leve no salto. A visão era um tormento — a renda preta da calcinha que eu tinha visto mais cedo voltava na minha mente toda vez que ela mexia as pernas, e eu me peguei imaginando o que ela faria se soubesse o quanto me afetava.

O telefone na minha mesa tocou, me tirando do transe. Era a Camila, a voz dela acelerada do outro lado da linha. "Boss, desculpa te cortar no meio da tarde, mas acabou de pintar uma emergência. O pessoal da MarcaViva, aquele cliente grande de São Paulo, tá pedindo uma reunião presencial amanhã. Problema com a campanha nova, querem ajustes urgentes. Você vai precisar ir." Eu esfreguei a testa, já prevendo o trabalho. "Beleza, Camila. Quanto tempo eu fico lá?" Ela hesitou. "Pelo menos dois dias. Reunião amanhã, ajustes no dia seguinte. Você sempre leva um assessor, né? Quem você quer?"

Olhei pras persianas, direto pra Talita. Ela tava inclinada na cadeira, conversando com um colega, a saia subindo um pouco enquanto gesticulava com as mãos. Meu estômago deu um nó, mas a ideia já tava formada antes que eu pudesse racionalizar. "Levo a Talita", disse, a voz firme, mas com um peso que a Camila não percebeu. "Ela tá começando, mas é esperta. Vai aprender na prática." Do outro lado, a Camila riu. "Boa escolha, ela tá se saindo bem aqui. Vou avisar ela e organizar tudo — passagem, hotel, o de sempre."

Desliguei o telefone, o coração batendo mais rápido no peito. Dois dias fora com ela. Sozinhos, fora do escritório, num hotel em São Paulo. Eu sabia que era loucura, que misturar trabalho com o que eu tava sentindo era pisar num campo minado, mas a imagem dela na minha casa — gemendo alto, acabando com o Lucas — me puxava como um vício. Levantei da cadeira, ajeitei a camisa polo e abri a porta, chamando ela com um aceno.

"Talita, vem aqui um segundo", falei, alto o suficiente pra ela ouvir. Ela virou o rosto, os olhos castanhos me encontrando por cima das lentes, e veio na minha direção, o salto clicando, a saia esticando nos quadris. "Oi, tio, o que foi?" perguntou, parando na frente da minha mesa, a bolsa ainda na cadeira dela, o sorriso sapeca brincando nos lábios.

"Temos uma viagem", comecei, recostando na cadeira pra parecer casual. "Cliente importante em São Paulo, reunião amanhã. Vou precisar de um assessor, e decidi te levar. São dois dias fora — você topa?" Os olhos dela se arregalaram, a boca abrindo num "o" de surpresa antes de virar um sorriso largo. "Sério, tio? Eu? Claro que topo!" disse ela, batendo palminhas de leve, o rabo de cavalo balançando com a animação. "Quando a gente vai?"

"Amanhã cedo. Passagem e hotel a Camila já vai organizar. É trabalho, hein? Mas vai ser bom pra você aprender como funciona na prática", falei, mantendo o tom profissional, mas o olhar dela — brilhando de excitação, mordendo o canto do lábio — me acertou em cheio. "Eu vou arrasar, você vai ver", disse ela, inclinando o corpo pra frente, a blusa abrindo um pouco no decote e mostrando o sutiã bege. "E obrigada por me escolher, tio açúcar." O apelido saiu baixo, quase um sussurro, e ela piscou antes de virar pra sair, o quadril balançando na saia enquanto voltava pra mesa.

Fiquei ali, as mãos apertando os braços da cadeira, o coração na garganta. Dois dias com ela num hotel, longe do Lucas, longe da agência, só nós dois. Ela tava me matando devagar — as pernas cruzadas, a calcinha preta, os gemidos na minha casa —, e agora eu tinha dado o próximo passo nesse jogo perigoso. Fechei as persianas por um segundo, precisando de um respiro, mas a imagem dela já tava gravada na minha cabeça, e a viagem amanhã só ia piorar tudo.

O dia amanheceu quente em Florianópolis, o céu azul claro prometendo um voo tranquilo até São Paulo, mas eu tava longe de qualquer tranquilidade. Era terça-feira, 6h30 da manhã, e eu tava no saguão do Aeroporto Hercílio Luz, a mala de mão preta apoiada no chão ao meu lado. Talita ia chegar a qualquer minuto, e os dois dias fora com ela já pesavam na minha cabeça como uma mistura de tentação e perigo que eu não conseguia evitar.

A noite tinha sido um inferno — mal preguei o olho, os gemidos dela na minha casa voltando em looping na minha mente. "Me fode, porra!" ela tinha gritado pro Lucas, e o som da voz rouca, misturado com o rangido do colchão e os grunhidos dele, ficou tatuado em mim. Agora, no aeroporto, o ar-condicionado gelado batia no meu rosto, mas não fazia nada pra apagar o calor que subia pelo peito só de imaginar ela ao meu lado por 48 horas, num hotel em São Paulo, longe de tudo que me mantinha no controle.

Então ela surgiu. Vi Talita vindo pelo saguão, o passo leve mas decidido, o salto baixo clicando no chão polido do Hercílio Luz. Ela tava com uma calça jeans skinny que agarrava cada curva das coxas morenas e da bunda firme, subindo até a cintura fina onde uma blusinha cropped preta terminava, deixando um pedaço da barriga lisa à mostra. O cabelo liso tava solto, caindo nos ombros, e os óculos grandes escorregavam no nariz enquanto ela puxava uma mala de mão roxa, com uma mochila nas costas. Nos lábios, o batom rosa claro brilhava sob as luzes do aeroporto, e o sorriso sapeca já tava lá, pronto pra me desmontar.

"Tio!" chamou ela, acenando com a mãozinha enquanto se aproximava, a voz cortando o barulho do saguão — anúncios de voos, malas rolando, o murmúrio de turistas e executivos. "Cheguei na hora, né?" Eu assenti, levantando a mala do chão pra me ocupar, o coração já batendo fora de ritmo. "Na hora certinha. Nosso voo é em 40 minutos, gate 5. Vamos fazer o check-in?" falei, mantendo o tom firme, mas o jeito que ela me olhou por cima das lentes, mordendo o canto do lábio de leve, me deixou com a boca seca.

Fomos pro balcão da companhia aérea, eu na frente com o passaporte e a passagem digital no celular, ela do meu lado, o cheiro de baunilha me envolvendo como uma névoa. Enquanto entregava os documentos pra atendente, Talita se inclinou pra deixar a mala no chão, e a blusinha cropped subiu mais, mostrando a cintura fina e o umbigo pequeno, perfeito. A calça jeans tava tão justa que dava pra ver o contorno de uma calcinha por baixo — não era a tanginha vermelha da festa, mas algo igualmente fino, talvez preto ou roxo, que marcava a pele morena e me fez desviar os olhos pro teto por um segundo pra respirar. "Primeira vez viajando a trabalho?" perguntei, tentando puxar papo pra me distrair.

Ela riu, ajustando os óculos com o mindinho enquanto pegava o cartão de embarque da atendente. "Primeira vez sim, tio. Tô animada, mas um pouco nervosa. E você, viaja muito?" O tom dela era casual, mas o jeito que se virou pra mim, o quadril apoiado na mala, a blusinha subindo de novo, parecia tudo menos inocente. "Bastante", respondi, pegando meu cartão e guiando ela pro controle de segurança. "Clientes grandes como esse de São Paulo gostam de cara a cara. Você vai ver como é."

Passamos pelo raio-X, eu jogando a mala na esteira, ela tirando a mochila das costas com um movimento que fez o cabelo balançar no rosto. No corredor pro gate, o espaço apertado do aeroporto nos forçava a andar mais perto, o braço dela roçando no meu de leve a cada passo. "Tio açúcar, você já foi pra São Paulo com outras estagiárias?" perguntou ela, olhando pra frente, mas com um sorrisinho que eu peguei pelo canto do olho. "Não exatamente", retruquei, rindo baixo. "Você é a primeira em muito tempo. Espero que aguente o ritmo."

Ela parou por um segundo, virando pra mim com os olhos brilhando. "Eu aguento qualquer ritmo, você sabe", disse, a voz baixando um tom, e o duplo sentido me acertou como um soco. Antes que eu pudesse responder, ela seguiu andando, o jeans marcando a bunda enquanto puxava a mala, e eu fiquei ali, o coração batendo forte no peito, sentindo o peso do que tava por vir.

Chegamos no gate 5, o painel mostrando que o embarque começava em 15 minutos. Sentei numa das cadeiras de metal, a mala do meu lado, e Talita se jogou na cadeira ao lado, cruzando as pernas devagar. A calça jeans esticou nas coxas, o tecido agarrando cada curva, e ela se inclinou pra pegar o celular na mochila, a blusinha subindo mais uma vez, agora mostrando a cintura inteira e o início de uma tatuagem pequena — uma estrelinha preta, quase escondida na lateral do quadril. "Tô tão animada, tio", disse ela, mexendo no celular, o pé balançando no ar. "Dois dias com você, aprendendo tudo."

Eu respirei fundo, recostando na cadeira, os braços cruzados no peito. "É trabalho, hein, Talita. Mas vai ser bom pra você", falei, tentando me convencer tanto quanto a ela. Ela levantou os olhos da tela, me encarando por cima das lentes, o batom brilhando enquanto mordia o lábio de novo. "Eu sei, mas não precisa ser só trabalho, né?" disse, baixo o suficiente pra ninguém mais ouvir, antes de voltar pro celular como se nada tivesse acontecido.

O anúncio do embarque soou pelo alto-falante, e eu levantei, o sangue pulsando mais rápido nas veias. Dois dias com ela num hotel em São Paulo, começando agora, no aeroporto de Florianópolis, onde ela já tava me provocando sem nem tentar muito. A coisa tava ficando séria, e o voo de uma hora e meia até Congonhas ia ser só o começo do fogo que eu sabia que não ia apagar fácil.

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