Quando olho para trás fico me perguntando as razões pelas quais o meu casamento está naufragando; após trinta anos de convivência em comum eu não me reconhecia mais da mesma forma que não conhecia mais a mulher com quem compartilhava a mesma cama; eu e Estela nos conhecemos ainda na faculdade e tínhamos muita coisa em comum desde o bom humor até nossa cumplicidade entre quatro paredes; ela não foi minha primeira mulher, mas confesso que tudo nela me excitava mais que o normal, deixando no chinelo as outras com quem desfrutei de boas fodas; também é verdade que não fui seu primeiro homem, mas ela logo de cara me confidenciou que ninguém antes havia lhe dado tanto prazer. E olha que nossa primeira vez não foi nada glamorosa.
Fomos para um hotelzinho fuleiro que era aquilo que eu podia pagar, mas que ela pouco se importou; no quarto imerso em uma luz azulada, com cama redonda, espelho no teto e uma musiquinha ambiente que sequer prestamos atenção, fiz questão de despi-la e quando vi sua nudez quase surtei; Estela era linda e muito gostosa com seios de tamanho médio para grandes com uma firmeza inquietante, uma púbis coberta por uma fina camada de pelos lisos, coxas torneadas na medida certa e uma bunda em forma de coração destacada por uma cintura bem marcada; seu rosto com formas finas e suaves era coroado por longos cabelos encaracolados que lhe concediam o ar de uma deidade grega e seu sorriso sempre me arrebatava.
Assim que nos deitamos cuidei de separar suas pernas escancarando a vulva que não demorou a receber uma carinhosa manipulação que logo foi seguida por linguadas ávidas proporcionando a primeira onda orgásmica fazendo seu corpo estremecer; não lhe dei trégua alguma linguando aquela bucetinha lisa e doce até não poder mais ao som dos gemidos e súplicas dela para que eu não parasse de fazê-la gozar; após um bom tempo ela me pediu para retribuir e antes que eu pudesse reagir já estava deitado de barriga para cima com Estela mamando minha piroca como uma esfomeada massageando as bolas e fitando minhas reações faciais; o clima esquentou ainda mais quando decidimos partir para um meia nove alucinante que nos levou à beira do de um êxtase que culminou com uma gozada mútua, sendo que Estela me surpreendeu ao reter minha carga em sua boca exibindo-a com orgulho antes de engolir como que sorve um néctar especial.
Em poucos minutos eu estava com o estímulo renovado cobrindo o corpo da fêmea com minhas mãos apertando suas mamas enquanto me dedicava a chupar e mordiscar os mamilos a fim de deixá-la ainda mais excitada; Estela iniciou uma retribuição gingando o corpo contra o meu de tal maneira que procurava o engate perfeito de sua vulva com meu pinguelo que se apresentava pronto para o desafio e quando isso aconteceu tratei de arremeter com força enterrando o mastro inteiro dentro da gruta quente, úmida e apertadinha dela. A reação foi imediata com gritos, gemidos e um estremecimento contagiante. Começamos a foder com força com meus golpes sendo revidados pelo impulso corporal dela contra mim.
Foi uma trepada alucinante com ela gozando litros ao mesmo tempo em que eu não lhe dava trégua socando sempre com movimentos vigorosos e contundentes provocando uma nova onda de orgasmos sacudindo seu corpo submetido ao meu. E como antes atingimos um clímax mútuo fazendo nossos corpos estremecerem tomados por arrepios e espasmos involuntários selando um clímax que nos deixou arrebatados; a partir daquele nosso primeiro encontro nunca mais nos separamos e ao terminarmos a faculdade nos casamos e passamos a desfrutar das guloseimas que nossa intimidade permitia. Todas as tardes em que chegava em casa Estela me esperava nua sentada numa poltrona com as pernas abertas usando uma mão para brincar com seu grelo e a outra destinada a dar beliscões nos mamilos durinhos numa clara provocação para um novo embate sexual que não conhecia e nem dava trégua a nenhum de nós.
Na maioria das vezes a trepada começava na sala no típico “papai e mamãe” no sofá, passava pelo quarto onde a posição preferida dela era a “cachorrinho” (ou cadelinha, se preferirem), e terminava no box tomando uma ducha onde ela, mesmo depois de ter gozado a valer, ainda insistia em mamar a piroca para que finalizássemos com ela tomando uma leitada na boquinha. E esse ritual se repetia dia após dia sempre como se fosse a primeira vez e sempre deixando um gostinho de “quero mais!”.
Todavia o mar de rosas foi se transformando em um poço de areia movediça composto por atribulações diárias, dívidas, compromissos, filhos, mais dívidas e todas as agruras que afligem um casal ao longo de sua vida em comum e que contribuíam de modo eficaz para que o sexo minguasse pouco a pouco, até rarear de vez; nessas parcas ocasiões o ritual cheio de preliminares de antes se resumia carícias sem entusiasmo e uma trepada que não durava o suficiente para uma satisfação plena, mas servia ao propósito fisiológico natural. E assim chegamos ao ponto onde sexo se tornara um tabu indecifrável e silencioso. É claro que eu me sentia insatisfeito, embora sequer me preocupasse em pensar que talvez, também ela estivesse insatisfeita com o rumo de nossa vida em comum, preferindo optar por uma posição machista e egoísta.
Com essa insatisfação crescente eu parti em busca de novos horizontes com novas oportunidades de uma boa trepada; comecei procurando por prostitutas …, sim prostitutas, primeiro porque não tinha recursos para uma garota de programa daquelas que valorizam o produto e cobram por hora, e em segundo porque não podia despertar a curiosidade de Estela; mesmo assim, essas fodas se mostraram insossas e sem emoção exatamente como deveriam ser me levando para o próximo nível: procurar por sexo casual com quem estivesse disponível. Nesse clima, e com algum receio acabei desabafando com uma amiga do trabalho que não me repreendeu após ouvir o relato, ao mesmo tempo em que sugeriu que eu investisse na chefe da equipe de limpeza, uma morena vistosa de nome Laís cujos atributos anatômicos eram simplesmente alucinantes.
Com uma vasta cabeleira encaracolada, roupas justíssimas e um sorriso avassalador, Laís era uma visão icônica de tudo que um macho deseja na cama: peitos fartos, cintura marcada, bunda colossal, pernas grossas e um ar de pura safadeza; hesitei muito antes da minha primeira investida e me surpreendi com a receptividade dela que não titubeou em logo de cara aceitar meu convite para uma boa sacanagem; numa sexta-feira avisei que não voltaria para o trabalho depois do almoço e rodei de carro até nosso ponto de encontro combinado em uma parada de ônibus; Laís estava estupenda com um top que mal conseguia conter as tetas oferecidas e uma calça tipo legging que enaltecia suas formas; assim que entrou no carro me segurou pela nuca com seus lábios buscando pelos meus num daqueles beijos cheios de lascívia que eu mal lembrava da existência.
Tomado por um tesão renascido das cinzas tratei de rumar para um motelzinho que eu conhecia nas imediações e confesso que o trajeto se tornou uma experiência alucinante; Laís não perdeu tempo em passar seu braço em torno do meu pescoço sussurrando safadezas em meu ouvido, ao mesmo tempo em que pousava a outra mão sobre a braguilha da calça apertando o volume que pulsava descontroladamente. Na recepção não perdemos tempo com firulas e assim que desliguei o carro já no interior da garagem da suíte ela voltou ao ataque quase me sufocando com beijos luxuriosos onde nossas línguas se digladiavam sem medidas.
Assim que entramos na suíte ela tirou a roupa exibindo com orgulho suas formas delirantes que eu até tentei apalpar, porém fui impedido com ela me atirando sobre a cama e se pondo de joelhos enquanto abria a calça até libertar o bruto que saltou cheio de si; Laís o segurou pela base amassando suavemente as bolas usando sua língua para dar lambidas na glande que vez por outra era espremida pelos seus lábios causando em mim enorme alvoroço que beirava a loucura absoluta.
Laís era uma tarada por piroca alternando momentos em que mamava avidamente com outros em que batia o membro contra seu rosto apreciando minhas reações faciais que não escondiam o tesão avassalador que dominava meus sentidos; por muito tempo Laís se dedicou a mamar e manipular minha ferramenta exibindo uma destreza além de qualquer expectativa, até que em dado momento subiu sobre a cama tomando posição que lhe permitia esfregar sua vulva quente e úmida sobre toda a extensão do membro oferecendo suas mamas suculentas para meu deleite; segurei-as firmemente em minhas mãos lambendo e chupando com vigor os mamilos arrancando gritinhos e gemidos da safada que aproveitou para gingar seu corpo sobre o meu até obter êxito em ter o membro preenchendo sua gruta.
Ao experimentar a sensação de ter sua buceta invadida pelo meu pinguelo, Laís ergueu o dorso apoiando suas mãos sobre meus ombros e libertando suas mamas da minha avidez oral dando início a uma sequência de movimentos combinados de cintura e pélvis fazendo sua gruta engolir e cuspir o bruto dentro de uma cadência que pareceu tímida, mas que logo ganhou contornos de um verdadeiro ataque massivo do seu corpo contra o meu; Laís se mostrou dona da situação me colocando numa situação de mero coadjuvante, ou mesmo de mero objeto destinado a satisfazê-la de todas as maneiras possíveis e imagináveis. Ostentando uma habilidade que eu sequer supunha ser possível ela conseguia controlar minhas reações fisiológicas, pois nos momentos em que pensei beirar o gozo ela cessava os movimentos mantendo a pistola bem funda em sua vagina executando contrações vaginais que de uma forma impressionante impediam que meu ápice fosse atingido.
Mais surpreendente ainda foi quando ela sem libertar o bruto me ajudou a tirar a roupa, algo que eu pensei ser inimaginável naquela situação, possibilitando um contato corporal ainda mais íntimo e excitante; houve um momento em que eu tencionei tomar as rédeas da situação e foi nesse clima que Laís exibiu uma destreza que me deixou estupefato, com ela erguendo minhas pernas enquanto passava seus braços por baixo delas erguendo meu corpo para a posição de amazona na qual tinha-se a impressão de que os papéis haviam se invertido com ela exercendo uma postura ativa enquanto eu estava relegado a uma posição passiva; eu já havia ouvido falar naquela posição, mas vê-la sendo executada comigo me colocando em uma situação de quase submissão era algo realmente impactante.
Naquela posição amazona Laís não poupou esforços para usar e abusar de mim o quanto quisesse ou pudesse e mesmo com a respiração acentuada e o suor prorrompendo por todos os seus poros ela não arrefecia ostentando uma resistência física que me deixava espantado; houve momentos em que me senti sendo usado de verdade, ou ainda colocado na mesma situação de uma fêmea servindo a um macho ensandecido pelo tesão impondo que eu compreendesse a sensação causada quando um homem procura prazer em benefício próprio alheio aos sentimentos da parceira a qual restava apenas aceder a sanha irrefreável.
Laís gozou litros e a cada novo clímax celebrava com gritos, gemidos e palavras carregadas de uma obscenidade quase ofensiva intensificando ainda mais seus movimentos que já haviam se tornado tão frenéticos que faziam nossos corpos serem chacoalhados sem qualquer limite; eu já não aguentava mais resistir e pensei em suplicar mentalmente que ela me concedesse a redenção através de uma gozada merecida; percebendo que eu estava além do meu próprio limite, ela diminuiu o ritmo de seus movimentos aproximando seu rosto do meu e perguntando se eu queria gozar; tive forças apenas para murmurar uma afirmação e que foi suficiente para Laís retomar as socadas elevando o clima até culminar em minha capitulação sob a forma de um gozo profuso jateando esperma em sua gruta enquanto ela se valia dos meus espasmos para golpear mais algumas vezes elevando o êxtase a um patamar jamais imaginado por mim; ao fim de tudo, quando Laís me libertou de seu jugo ela se jogou ao meu lado sobre a cama fazendo comentários elogiosos sobre nosso desempenho.
Após um merecido porém breve descanso ela sugeriu que tomássemos uma ducha; dentro do box Laís pegou uma esponja e começou a me ensaboar gesto que não demorou muito em descambar para uma deliciosa manipulação do bruto que correspondeu com uma franca ereção que foi ganhando volume e rigidez suficiente permitindo que ela se pusesse de cócoras na minha frente tomando-o em sua boca para uma nova e fragorosa mamada na qual ela mostrou muito mais habilidade que antes; em dado momento, após um bom tempo ela se pôs de pé me dando as costas, empinando o traseiro, erguendo uma das pernas até apoiar o joelho na parede pedindo que eu a penetrasse naquela posição; depois me ajustar atrás de Laís, meti o bruto na gruta com um golpe certeiro e profundo que a fez soltar um gritinho de tesão implorando para que eu a fodesse com força.
Soquei vara naquela buceta até não poder mais e quando ambos foram derrotados pelo cansaço decorrente da posição incômoda, tratamos de nos secar de qualquer jeito correndo para a cama onde retomamos a foda na posição “cachorrinho”; dediquei toda a energia que ainda me restava já que Laís era realmente uma fêmea insaciável, para fazê-la gozar tudo que tinha direito e tanto esforço redundou num orgasmo desavisado que surpreendeu a ambos; entretanto foi algo tão alucinante que ela não se rendeu com facilidade aproveitando minha meia bomba para socar de ré extraindo um derradeiro gozo que a fez gritar como uma cadela ensandecida de tesão.
Laís se deitou de barriga para baixo suada e ofegante enquanto tornava a elogiar meu desempenho, muito embora sua eloquência soasse de maneira pouco convincente como se fosse um discurso batido e repetido para além do resultado; por mais de uma vez ela tentou me recuperar para um novo embate sem obter o sucesso almejado, mas, ao mesmo tempo, sem demonstrar insatisfação com o resultado ou com minha reação. Descansamos por algo em torno de uma hora quando ela repentinamente saltou da cama correndo em direção ao banheiro para tomar uma nova ducha, me deixando um tanto inquieto com tal reação. E quando dei por mim, Laís estava se vestindo perguntando se podíamos ir embora; pensei em convencê-la para ficarmos mais um pouco, porém algo me fez recuar.
Nos despedimos quando chegamos a uma estação do Metrô, e Laís insistiu em repetir os mesmos elogios que já verbalizara antes com a mesma entonação de voz depois de me beijar algumas vezes. Voltei para casa e Estela me esperava para jantar e por um certo tempo eu me senti incomodado como se a traição que acontecera horas antes tivesse se revestido de um sacrilégio imperdoável que de alguma forma transparecesse em meu comportamento denunciando o evento para minha esposa. Naquela noite em nosso quarto ela se deitou ao meu lado pedindo que a abraçasse, o que fiz com se procurasse uma redenção inconsciente e confesso que essa sensação se culpa perdurou por alguns dias.
Nesses dias que se seguiram eu me senti deslocado e desfocado procurando mitigar uma inexplicável empolgação que não tinha razão de ser; de seu lado Laís também se mostrou distante sempre evitando situações em que ficássemos a sós como se não quisesse conversar comigo, ou ainda como se não tivéssemos nada a falar depois daquela tarde no motel. E foi assim que algumas semanas depois fiquei sabendo que ela pedira transferência de posto o que me deixou ainda mais aturdido. “Ah, amigo! Esquenta a cabeça, não! Ela é assim mesmo! Aproveitou e acabou! Vida que segue!”, foi a resposta de minha amiga quando perguntei a razão pela qual Laís pedira transferência. Foi assim que aprendi o significado de sexo casual e descompromissado.
Também aprendi que depois da primeira traição, as próximas se tornam recorrentes, como uma espécie de vício do qual não se consegue desvencilhar; fosse porque meu casamento naufragara neste aspecto, fosse porque experimentei uma sensação de finitude que me tragou como um redemoinho, aventuras extraconjugais se sucederam comigo aproveitando toda a oportunidade que surgisse como se fosse a última. É claro que eu e Estela transávamos de vez em quando, porém sem o mesmo dissabor e com certo entusiasmo incompreensível.