Nota do autor: Este conto é uma continuação desse aqui, e contém spoilers dele:
https://contoseroticoscomia.blogspot.com/dama-branca.html
Se você ainda não leu, recomendo ler ele primeiro e depois ler aqui se você quiser. Até também pra evitar ficar boiando aqui nessa história. Mas se quiser ler esse aqui direto e não se importar com spoilers não tem problema, acho que também vai se divertir.
A Dama Branca não saía da minha cabeça. Depois da magia e do sexo da noite anterior eu simplesmente demorei a pegar no sono E quando peguei, apenas sonhei com ela. Passei o dia inteiro no trabalho lembrando daqueles olhos azuis e daquele corpo deslumbrante. Sabia que podia invocar a magia de novo a hora que eu quisesse, e fazê-la aparecer de novo naquela noite mesmo, depois do trabalho, mas acho perigoso. Ela era deliciosa demais e eu podia me apegar, me viciar.
- Willian! - Alguém me chamando na recepção. - Vem aqui rapidinho!
Caramba, dois minutos no fim do horário, me arrumam trabalho.
Ah, acho que não me apresentei apropriadamente da primeira vez. Me chamo Willian, sou bruxo medíocre, mas o que paga minhas contas é meu trabalho diurno como bibliotecário. Tenho 31 anos, sou solteiro, solitário.
Me aproximo do balcão de recepção, atendendo o chamado. Vejo que é um senhorzinho querendo doar uns livros que estavam fazendo volume a toa em casa. O funcionário de plantão selecionava o que interessa, e me chamou, porque um volume o deixou com dúvida. Vejo que é uma cópia xerocada do livro de aberturas de xadrez do Yasser Sierawan.
- Desculpe senhor. - Olho para o senhorzinho explicando a situação. - Esse livro é realmente muito bom, mas infelizmente é uma cópia xerocada. A biblioteca não pode receber.
O senhorzinho entendeu a situação e aceitou numa boa e simplesmente foi embora. Mas eu lembrei de quem ia adorar esse livro. Amanda.
Amanda. Conheci ela no ensino médio, no torneio de xadrez do colégio. Garota de beleza comum mas que, naquela época aqueceu meu coração adolescente imediatamente. Joguei de brancas e nessa época só conhecia as aberturas com o peão do rei, ela se defendeu com a Defesa Philidor, considerada sólida, mas passiva e completamente desconhecida pra mim até então. Essa era a principal arma dela, ela realmente estudava as aberturas e sem muita dificuldade deixava os adversários em posições que não conheciam. Em poucos lances fiquei perdido e abandonei.
Perdi no jogo mas ganhei uma amiga... bom eu sempre quis que ela fosse um pouco mais que uma amiga. Nossa amizade resistiu à formatura do ensino médio e passou pelos nossos primeiros anos da vida adulta. Eu sempre fui apaixonado por ela, mas nunca falava. Eu fantasiava e antecipava nossa vida inteira juntos, teríamos dois filhos, Magnus e Judite, e um cachorrinho chamado Bobby.
Um dia, quando tinha uns 23 eu finalmente criei coragem e me declarei. "Não podemos estragar nossa amizade Willian, me entenda, não é você, sou eu". E foi assim que eu perdi a garota que eu nunca tive. E depois disso eu me fechei. Nunca mais queria sentir aquele sentimento de novo. Nunca mais me apeguei com ninguém.
Decidi parar de pensar em Amanda e hoje em dia não temos mais nenhum contato. Ouvi falar que casou. De vez em quando eu ainda lembro dela. Lembrei dela agora. E a última vez que eu tinha lembrado foi ontem, pouco antes de entrar no antiquário.
- Ah quer saber... me dá esse livro. Vou ficar com ele pra mim.
Voltei pro meu apartamento com o livro xerocado nas mãos, larguei ele em cima da cama, e já olhei pro tabuleiro e pro Cetro de Manfred do lado dele. A tentação de ver a Dama Branca de novo.
Mas hoje não, a experiência com Amanda me ensinou que se apegar é um plano ruim que levaria a derrota. Mas não seria nada mal conhecer ela, sua adversária, que estava do lado oposto na casa D8.
Peguei o Cetro de Manfred e apontei para a Dama Preta do tabuleiro, falando as palavras mágicas de invocação:
- Exsurge regina nigra, ut mihi imperes.
As luzes do apartamento piscaram com o efeito da magia e eu esperava ver a Dama Preta exuberante diante de mim assim como a Dama Branca. Mas não a vi. Olhei para os lados.
- Ué.... onde está?
- Estou aqui. - uma voz sussurrando atrás de mim, me surpreendendo e me dando um baita susto.
Devagar ela se mostra, caminhando para minha frente, me olhando nos olhos, estudando minhas reações. A Dama Preta.
A Dama Preta. Essa mulher exalava poder e elegância. Ela tinha uma pele preta radiante, cabelos longos e ondulados que emolduravam seu rosto perfeitamente. Sua expressão era confiante, intensa, como alguém que sabia exatamente o que queria e como conseguir. Ela vestia um vestido preto justo, que realçava suas curvas, com detalhes prateados no decote profundo, adicionando um toque de realeza. Sobre os ombros, um manto de veludo negro com forro prateado reforçava sua presença majestosa. No topo da cabeça, uma coroa prateada reluzia, selando sua imagem como uma verdadeira rainha. Suas mãos delicadas repousavam à frente do corpo, com um anel preto sutilmente chamando atenção para seus dedos.
Caminhando com fluidez e elegância pelo apartamento ela alcança uma das cadeiras da mesa de jantar e a ajeita. E senta na cadeira comunicando autoridade, como se estivesse sentando no trono.
- Quem é você? E por que me acordou? - disse ela.
- Bom, sou um jogador.- respondi, tentando flertar. - Te acordei para que satisfaça meus desejos.
- E por que eu deveria te satisfazer? - respondeu Dama Preta, intrigada.
- Bom, sou o possuidor desse cetro - mostrei a ela o Cetro de Manfred - Ontem mesmo estive com a Dama Branca, aqui, nessa sala.
- Ah, a Dama Branca... você conheceu minha adversária. - ela respondeu, em tom irônico. - Deixa eu adivinhar? Aqueles cabelos loiros sedosos, aquela pele clara como neve, aqueles olhos azuis penetrantes.... detentora natural da iniciativa. Aposto que ela atacou seu centro, explorou as brechas na sua defesa e te deixou em zugzwang.
Fiquei meio sem jeito.
- Ah jogador, talvez jogue melhor com a Roleta. Porque conta mais com a sorte que com a estratégia. Você acha que porque a Dama Branca se entregou facilmente a você eu também faria?
Foi um balde de água fria, achei que ia ter uma noite memorável com a Dama Preta tal qual tive com a Dama Branca. Errei feio.
Dama Preta vê o livro xerocado de Sierawan em cima da cama.
- Você lê livros de abertura de xadrez, e ainda assim conhece tão pouco da minha natureza? Que ironia!
Aquilo acendeu uma ideia em mim. É claro que a Dama Branca se entregou com mais facilidade, ela tem a prerrogativa da inciativa, as brancas jogam primeiro. O jogo das pretas nunca é óbvio, pode-se reagir um ataque direto com outro ataque direto, ou primeiro preparar a defesa para evitar que as peças brancas tenham espaço do lado das pretas do tabuleiro. Eu precisava mudar minha abordagem. A Dama Preta exigiria um plano mais elaborado. A Dama Branca já tinha a iniciativa, mas hoje aqui a iniciativa devia ser a minha.
- Você tem razão, eu contei com a sorte e não tenho um plano sólido. Mas eu te pergunto, você deixará ser superada por ela?
Dama Preta sorri.
- Me plano hoje era ter uma noite incrível contigo. - continuei - Que superasse sua adversária. Que me fizesse esquecê-la completamente.
- Você tem potencial. - diz a Dama Preta. - Mas teu plano não é bom jogador. Sua sorte, já que conta com ela, é que eu tenho um melhor.
Dama Preta de súbito se ergue, e desabotoou seu vestido preto, ficando com a pele toda exposta e vestindo apenas sua coroa. Ela tinha um corpo fabuloso, com seios e bunda farta. Sua imagem nua parecia comunicar ainda mais poder do que em suas vestes de realeza
Ela caminha sensualmente até sentar no meu colo.
- Vou deixar que ataque meu centro, que se delicie nas minhas curvas e vou superar minha adversária. A ponto de não fazer você esquecer só dela, mas até de si mesmo.
Dama Preta me deu um beijo que quase me fez perder o ar, depois ofereceu os peitos e o dorso para que eu beijasse e chupasse. Seguindo meu plano eu a empurrei na cama e comecei a chupar sua buceta.
- Mmmmmm... - Dama Preta dá um gemido de satisfação - Está melhorando jogador.
Eu me concentrava em lamber o clitóris fazendo ela se contorcer de prazer. Fiz isso por vários minutos com Dama Preta horas gemendo gostoso e horas pedindo por mais. Tirei minhas roupas e comecei a chupar seus peitos.
- Você poderia retribuir o favor. - eu disse, jogando com a sorte.
Dama Preta assentiu. Sentei na cama e ela começou a me chupar. Me olhando diretamente nos olhos, me provocando, me estudando. No começo Dama Preta lambia a cabeça do meu pau me dando arrepios de prazer, mas por horas ela me provocava batendo meu pau contra o rosto dela e alternando engolir meu pau inteiro. Não tirávamos os olhos um do outro. Ela estava me estudando.
- Você é magnífica! - disse encantado.
- Ah jogador. - Dama Preta pára o boquete, se deitando do meu lado me acariciando o cabelo, nesse momento ela era um misto de figura carinhosa e vilã de conto de fadas. - Agora sei o suficiente para roubar a iniciativa de você, e te deixar completamente louco!
Dama Preta se levanta e senta de costas no meu pau, me dando uma visão maravilhosa de sua bunda enquanto a penetro, o seu ritmo é frenético, ela rebola e me torna um passageiro no bonde do desejo, me deixando restrito a respirar bem fundo e fazer de tudo para prolongar aquele momento delicioso.
- Fica de quatro - ordenei, tentando retomar a iniciativa.
Ela vira de costas, olha pro meu rosto e ri. Ela rebola com mais gosto ainda na minha pica, sabendo que aquilo ia me fazer gozar em poucos segundos.
- Fica de quatro! - insisti!
Dama Preta para o movimento. Me olha com um olhar que me arrepia a espinha até hoje só de lembrar.
- Ah jogador, desse lance eu gostei! - exclama!
Lenta e sensualmente ela se coloca na posição de quatro. E eu começo a lamber seu cu. Ela geme gostoso me convidando para mais, acho que finalmente eu tenho um bom plano de jogo aqui, e ela o compreendeu.
Coloco a cabeça do meu pau na entrada de seu cu. Ela não reclama. Vou deslizando meu pau devagar, até que meu pau inteiro fica acomodado ali. O cu dela delicioso é apertadinho abraça o meu pau quase que perfeitamente. Começo a dar estocadas, primeiro lentas e rápidas mas gradualmente mais rápidas e intensas.
- Mais forte! Mais forte! - Dama Preta implora por mais.
Aquilo aumenta tanto meu tesão que esqueço de tudo, só me concentro em fuder aquele cu o máximo possível, me perco nisso. Ela dá um grito alto quando finalmente chega ao êxtase. Sua respiração ofegante e por um breve instante vejo o semblante sempre solene e desafiador dar lugar a uma mulher vulnerável, não dura muito, dura poucos segundos. Aparentemente quem deu o xeque-mate dessa vez fui eu.
- Nada mal jogador! - diz Dama Preta. - É bom mesmo que tenha um livro de aberturas, porque do meio-jogo pra frente você é muito melhor.
- Você é muito, muito gostosa! - é, não pensei em nada melhor pra dizer nessa hora, foi o que saiu.
- É hora de eu te agraciar com seu prêmio. - diz Dama Preta, colocando meu pau novamente em sua boca.
Ela faz um oral profundo e delicioso, impossível de resistir. Ela olha pro meu rosto com olhos famintos. E eu gozo muito dentro da boca dela. E ela engole tudo, sem deixar uma única gota.
Deitamos na cama exaustos e deitamos na cama.
Fecho os olhos. E eu me lembro dela. Eu lembro dela todo dia na verdade. Amanda. O amor da minha vida. O amor que nunca tive. Todas as histórias que nunca vivi. Magnus, Judite e Bobby. Eu me odeio por isso. Me perco nesses pensamentos completamente...
- Você não acha mesmo que sou muito melhor que ela? - me perguntou Dama Preta.
- Oi?!
- Te fiz esquecer dela?!
- De quem? Você lê pensamentos?
- Estou falando da Dama Branca, minha adversária!
- Ah sim, eu me esqueci completamente dela essa noite.
- Ah jogador... - Dama Preta diz rindo - E assim descobrimos que há outras peças nesse tabuleiro.
Dama Preta está solta e entregue. Seu sorriso é cativante e de verdade me fez esquecer completamente dela. Da Dama Branca.
- Infelizmente é hora de você voltar pro tabuleiro - disse a ela me despedindo.
- Eu sei. E sei que nos veremos de novo. - me disse Dama Preta. Em seu beijo de adeus.
Mais tarde, quando a Dama Preta já estava novamente disposta em sua casa natural no tabuleiro revisei os escritos sobre ela no material que tinha de Manfred. Ele tinha deixado tudo lá. Cada uma delas tinha sua personalidade, e que cada uma deve ser conduzida de uma forma. Eu deveria ter sido mais atento antes de simplesmente usar o cetro e fazer a peça aparecer.
Por isso procurei um pouco mais e descobri que o velho Manfred nunca tinha ousado em fazer o lance que esperava ser o meu próximo. Ele achava que poder se satisfazer com a Dama Branca em uns dias e com a Dama Preta em outros já era delicioso o suficiente. Mais que isso poderia ter consequências imprevisíveis. Mas eu, queria jogar com a sorte.
Coloquei uma do lado da outra, na frente do tabuleiro.
- Imagina as duas?! Juntas?!
Visite meu blog e veja fotos da Dama Preta, feitas como IA.
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