Jonas: Encontro com casal de amigo em porto alegre

Da série Nova fase
Um conto erótico de Jonas
Categoria: Grupal
Contém 1972 palavras
Data: 04/04/2025 18:30:23

Fala, meus amigos! Hoje vou contar rapidinho como foi minha viagem com a Luana pra Porto Alegre. Fechei um contrato novo e aproveitei pra curtir uns dias sossegado com meu amor. Já adianto: foi melhor do que eu esperava

***

Depois daquela noite insana, tudo mudou entre nós quatro. A tensão que ainda restava no ar se desfez, e o que sobrou foi uma conexão forte, crua, sem frescura.

Eu e Pedro fodíamos Luana e Luiza sempre que dava. Às vezes juntos, às vezes em duplas trocadas, às vezes todos ao mesmo tempo. Noites de puro tesão, corpos misturados, gemidos preenchendo o quarto, a sala, até mesmo a varanda. A Luana gemendo meu nome enquanto Pedro devorava ela, ou Luiza rebolando no meu colo enquanto Luana sugava meus dedos… Era um ciclo vicioso de prazer.

Mas entre uma trepada e outra, a vida seguiu. Eu fechei um contrato importante com um novo cliente em Porto Alegre, uma oportunidade daquelas que não dava pra ignorar. E, como Luana nunca tinha pisado no Rio Grande do Sul, ela fez questão de ir comigo.

— Quero conhecer cada canto, cada detalhe — ela disse, me abraçando por trás enquanto eu terminava de arrumar a mala. — E depois… você me mostra a cidade do seu jeito.

O jeito que ela sussurrou isso no meu ouvido me fez endurecer na hora.

— Pode deixar, meu bem… você não vai esquecer essa viagem tão cedo.

E eu tava certo.

Chegamos em Porto Alegre e fomos direto para o hotel. Um cinco estrelas, suíte com vista, tudo do bom e do melhor. Naquela primeira noite, antes mesmo do compromisso com o cliente, a gente já se pegou com vontade. Luana se jogou na cama e abriu as pernas pra mim, mordendo o lábio, o olhar cheio de malícia.

— Vem cá, amor… tô louca pra sentir você bem fundo.

A forma como ela me chamou de “amor” naquela hora bateu diferente. Era sexo, era tesão, mas também tinha algo mais ali.

Eu fui pra cima dela, sem pressa, deslizando a ponta dos dedos pelo seu corpo, arrancando arrepios e suspiros. Chupei seus seios, mordi sua barriga, me perdi no meio das pernas dela antes de finalmente me enterrar até o fundo em sua buceta, arrancando um gemido arrastado da sua garganta.

— Porra, Jonas… assim eu gozo rápido.

— Então goza, minha putinha — murmurei contra sua pele, aumentando o ritmo.

E ela gozou, tremendo embaixo de mim, as unhas fincadas nos meus ombros. Mas eu não parei. Fiz ela gozar de novo. E de novo

No dia seguinte, fui encontrar o cliente. Um cara mais velho, uns cinquenta e poucos anos, sorriso confiante e um aperto de mão firme. Mas o jeito que ele me olhou me fez sentir que ele me conhecia de algum lugar.

— Jonas, né? Prazer. Não sei por que, mas seu rosto não me é estranho… acho que já nos vimos antes.

Minha mente deu um estalo.

— Sério? Não me lembro… de onde?

Ele sorriu de canto, um brilho estranho nos olhos.

— Já foi a alguns eventos mais… exclusivos?

Minha pele arrepiou. Minha mente viajou no tempo.

A mansão.

Antes que eu pudesse responder, ele piscou e mudou de assunto. Mas algo me dizia que aquele cara sabia mais do que estava deixando transparecer.

Depois do encontro, Luana e eu resolvemos dar uma escapada e fomos para Foz do Iguaçu, um desejo antigo dela. E foi lá que as peças começaram a se encaixar.

Num restaurante sofisticado, entre um vinho e outro, um casal passou pela nossa mesa. Quando os olhei, senti um arrepio na espinha.

Eu conhecia aqueles dois

A hora que eu bati o olho neles, senti um frio na barriga misturado com um calor estranho subindo por dentro. Era o casal. Os gaúchos da mansão.

Ela — pele clara, cabelo loiro preso num coque despretensioso, olhos que pareciam ver além da carne. Ele — alto, porte de quem comanda, barba bem aparada e um olhar que eu lembraria até de olhos vendados.

Eles passaram devagar, olharam pra mim e pra Luana… e pararam. Por uns segundos, ficou aquele silêncio carregado de lembrança, como se tudo que a gente viveu anos atrás tivesse voltado num estalo.

A gaúcha mordeu o canto da boca, meio sem graça, e falou num tom quase sussurrado:

— Vocês… Jonas e Luana, né?

Eu troquei um olhar com Luana. Ela arregalou os olhos, deu aquele sorriso meio sem saber se era timidez ou saudade.

— A gente se conhece? — soltei, já meio com a resposta na cara.

O gaúcho riu baixo.

— Digamos que sim… de um evento… onde nomes verdadeiros não eram permitidos.

Aquele código. Só quem viveu sabia.

Na mesma hora, flashes daquela noite na mansão explodiram na minha cabeça. O espelho. Os dois quartos. Eu de um lado, assistindo. Luana do outro, sendo devorada pelo gaúcho e um outro rapaz… o Diego.

Sim, Diego. Alguns meses atrás, reencontrei ele num resort em Trancoso, o Club Med. E não foi um reencontro qualquer.

Rolou tudo de novo. Mas dessa vez, com gosto de nostalgia e muita tesão. A gente transou numa lancha, em alto mar, o sol lambendo nossa pele suada. Depois, no bangalô, na praia ao entardecer, com Pedro e Luiza participando também. Uma verdadeira celebração do corpo.

Luana deu pra Diego e outro cara enquanto eu metia com Raquel, mulher dele, e a própria gaúcha, que apareceu por lá como se o universo conspirasse pra juntar tudo outra vez. Foi animal.

Mas naquela época do evento misterioso, ninguém usava nomes verdadeiros. Era uma das regras. Só Diego e Raquel abriram o jogo depois. Os gaúchos nunca revelaram quem eram. Só sabíamos deles assim: o gaúcho e a gaúcha. E o mistério deixava tudo ainda mais quente.

De volta ao presente, a gaúcha ajeitou o cabelo e perguntou:

— Em qual hotel vocês estão?

— Hotel das Cataratas — Luana respondeu, com aquele ar meio provocador, meio curiosa.

— Ficam até quando? — ele perguntou.

— Mais uns três dias.

Eles se entreolharam. A mulher mordeu o lábio, depois olhou pra mim com um brilho malicioso.

— Vamos sair hoje à noite? Beber alguma coisa, colocar o papo em dia…

Fiquei em silêncio por uns segundos, olhando pra Luana. Ela já me olhava de volta, aquele fogo nos olhos, como quem diz “bora se jogar”.

Dei um meio sorriso e respondi:

— Vamos, sim. Só diz o lugar e a hora.

A gente seguiu pro restaurante indicado por eles, um lugar elegante, com iluminação baixa, música ambiente e uma vibe que deixava o ar carregado de tensão gostosa. Sentamos numa mesa mais reservada, perto da janela, e logo pediram uma garrafa de vinho. A conversa começou leve, cheia de sorrisos e lembranças implícitas. Mas, como sempre acontecia entre nós, logo começou a esquentar.

A gaúcha cruzou as pernas devagar, olhou pra gente e disse com a voz macia:

— Acho que agora, depois de tudo que já vivemos… dá pra dispensar os codinomes, né?

— Ia ser bom — respondi, rindo. — Já era hora de saber quem vocês realmente são.

Ela estendeu a mão e disse:

— Me chamo Laura.

O gaúcho colocou a taça na mesa, olhou firme pra mim e falou:

— E eu sou Henrique.

O nome dele bateu diferente. Soava com força, assim como ele era naquela noite inesquecível na mansão.

Luana sorriu e ergueu a taça.

— Então… prazer de novo, Laura e Henrique. Agora oficialmente.

Eles riram, brindamos, e a conversa fluiu de um jeito natural, como se sempre tivéssemos sido amigos — ou amantes. E talvez a gente fosse mesmo, à nossa maneira.

Foi aí que Henrique, mexendo no vinho com o dedo na borda da taça, deixou escapar:

— Sabem que eu cheguei a pensar que vocês estavam aqui por causa do novo evento?

Eu e Luana trocamos um olhar confuso.

— Novo evento? — perguntei.

— É… outro, como aquele. Vai acontecer em breve, mais exclusivo ainda, convidado só quem é indicado pessoalmente. Eu pensei que vocês já estavam na lista.

Luana balançou a cabeça:

— A gente não recebeu nada. Nenhum convite. Nada.

Laura inclinou o corpo na direção da mesa, baixando um pouco o tom da voz:

— A organização mudou um pouco… alguns membros agora moram aqui em Porto Alegre, outros estão espalhados pelo país — e até fora do Brasil.

— E vocês sabem quem nos indicou da primeira vez? — Luana perguntou, com aquele olhar curioso que eu conhecia bem.

Henrique fez uma pausa, pensou bem antes de falar:

— A gente ficou sabendo… por alto… que a indicação veio de alguém da mesma cidade que vocês moram. Florianópolis, né?

Assenti devagar.

— Sim.

— Pois é. Essa pessoa, pelo que nos contaram, já conhecia bastante vocês dois. A ponto de saber de coisas íntimas, do tipo… que tu, Jonas, tinha sido o único homem na cama da Luana até aquele evento.

Luana arregalou os olhos, surpresa. Eu senti o arrepio subindo pelas costas.

— Como…? — ela começou a perguntar.

Henrique a interrompeu com calma:

— Que sabia do amor de vocês, da entrega, da confiança que rolava. E que, apesar de tudo, a Luana era muito mais do que aparentava ser. Que por trás desse jeito calmo, tinha um vulcão dormindo.

Luana deu uma risada curta, meio nervosa. Seus olhos brilharam, talvez por excitação, talvez por lembrança. Ou os dois.

— Mas vocês não sabem quem foi?

Laura negou com a cabeça:

— Nem ideia. Só ouvimos isso por alto, numa das reuniões. O anonimato ainda é forte entre os organizadores, principalmente entre os que indicam novos participantes.

Ficamos alguns segundos em silêncio, digerindo aquela informação. Eu sabia que nossa entrada naquele mundo tinha sido inesperada, mas nunca tinha parado pra pensar que alguém nos conhecia tão profundamente a ponto de nos jogar direto pra dentro dele.

Henrique encostou-se à cadeira, os olhos fixos em mim.

— Mas, independente disso… vocês foram inesquecíveis naquela noite. E continuam sendo. A química entre vocês dois… é rara.

Laura completou:

— E contagiante. Não dava pra não querer experimentar um pouco daquilo.

Luana sorriu, com aquele olhar meio moleque, meio safado:

— E a gente também não esqueceu vocês dois.

Depois de umas boas taças de vinho, risadas soltas e umas indiretas que já nem eram mais tão indiretas assim, a mesa parecia que ia pegar fogo. Laura, que já tava mais soltinha, de repente encostou mais em Luana… e do nada, com aquele jeito provocador que ela tinha, deixou a mão escorregar devagar por cima da coxa da minha mulher.

Luana deu aquele suspiro fundo… meio surpresa, meio entregue.

Foi aí que Laura soltou com aquele sotaque delicioso:

— E se a gente terminasse essa noite lá no nosso apê?

O clima ficou em suspenso por um segundo. Luana me olhou de lado, aquele olhar que eu conheço bem, com um sorriso de canto de boca e um brilho nos olhos.

— E aí, Jonas…?

Antes mesmo que eu respondesse, Henrique já mandou:

— Vamos, tchê. Vai ser bem legal.

Olhei pra Laura, e na minha cabeça já passava a imagem dela… nua, montada em mim, gemendo baixinho como da última vez. Aquilo foi o suficiente. Dei um risinho e respondi:

— Tá… vambora.

Todos se levantaram da mesa com aquela energia elétrica no ar. No caminho pra saída, Laura olhou pra mim e disse:

— Pra não errar o caminho, melhor a Luana ir com o Henrique. Eu vou contigo, Jonas.

Luana já abriu um sorriso safado e deu um beijo no meu rosto, como quem diz “te cuida aí… que eu também vou me divertir”.

Henrique destravou o carro com o alarme, abriu a porta pra Luana e piscou pra mim, todo confiante. Já Laura entrou no meu carro como se já fosse dona do banco do passageiro. Ajeitou o vestido, cruzou as pernas com calma, e quando eu liguei o motor, ela olhou de lado e disse:

— Acho que essa noite vai ser ainda melhor que aquela outra…

Engatei a marcha e respondi, com um sorrisinho:

— Tenho certeza que vai.

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Comentários

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Cadê a talarica da Luiza? A vagabunda Vai ficar com ciúmes... Jonas é engraçado, ele quer meter com todas, mas ninguém pode comer a Luana que ele entra em crise.

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Dessa vez ele não teve crise nenhuma ta de boa, e encontrar 3 pessoas daquele evento, muita coincidência.

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Muita coincidência encontrar as pessoas daquele dia da tal mansão.

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