Transição - Capítulo 5 - Um novo grupo de amigos, todos bissexuais.
Transição, Transex, Crossdresser, Aventuras e Bissexualidade
(Esta série é uma continuação de Aventura na Universidade e Sendo Livre, muitos fatos aqui relatados tem relação com elas, recomendo ler, mas pode ser lida separadamente.)
– Agora não meu doce, se acalme, talvez uma gozada na boca, mas eu vou me trocar, colocar uma roupa menos provocante, vamos descer, já é mais próximo da chegada de meus pais, então melhor estarmos comportados, mas sim, vamos repetir, pode ter certeza.
– E o namorado?
– E a sua namorada??
Ele não havia me dito que namorava, joguei na cara pra ver, mas pelo visto namorava, ele ficou meio chateado, eu troquei a mini saia, tirei a cinta liga, coloquei a saia anterior, sem meia e mudei o salto, ajeitei o cabelo, batom, pedi para ele se limpar no WC, assim que saiu, puxei ele e lhe dei um longo beijo.
– Desculpe falar da namorada, não queria lhe chatear.
– É que eu não tenho, ninguém dá bola para mim.
– Não, nossa não sabem o que estão perdendo, mas e essa sua foda ai profissinal, aonde que aprendeu, como que treina?
– Bem namorada não tenho, mas sempre aparece um rolinho né, então é da vida.
– Tá bom, sei, poucos homens sabem comer um cuzinho e muitas mulheres odeiam dar, das duas uma, ou saiu com putas ou com algum travequinho.
– Ambos, mas vamos descer.
– Hum, choquei na resposta, adorei mais ainda, um dia me conta se ativo ou passivo.
Descemos e ficamos namorando, fiz um lanche para nós na cozinha e lá lhe dei um delicioso boquete, que ele acabou me enchendo de porra, e que delicia, quando terminei e fui ajeitar-me ele perguntou.
– Mas pelo visto tem experiência também em dar o cuzinho, vale a mesma pergunta pra você, tem dado para algum rolinho ou uma travequinha amiga?
– Nem um nem outro, a Vanessa me arrombava com um consolo do tamanho do meu, mas por que perguntou, ficou alargado amore, ou será que teu pau não dá conta.
Ah, eu tive que cutucar, do jeito que ele falou era como se eu tivesse um cú arrombado e dando pra qualquer um, achei bem sem graça.
Ele riu e nisso ouvimos barulho de carro, nos ajeitamos e continuamos na cozinha lanchando, assim que mamãe apareceu na porta lhe ofereci um lanche, ela agradeceu, deu bença pro Rodolfo e logo apareceu papai, que já subiu, trocou umas duas frases conosco e subiu
– Ai filha, estamos exaustos, vamos pra cama, arrumem tudo aí e obrigada novamente.
Eu entendi, ´por que o obrigada, meio que era nossa palavra secreta em eu me comportar, ou pelo menos parecer comportada, eu também gostei de ambos nos verem comportados, acho que o medo de mamãe era ter uma filha biscate, rampeira dando pra todos, pena que era exatamente isso que eu era, mas com um dom para saber usar meu tempo.
Ficamos nos beijando, mas logo ele falou que deveria sair, pois já recebera um recado de seu pai que aguardava ele acordado para guardas as coisas no galpão, ainda brinquei que na próxima queria dar para ele na boleia, ele riu se despediu de mim e foi embora, eu limpei tudo, fechei a casa e subi, na minha cama havia uma sacolinha que acho que mamãe deixou ali, abri, dentro tinha um tubo de KY e algumas camisinhas e ela escreveu um bilhete;
– “Talvez tenha chegado tarde com o presente, sei reconhecer uma cara de quem transou, fico feliz que para seu pai ficou tudo certo e aparentemente comportados, mas use com sabedoria!”.
Eu sorri, já ajeitei aquilo na mala de viagem, me desmontei, virei o Vicente, pus apenas um camisetão e dormi de calcinha, sem maquiagem, sem seios ou sutiã. Acordei, era véspera de viajar, coloquei roupas de Vicente, fiquei vendo uma forma de prender meu cabelo, que havia crescido, na verdade só em dezembro havia cortado ele, testei bones, até pense num rabo de cavalo, mas no estilo homem, embora prender ele lá em cima como uma crina me dava um tesão, mas me entregaria facilmente, tinha que me readaptar a realidade cretina que teria por estes meses, engraçado foi colocar a cueca, que coisa mais sem graça, fiquei praticamente 5 dias só de calcinha então me senti estranho, a minha alma já era feminina definitivamente. Mas foi bom ter optado por vestir no sábado, pois isso me fez rever gestos, poses, andar, etc, ou seja, é fácil se transformar num ogro, lógico que com algumas gafes, mamãe que me avisava, e eu ajustava com um medo enorme de cometer o mesmo erro nas aulas, mas só mulheres iriam reparar, ou seja teria 5 olhos atentos, os outros, nem sei.
E assim passou a semana de recesso, ficamos o domingo pela manhã, em casa ajustando detalhes da mala, de alimentação, mamãe fez um caderninho anotando em caneta, tão fofa, do que deveria tentar comer durante a semana, ela disse nem pensar no sábado e domingo pois saberia que Vanessa estaria atenta, a tarde revisei as duas malas no início da noite passamos na casa de Vanessa para um lanche da tarde e ir para rodoviária, na viagem Vanessa ficou me namorando, deixamos pra algo mais picante quando chegamos no apto, mas ele estava todo bagunçado, então apenas deitamos e dormimos.
Quanto a toda a Viagem, incluindo semana e agora o trajeto de volta, classifiquei como tranquila, Vanessa só dava risada de meu jeito homem no domingo, disse que eu parecia uma sapatona, eu respondia ela com uma “véia puta invejosa” ou com um “tá biscate” e riamos, mas ela prometeu que de quarta feira em diante iria cuidar para eu não me expor, pois as aulas começaram na quarta, tínhamos 2 dias para ajustar as coisas no apartamento.
Chegamos em Curitiba às 04h30 da madrugada, combinamos de só ir na quarta a tarde pra aula, assim eu ajeitei tudo, dividi meu guarda roupa, separei coisas pra doar, fui tomar um banho, ia vestir algo feminino, mas me decidi para manter o aspecto e um mínimo de masculinidade dormi de cueca, pijama, foi horrível, mas sabia que teria que pelo menos nesta primeira semana reviver o Vicente com mais masculinidade do que ele estava apresentado ultimamente, estes dois dias seriam intensos nesta antiga fase menino.
Acordamos umas 10 horas, fomos direto fazer um almoço e nos prepararmos para sair, quando Vanessa me viu, fez uma cara triste mas logo explicou.
– Eu não curto esse Vicente, deve ser por isso que não estamos mais namorando né?
– Não sei, eu achava que fiquei algo desinteressante pra você, mas deixemos isso de lado, outra hora conversamos sobre isso.
– Tá bom, já tomou os remédios?
– Sim, assim que chegamos, e nos outros dias, agora é só a noite antes de dormir, vai ver a Luh ou vem pra casa depois da aula?
– Não combinei nada, mas se der vou dormir lá, vê se se comporta aqui hein.
– Vanessa, estou fase Vicente tá on, se fizer algo é por que minha sogrinha irá ligar, fica tranquila.
A aula foi tranquila, poucos foram, era normal a primeira meia semana pós recesso ou feriados emendados o povo sumir, tanto que os professores nem marcaram nada, era mais uma revisão de conteúdo e já iniciar coisa nova na semana seguinte.
Neste dia nada mudou, mas na quinta o Pedro mandou mensagem, queria sair na sexta ou no sábado, tomar algo, por o papo em dia, ele ia com um amigo e me chamou, falou que ia mais um pessoal de Veterinária, pessoal da república que ele morava, bom como era galera conhecida dele, eu não vi problemas.
Na sexta, Vanessa avisou que Luh viria passar o fim de semana, eu falei do barzinho que iria e elas até tinham recebido o convite, mas queriam ficar em casa, deu sorte pois remarcaram pro sábado.
Sábado à tarde, me vesti, perfume, cabelo preso no boné, já tinha adaptado um jeito legal, coloquei um brinco que simulava um alargador, mas era só pra enganar, era brinco mesmo, masculino por sinal e fui, tinha medo do furo dos brincos fecharem.
Cheguei no bar, lugar tranquilo, Pedro me viu e logo me chamou para a mesa, ficamos ali conversando, o amigo dele Júlio, vinha e voltava da mesa, pois tinha um casal colega que ele conhecia, em uma destas idas e vinda Pedro falou.
– Chama o casal para cá assim consegue conversar com todos.
Assim que o casal chegou, fomos apresentados, Cris e Daniel, inicialmente eu fiquei meio retraído, era estranho sair assim, eu tinha minhas saídas sempre com a Vanessa, então ela era meu porto seguro, acho que em todos estes três semestres era a segunda ou terceira vez que saia sozinho, antes de namorar a Vanessa fui na festa do calouro e num bar antes de namorar.
– Me conte, Júlio estava me falando de você, faz agronomia?
Júlio era amigo de Pedro.
– Sim, já estou na metade da jornada, digo de ficar mais tempo na universidade, os últimos 2 semestres é só estágio e o resto aulas práticas de laboratório, meio que dividem a turma em 4 grupos então dizem ser bem estranho e vocês, são de Veterinária.
Então Daniel iniciou a conversa.
– Não, somos de Farmácia, eu morei 3 meses na república, depois a Cris, me convidou pra dividir um apto com ela e eu fui, dividia um quarto com Júlio.
– Que legal, desculpe perguntar, são namorados?
– Não exatamente, temos gostos em comum. Cris é uma pessoa difícil pra namorar, ele disse dando risada.
Ele falou isso e Pedro me olhou, tentando me dizer algo que eu não entendi direito.
– Farmácia é 3 anos, já estão terminando então?
Ai Cris entrou na conversa falando.
– Sim depois vem 1 ano e meio de Bioquímica, optamos por fazer, então temos mais este três semestre de Bioquímica pra encarar, nos formamos parcialmente, para uns é o suficiente ser Farmacêutico, podendo trabalhar em estabelecimentos comerciais, assinando e tal, como RT e aí como nós, alguns fazem estes 3 semestres de Bioquímica e podemos fazer o que queremos que é uma Farmácia de manipulação.
– Legal, mas manipulam, fiquei curioso, na minha área a gente tem que estudar química, pois temos as misturas de defensivos, os fertilizantes, estudo de solos, deficiências, então meio que temos que estar atentos com toxicidades, níveis de nutrientes, seus excesso, ph, essas coisas e vocês, fazem remédio, seria tipo o genérico?
Daniel respondeu, pois Cris se distraiu ao passar um pessoal pela mesa.
– Não e sim, veja você por exemplo vai num endocrinologista, e dependendo do que quer fazer com seu corpo, não existem medicações prontas, as vezes é mais de uma coisa que tem que ser manipulada, fabricada com os princípios ativos, tipo os que compõem as fórmulas dos produtos que vocês trabalham.
– Entendi, e aí é vocês que fazem.
– Sim a médica prescreve, e a gente monta, aí tem de tudo, até de pessoas que querem perder peso, ganhar massa, mudar algumas características, ajustar deficiências hormonais, potencializar cabelos ou a perda de pelos, pois manipulamos de cápsulas, comprimidos, cremes, suprimentos.
– Que legal, tudo com prescrição médica.
Cris voltou a conversar.
– Olha deveria ser tudo, mas se a medicação não tem contra indicações ou elementos mais nocivos, às vezes ocorre uma manipulação a pedido, ou seja o cliente diz o que quer que aconteça e a gente cria a fórmula.
O Pedro e Júlio entraram na conversa, comentaram que alguns remédios para animais de pequeno porte são manipulados assim, outros são para cavalos de competição, corridas, como ele disse é manipulação, com ética, pode tudo. Lógico que requer nestes casos a indicação do médico veterinário, como o médico para medicina de humanos. Aí ficamos trocando algumas observações sobre isso.
O lugar tinha som ambiente, em alguns momentos um ou outro se dispersava cantarolando uma música, a Cris deu uma saída dizendo que iria ao banheiro, então voltamos a conversar sobre futebol americano, uma conversa que eu Júlio e Pedro descobrimos ter em comum, Daniel apenas ouvia.
Eu precisei ir ao WC, ao dar a volta pelo bar, do outro lado em um salão aberto, onde os WC ficavam vi Cris, conversando com uma menina, estavam de pé meio que de mãos dadas, quando passei por elas, que pude reparar que a menina parecia conhecida, ela ficou vermelha, meio que desviou o olhar e eu segui pro WC.
Na volta ambas não estavam ali, a Cris estava na mesa assim que cheguei ela levantou-se, meio que um pouco afastado da mesa, em uma mureta sentou e liberou um lugar ao lado dela e num tom mais baixo começou a conversar, coisas bem engraçadas, mas acho que ela não sabia como iniciar a conversa que imagino que ela queria ter, visto o que vi e em dado momento ela disse.
– Percebi que você conheceu minha amiga, ela ficou preocupada, falei que iria falar com você.
– Eu vi a menina, mas não esquenta, tudo bem, vi que estavam de mãos dadas, não vi mais nada, fica tranquila.
– Não, não é isso, você não reparou nela?
– Achei que conhecia, mas como ela desviou o olhar e eu estava indo pro banheiro, nem pude reparar mais ou ficar ali, por que, o que eu perdi.
– Jura, vocês homens, ela é uma amiga, que estou ajudando em um probleminha dela, como amigas ficamos sempre conversando de mãos dadas dá mais tranquilidade, sério mesmo, não quer nem tentar descobrir quem era?
– Olha, acho difícil descobrir, tem poucas meninas em agronomia então, saberia quem era se ela fosse colega de curso, também conheço algumas pessoas de veterinária, uma ou outra que convivo no ônibus ou RU, mas de imediato, não consigo lembrar dela.
– Tá, sem chance de descobrir, é que ela não é menina, é um menino, faz Agronomia, disse que é calouro seu, caloura né agora que descobriu ela, e ela ficou assustada que você poderia espalhar no curso, me disse que você é o monitor dela em laboratório, ela saiu daqui apavorada, falei que te conheci hoje, mas Júlio e o pessoal já te conheciam e diziam ser uma pessoa do bem, então queria te pedir algo, que guardasse segredo, posso confiar em você?
Nossa essa descoberta inusitada, me fez dar um sorriso que imaginei a Cris não entender, mas eu falei que sim, que eu guardaria, afinal ali com Pedro e Júlio, e agora eles tinham uma cumplicidade, todos falaram no meio das conversas das festas na casa de Pedro, então eu sabia que estava em um grupo LGBTQIA+, e pensando nisso respondi.
– Pode sim, mas desculpe a indiscrição, vi vocês de mãos dadas, e aqui você de mãos dadas com o Daniel, fiquei confuso.
– Olha, vamos falar a verdade, eu conheço a Vanessa sua prima, ex-namorada, confesso que tive uma quedinha por ela, uma amiga minha mora na mesma república que a Luh, então vi ela algumas vezes lá, e você sabe, mulheres gostam de fofocar sobre tudo inclusive sobre namorados.
Eu fiquei vermelho, não sabia até onde Vanessa havia falado de mim, mas ela vendo minha cara de desespero e vergonha, falou.
– Sim exatamente dele, disse ela apontando meu pênis, digamos que é bem cotado nas rodas das meninas e de alguns meninos, inclusive o Pedro meu super amigo, eu sei que já ficaram na republica, ele veio me contar por que precisava desabafar e como já tivemos um namorinho no passado, fiquei amiga confidente dele, sim o Pedro é Bissexual, como eu e todos aqui nesta mesa, inclusive está aqui por que faz parte desse seleto grupo, sabemos de sua bissexualidade.
Bom não tinha o que dizer, ela sabia que Pedro havia me chupado, etc que tínhamos ficado, talvez ele não disse tudo, mas já que agora eu sabia que todos ali eram ex um dos outros ou amigos confidentes eu resolvi especular.
– Você então saiu com a Vanessa?