Acordei naquela manhã de sábado com o sol tímido infiltrando-se pelas frestas da cortina. A cama estava vazia ao meu lado, as cobertas ainda amassadas onde Mario, meu marido, havia dormido. Ele provavelmente tinha saído cedo, talvez para comprar algo ou encontrar os amigos para o jogo que sempre assistia nos fins de semana. O silêncio da casa me envolveu, e eu me espreguicei, sentindo o tecido macio dos lençóis roçar contra minha pele nua. Ainda estava sem roupa da noite anterior, e enquanto me movia, minha mente voltou para o que tinha acontecido entre mim e Mario.
A transa tinha sido... decepcionante. Ele chegou cansado do trabalho, como sempre, e eu tentei animar as coisas, beijando seu pescoço e sussurrando algumas provocações que geralmente o deixavam animado. Mas ele só resmungou algo sobre estar exausto, e o que veio depois foi rápido, mecânico e sem graça. Ele terminou em poucos minutos, virou para o lado e caiu no sono, me deixando ali, frustrada, com um vazio que parecia pulsar dentro de mim. Eu merecia mais, não merecia? Fechei os olhos e suspirei, tentando afastar a irritação.
Mas então, como se minha mente soubesse exatamente como me tirar daquele marasmo, as imagens de Lucas e Rafael surgiram, claras e intensas. Eu não conseguia evitar, ontem no elevador, ainda queimava em mim . Tudo começou na piscina do prédio, onde eu os provoquei sem querer — ou talvez quisesse, quem sabe? — usando um biquíni que mal cobria meu corpo. Eles, jovens, cheios de energia, não tiravam os olhos de mim. Lucas, com aquele sorriso malicioso e os olhos castanhos que pareciam me despir, e Rafael, mais quieto, mas com um corpo esculpido que fazia meu coração acelerar.
Entramos no elevador juntos, os três sozinhos, e o ar ficou pesado. Eu senti o calor deles antes mesmo de me tocarem. Lucas foi o primeiro, aproximando-se com uma desculpa qualquer sobre o botão do andar. Sua mão roçou meu braço, e eu não recuei. Rafael ficou atrás de mim, e logo senti seu hálito quente no meu pescoço. “Você é um perigo, Claudia,” ele sussurrou, e antes que eu pudesse responder, Lucas levantou minha blusa, expondo meus seios. Seus lábios encontraram meu mamilo direito, chupando com uma fome que me fez gemer alto. Rafael, não ficando atrás, beijou minha nuca enquanto suas mãos deslizavam para dentro do meu short, os dedos roçando minha buceta por cima da calcinha. Eu estava molhada, entregue, e senti os dois duros contra mim, suas ereções pressionando minhas coxas através das roupas de banho. Só não fomos além porque o elevador parou e Mario apareceu no corredor, me chamando para casa.
Agora, deitada na cama, essas lembranças me acertaram como um choque elétrico. Meu corpo respondeu antes mesmo que eu decidisse o que fazer. Meus mamilos endureceram, e uma onda de calor subiu do meu ventre até o peito. Ainda nua, levei as mãos aos seios, apertando-os suavemente. Meus dedos circularam os mamilos, e eu mordi o lábio, imaginando que eram as mãos de Lucas e Rafael me tocando. Desci uma das mãos pelo meu estômago, hesitante no início, até alcançar minha buceta. Estava quente, úmida, e quando rocei o clitóris com a ponta dos dedos, um arrepio percorreu minha espinha. Comecei a me esfregar devagar, os movimentos leves me provocando mais do que satisfazendo.
Mas não era suficiente. Havia um vazio, uma necessidade que meus dedos sozinhos não podiam preencher. Eu sempre fui recatada, nunca tive coragem de comprar um daqueles brinquedos que via em sites ou nas conversas sussurradas das amigas. Agora, me arrependia disso com uma intensidade que quase doía. Queria algo dentro de mim, algo que me fizesse sentir completa. Foi então que me lembrei da escova de cabelo no banheiro do quarto. O cabo era liso, arredondado, com uns seis ou sete centímetros de comprimento. Não era perfeito, mas seria o bastante.
Levantei-me da cama como uma adolescente ansiosa, quase tropeçando nos lençóis, e corri para o banheiro. Meu coração batia rápido, uma mistura de excitação e vergonha. Peguei a escova na pia — o cabo era de plástico azul, firme na minha mão — e por um momento, hesitei. Mas o desejo venceu. Apoiei um pé na borda do vaso sanitário, abrindo as pernas, e comecei a esfregar o cabo contra minha buceta. A sensação do plástico frio contra minha pele quente me fez suspirar. Deslizei-o devagar entre os lábios, sentindo-o ficar melado com minha excitação. Eu gemia baixinho, inclinando o corpo para frente, apoiando uma mão na parede enquanto a outra movia o cabo em círculos lentos sobre meu clitóris.
Quanto mais eu me esfregava, mais molhada ficava, e o cabo começou a deslizar com facilidade. Meu corpo estava em chamas, e eu imaginava Lucas e Rafael me observando, seus olhos famintos me devorando enquanto eu me entregava ao prazer. Depois de alguns minutos, senti que estava pronta para mais. Voltei para o quarto, o cabo da escova brilhando com minha umidade, e me joguei na cama, deitando de costas com as pernas bem abertas.
Queria tentar algo novo, algo que lembrasse aquela noite louca no carnaval, quando vivi a experiência mais intensa da minha vida: uma dupla penetração com dois caras que conheci na festa. Eu nunca tinha contado isso a ninguém, nem a Mario, mas a memória daquele prazer me assombrava. Com o coração disparado, posicionei o cabo da escova na entrada do meu cu. Minha outra mão foi para minha buceta, os dedos esfregando o clitóris enquanto eu pressionava o cabo contra o buraco apertado.
No começo, foi difícil. Meus músculos resistiram, e eu senti um leve desconforto. Respirei fundo, relaxando o corpo, e empurrei devagar. A ponta entrou, e eu soltei um gemido alto, surpresa com a mistura de dor e prazer. Continuei, centímetro por centímetro, até que o cabo estava quase todo dentro de mim. A sensação de estar preenchida ali era intensa, diferente de tudo que eu já tinha experimentado sozinha. Com a mão livre, enfiei dois dedos na minha buceta, que estava encharcada, e comecei a me masturbar com força.
Fechei os olhos e deixei as lembranças me dominarem. No carnaval, um dos caras — não lembro o nome dele — me pegou por trás, seu pau grosso invadindo meu cu enquanto o outro me fodia na frente, seus movimentos sincronizados me levando à loucura. E no elevador, Lucas e Rafael me apertavam contra a parede, suas mãos e bocas por todo o meu corpo, me fazendo sentir desejada como nunca. Agora, na cama, eu recriava isso sozinha. O cabo no meu cu ia e vinha, cada movimento me arrancando gemidos mais altos, enquanto meus dedos entravam e saíam da minha buceta, o polegar pressionando meu clitóris.
O prazer crescia, uma pressão deliciosa que subia pelo meu corpo. Meus quadris se moviam sozinhos, acompanhando o ritmo das minhas mãos. “Lucas... Rafael...” murmurei, perdida nas fantasias. Então, explodi. O orgasmo me atingiu como uma onda, meu corpo inteiro tremendo enquanto eu gritava, minha buceta pulsando ao redor dos meus dedos, meu cu apertando o cabo da escova. Foi intenso, avassalador, muito melhor do que qualquer coisa que Mario já tinha me dado. Continuei me mexendo, prolongando as sensações até que, exausta, deixei as mãos caírem ao lado do corpo, o cabo ainda dentro de mim.
Fechei os olhos, ofegante, e acabei pegando no sono, mergulhada em uma paz que não sentia há tempos.
Acordei com um barulho vindo da sala. Vozes, risadas, o som da TV ligada. Meu coração deu um salto — Mario tinha voltado. Olhei para o relógio na mesinha de cabeceira; eu tinha dormido por cerca de uma hora. O cabo da escova ainda estava entre minhas pernas, e eu o tirei devagar, sentindo um último arrepio ao removê-lo. Levantei-me, um pouco zonza, e corri para o banheiro, decidindo tomar um banho antes de encarar meu marido.
A água quente caiu sobre mim, e enquanto ensaboava o corpo, minha mente voltou para o que tinha acabado de fazer. Esfreguei os seios, lembrando como os apertei pensando em Lucas e Rafael. Passei a mão entre as pernas, limpando os resquícios da minha excitação, e não resisti a tocar meu clitóris de novo, só um pouco, revivendo o orgasmo que tinha tido. O cabo da escova tinha sido uma surpresa — o jeito como ele deslizou na minha buceta, deixando-a melada, e depois como me preencheu o cu, me fazendo sentir tão viva. Fechei os olhos sob o chuveiro, imaginando os dois me pegando ali mesmo, a água escorrendo pelos nossos corpos enquanto me possuíam. Meu corpo tremeu de novo, mas eu me controlei. Não podia me perder outra vez, não agora.
Saí do banho, me enxuguei e escolhi um vestido leve de algodão, daqueles que abraçam o corpo sem esforço. Não coloquei calcinha nem sutiã — a sensação do tecido contra minha pele nua me fazia sentir livre, provocadora, mesmo que fosse só para mim mesma. Penteei o cabelo molhado e voltei para o quarto, mas então ouvi algo diferente. Não era só a voz de Mario. Havia outras, graves, animadas. Ele tinha trazido companhia.
Curiosa, caminhei até a sala. Lá estavam eles: Mario no sofá, uma cerveja na mão, e dois homens que eu não conhecia. O primeiro me chamou a atenção imediatamente. Paulo, como Mario o apresentou, era um moreno alto, forte, com músculos definidos sob a camiseta justa. Sua pele escura brilhava sob a luz da sala, e ele tinha um sorriso confiante que me fez engolir em seco. O outro, Julio, era menos impressionante — baixo, meio gordinho, com cabelos cacheados e óculos que escorregavam no nariz. Ele parecia tímido, mas havia algo no jeito que me olhou que me deixou intrigada.
“Oi, amor,” Mario disse, me vendo parada ali. “Esses são Paulo e Julio. Vieram ver o jogo comigo. Guys, essa é a Claudia, minha esposa.”
Paulo se levantou, estendendo a mão. “Prazer, Claudia. Mario fala muito de você.” Sua voz era profunda, e quando nossas mãos se tocaram, senti um choque percorrer meu braço. Julio apenas acenou, murmurando um “oi” tímido.
“Prazer em conhecê-los,” respondi, tentando manter a compostura. “Querem algo pra beber?”
Eles pediram cervejas, e eu fui até a cozinha, sentindo os olhos deles nas minhas costas — ou talvez fosse só minha imaginação. Enquanto abria a geladeira, minha mente começou a vagar. Paulo era exatamente o tipo de homem que me atraía: forte, másculo, com aquela energia que parecia dominar o ambiente. Imaginei suas mãos grandes me segurando, me puxando contra seu corpo duro. E Julio, apesar de menos atraente, tinha um ar de vulnerabilidade que me fazia querer provocá-lo, ver até onde ele iria.
Voltei com as cervejas, entregando uma a cada um. Quando dei a de Paulo, nossos dedos se tocaram de novo, e ele me lançou um olhar que fez meu estômago revirar. Sentei-me na poltrona em frente a eles, tentando me concentrar no jogo na TV, mas meus pensamentos estavam em outro lugar. Eu ainda estava excitada do que tinha feito na cama, e agora, com esses dois homens na minha sala, minha cabeça começou a girar com ideias pervertidas.
Sempre fui monogâmica. Casei com Mario jovem, nunca traí, nunca nem pensei em trair. Mas ali, naquele momento, algo em mim mudou. Olhei para Paulo, imaginando-o me levantando do sofá, me jogando contra a parede e me beijando com força. Depois Julio, tímido, se aproximando por trás, hesitante, mas incapaz de resistir. Minha buceta pulsou sob o vestido, e eu cruzei as pernas, tentando disfarçar o calor que subia pelo meu corpo.
Mario riu alto de algo na TV, alheio a tudo, e eu me senti culpada. Mas a culpa não era forte o bastante para apagar o desejo. Enquanto os minutos passavam, eu me peguei observando cada movimento deles. Paulo esticando os braços, os músculos flexionando. Julio ajustando os óculos, lançando olhares rápidos na minha direção. Minha respiração ficou mais pesada, e eu sabia que, se não tomasse cuidado, aqueles pensamentos poderiam me levar a lugares que eu nunca imaginei explorar.