Um ano se passara desde aquele primeiro fogo que acendemos juntos, eu e dona Helena, minha sogra. Era 2018, e a vida seguia seu curso, entre silêncios cúmplices e olhares que diziam mais do que podíamos confessar à filha dela, minha esposa. Até que surgiu a viagem a São Paulo — um exame de rotina, ela disse, e eu, com um pretexto de cuidado filial, avisei minha mulher que acompanharia sua mãe.
Passamos o dia entre clínicas de imagem, o ar frio dos corredores brancos contrastando com o calor proibido que já sabíamos carregar, um segredo que minha esposa jamais imaginaria. Ao fim dos exames, trocamos um olhar conspirador. “E se ficássemos mais um dia?” sugeri, e ela, minha sogra de sorriso travesso, concordou. Inventamos uma história — um novo exame, uma necessidade médica —, e minha esposa, alheia ao fogo que ardia entre seu marido e sua própria mãe, aceitou sem desconfiar.
São Paulo, imensa e anônima, abriu seus braços para nós. Livres do peso de sermos genro e sogra, caminhamos pelas ruas de mãos dadas, os dedos entrelaçados como se o mundo não pudesse nos julgar — como se ela não fosse a mãe da mulher que dividia minha cama. Num restaurante à luz de velas, trocamos carinhos, beijos furtivos que logo se tornaram descarados, os lábios dela, de uma sogra que deveria ser intocável, macios contra os meus, um gosto de vinho e traição. Pela primeira vez, éramos apenas um homem e uma mulher, sem o véu da família a nos separar.
À noite, no saguão do hotel, conversamos por vídeo com sua filha, minha esposa. Rimos, fingimos normalidade, enquanto nossos pés se tocavam sob a mesa, um jogo secreto sob o olhar inocente da câmera. Ela, a mãe que criara minha mulher, me fitava com olhos brilhantes, e quando a ligação terminou, perguntou: “Vamos festejar?” Eu já sabia que a noite nos pertencia — pertencia a esse desejo que nenhum laço de sangue deveria permitir.
Um barzinho perto do hotel foi o primeiro palco. Entre drinks e risadas, o álcool dissolveu o resto das máscaras que usávamos como genro e sogra. Dancei com ela, os corpos colados, sentindo o calor daquela pele que eu jamais deveria ter desejado, o vestido leve roçando contra mim como um convite ao pecado. Então, com a ousadia que a noite inspira, sussurrei ao seu ouvido: “E se fizéssemos algo diferente?” Propus uma casa de swing, um lugar onde os desejos dançam sem nome — onde uma sogra poderia ser minha sem culpa. Ela hesitou por um instante, mas logo seus olhos faiscaram. “Vamos,” disse, decidida, e eu senti o pulso acelerar com o peso do proibido.
Chegamos à casa, um mundo de sombras e música pulsante. Dançamos entre corpos estranhos, bebemos mais, e o ar se encheu de uma eletricidade que só o tabu entre nós podia acender. Levei-a a um glory hole, um canto que ela, mãe da minha esposa, conhecia apenas das telas, um desejo antigo que confessara entre suspiros roubados. Seus olhos se arregalaram, mas logo se entregou. Ela experimentou, eu a guiei, e juntos nos perdemos em sacanagens que o pudor — e a honra de sua filha — jamais nomeariam. Ela ria, gemia, dizia “nunca imaginei” entre suspiros, e eu a vi florescer ali, uma sogra livre das amarras que deveria carregar.
Entramos na cabine, o coração batendo forte, e a tensão nos fez rir, nervosos, trocando sussurros que minha esposa nunca ouviria. De repente, um pau escuro surgiu pelo buraco, preto e firme, acompanhado de uma voz grave que perguntou se havia alguém ali. “Sim,” respondemos, quase em uníssono, e eu me aproximei, segurando-o com decisão. Puxei dona Helena, minha sogra, pela nuca, guiando sua cabeça até ele, e ela, hesitante por um instante, cedeu, envolvendo-o com os lábios que um dia cantaram canções de ninar para minha mulher. O homem não se entregou logo, e eu, tomado por um impulso selvagem, perguntei ao vazio se alguém queria gozar na boca da “minha mulher” — um disfarce para a sogra que eu possuía em segredo. Então, uma rola branca apareceu. Ela a tomou, faminta, enquanto eu a possuía por trás, metendo com uma força que era pura chama, um tesão alimentado pela traição que fazíamos à sua filha. Seus gemidos ecoavam, abafados pelo pau em sua boca, e o estranho, tão excitado quanto eu, explodiu sem aviso, enchendo-a enquanto ela tremia entre nós.
Depois, o quarto escuro nos chamou. Separamo-nos por um acordo tácito, mas, ao cruzar a porta, dona Helena, minha sogra, agarrou minha mão com firmeza. “Não me solte,” sussurrou, os olhos brilhando mesmo na penumbra, “não me perca de vista.” Ela me queria ali, perto, como se o laço proibido entre genro e sogra fosse sua âncora. O ar era denso, um coro de respirações e gemidos sem origem, mas nós éramos um só. Então, uma figura surgiu das sombras — uma mulher, suave como um espectro, que a envolveu num abraço. Vi seus lábios se encontrarem, um beijo longo e faminto, enquanto as mãos da estranha percorriam o corpo de dona Helena, desvendando a sogra que eu desejava em segredo. O tesão cresceu em mim, ardente, e ela, sentindo o mesmo fogo, virou-se para mim. Montou em mim, os corpos nus colados sem barreiras, sem camisinhas, só pele contra pele — uma sogra entregando-se ao genro sem pudor. Ela cavalgou, selvagem e doce, e quando o prazer me tomou, gozei dentro dela. A porra escorreu, quente e abundante, deslizando por sua buceta, um rio de nós dois que minha esposa nunca sonharia. Foi uma delícia, um instante em que o mundo se resumiu a ela, a mim e ao eco daquele gozo nas trevas.
Quando a madrugada nos devolveu ao hotel, estávamos exaustos, mas vivos. Deitamos na cama, ainda cheios do cheiro e do gosto da noite, e conversamos. “Foi como um sonho,” ela disse, a voz rouca de prazer e cansaço, uma sogra que havia traído a filha nos meus braços. “Você já tinha ido a um lugar assim?” perguntou, curiosa. Sorri, contando pedaços da verdade, e ela riu, confessando que nunca se sentira tão jovem — nem mesmo nos dias em que era apenas a mãe de minha esposa.
Adormecemos abraçados, o silêncio do quarto selando nossa cumplicidade. Pela manhã, São Paulo acordou indiferente aos nossos segredos, mas nós sabíamos: aquela noite ficaria gravada em nós, um capítulo que nenhum exame médico — nem os olhos da filha que ela criara — poderia revelar.