Noite inesperada e surpreendente

Um conto erótico de Leon Medrado (com Myra e Samar)
Categoria: Heterossexual
Contém 4552 palavras
Data: 01/04/2025 22:58:41
Última revisão: 02/04/2025 12:09:03

Tem coisas que acontecem para me dar a certeza de que o universo sempre trabalha a meu favor. Muito recentemente, tive a prova disso. Eu, aproveitando que minha esposa havia viajado para visitar uns parentes em outra cidade, voltava da praia, depois de passar a tarde toda do domingo entre mergulhos e algumas remadas de stand up paddle. O sol dourado se aproximava da linha do horizonte, no ponto extremo da praia. Uma brisa suave começava a soprar do mar. Eu parei olhando a cena, a praia quase deserta àquela hora. Era uma imagem fantástica. Peguei o telefone celular e liguei a câmera, para captar uma foto do poente. Foi quando notei que estava em quadro na imagem um casal que vinha caminhando silhuetado contra o brilho do sol, andando em minha direção. Abaixei o telefone, respeitando sua privacidade, e esperei que passassem.

Era um casal jovem, ela, de pele morena clara, cabelos pretos, presos numa trança grossa, aparência de no máximo 22 anos, e ele também entre 23 e 25 anos. Moreno claro, cabelos muito pretos, curtos, levemente encaracolados. Na hora me pareceram muito normais. Mas quando estavam a três metros de distância, reparei melhor em suas roupas, ela com um vestido branco curto, de tecido fino e delicado, com alguns bordados em linha também branca. Pude reparar que ficaram visíveis os mamilos mais escuros dos seios, e também uma mancha mais escura na virilha. Era fácil notar que ela estava nua por baixo daquele vestido. Ao seu lado, um homem jovem, com uma camiseta folgada, cor de abóbora e uma bermuda preta. Fiquei atraído pela imagem sensual daquela mulher jovem, naquele traje. Ela tinha seios firmes e bem volumosos que oscilavam de leve quando ela caminhava pela areia. Eles traziam sandálias pendentes de suas mãos. Ao passarem por mim reparei um ligeiro meneio de cabeça do rapaz, como se agradecesse pela minha gentileza de não fotografar. Tentei identificar seus traços, eram morenos claros de pele, cabelos muito pretos, e não sabia se eram turcos, árabes ou indianos.

Depois que eles passaram, eu fiquei ali distraído, tentando captar uma boa foto do poente de cor alaranjada com matizes que iam do amarelo ao laranja, e depois à púrpura, se misturando no azul do céu sem nuvens.

Acho que levei no máximo uns cinco minutos para tirar algumas fotos. Depois, retomei o meu caminho, já de regresso para casa. Avistei o casal que caminhava a uns sessenta metros adiante.

Notei que eles paravam, se abraçavam, conversavam, e com isso eu fui me aproximando. Quando estava quase alcançando o casal, andando à beira da água, eles se viraram e o rapaz perguntou:

— Por favor... ops... Please, can you take a picture of us?

Percebi que por ser branco, de olhos azuis, com boné do Los Angeles Lakers, eles me tomaram por um norte-americano. Respondi:

— Eu falo português.

Eles sorriram, e estendendo uma câmera fotográfica Nikon, o rapaz voltou a pedir:

— Ah, bom. Melhor. Desculpe, pode fazer uma foto nossa?

— Certamente. Posso sim. – Disse pegando a câmera que ele me estendeu. Reconheci que era um modelo da Nikon que eu já havia utilizado.

Apontei para que ficassem virados de costas para o lado do mar, com o sol dourado ainda iluminando de lado seus corpos. Eles se posicionaram e eu comecei a fazer algumas fotos. A luz estava bonita e as fotos iam ficando boas.

Fui me movimentando para mais perto, melhorando o enquadramento. Fiz várias fotos e eles se olhavam apaixonados, e em algumas, se beijaram romanticamente. Quando achei que tinha boas imagens, parei e mostrei a tela traseira da câmera para que eles aprovassem:

— Por favor, vejam se gostam.

Eles pegaram a câmera, e passavam as fotos, olhando na tela. Pelos sorrisos pareciam satisfeitos. A moça exclamou:

— Muito bom! Fotos lindas, como eu queria.

Eu, aproveitando a deixa, falei:

— Eu sou fotógrafo.

O rapaz sorriu e respondeu:

— Foi o que pensamos, quando o vimos fotografando lá atrás. Sua postura era de quem sabe fotografar.

Era impossível para mim, não reparar no corpo sensual daquela moça, que tinha uns olhos castanhos de desenho muito peculiar, amendoados e grandes, de pestanas longas. As auréolas dos seios nitidamente aparentes sob o tecido delicado do vestido, agora mais visíveis por estarem salientes.

Tive uma ideia marota. Queria imortalizar aquela visão. Pedi:

— Posso fazer uma foto de vocês para minha coleção?

Eles se entreolharam e sorriram. A seguir me olharam e o rapaz respondeu:

— Tudo bem. Claro que pode. Igual estávamos?

— Sim, exatamente. – Respondi enquanto pegava meu aparelho de telefonia e ligava a câmera. Enquadrei e eles sorriam, tirei alguns cliques e eles se beijaram, e eu fotografei aquilo também.

Agradeci e disse:

— Obrigado. Vocês formam um lindo par. São daqui mesmo?

— Não, somos de Goa, na Índia. Por isso falamos português.

Entendi na hora a tonalidade da pele castanha e a cor dos cabelos. Eram jovens bonitos e simpáticos. Eu falei:

— Muito prazer. Me chamo Leon. Sou fotógrafo e escritor também. Vocês estão a passeio?

— Sim, estamos de férias - disse a moça.

— Sou o Samar, e ela é a Myra, minha esposa. Muito prazer. - Emendou o rapaz.

Foi naquele momento que reparei mais atentamente neles, descontraídos, sorridentes, e estendi a mão, cumprimentando aos dois. Quando apertei a mão do Samar, senti que ele apertava confiante e firme. Sinal de que era uma pessoa positiva. A Myra estendeu a mão e reparei que tinha uma bela tatuagem cobrindo toda a parte superior da sua mão direita. Também tinha algumas correntinhas douradas como pulseira, tanto no punho como no tornozelo. Adereços típicos indianos. Peguei na mão dela, e senti uma anergia quente, sensual, com um toque macio de seus dedos. Fiquei alguns segundos a mais segurando aquela mão, de unhas bonitas e pintadas de azul cobalto. Olhei em seus olhos e disse:

— Vocês formam um belo par. Foi um prazer. Vou guardar essa imagem que tirei, na minha galeria de figuras humanas.

Eles sorriam e fomos caminhando pela areia seguindo a mesma direção. Foi quando eles perguntaram:

— Você vive aqui, ou também é turista?

— Vivo aqui. Já faz algum tempo. E vocês estão em casa de parentes ou em hotel? – Respondi e já perguntei, puxando conversa. Não tinha nenhuma intenção maliciosa, estava mesmo apenas curioso.

— Alugamos um flat por uma semana. Bem aqui perto da praia. Amanhã vamos embora – Respondeu o rapaz.

Seguíamos caminhando perto da água na mesma direção. Eles continuavam de mãos dadas.

Eu não sei por qual motivo, passei a sentir uma sensação de excitação muito grande ao ver aquela moça linda, nua debaixo daquele vestido branco folgado e esvoaçante. Um sexto sentido me alertou para o fato deles estarem tão à vontade e resolvi alimentar a conversa:

— Estão gostando das férias?

— Sim, estamos gostando muito. – Disse o Samar.

— Você escolheu um lindo lugar para viver – Falou a Myra.

— É verdade, aqui é mesmo muito bom.

— Mas não é barato. É para poucos – Disse o Samar.

Finalmente, havíamos chegado na escadinha que levava para o passadiço, e dele para a calçada da avenida beira-mar. A Myra subiu três degraus e se virou, estendendo o pé para que o marido limpasse dele a areia. Olhei para aquele pé e fiquei hipnotizado. Era o que se pode chamar de pé perfeito, pequenino, delicado, pele macia, dedos roliços e bem-feitos, e as unhas cuidadosamente pintadas com esmalte azul claro. No tornozelo algumas correntinhas douradas e com pingentes de enfeite.

O Samar, ajoelhado no degrau da escada, pegou um lenço que retirou do bolso e passou a limpar o pé da esposa, delicadamente. Era uma cena bonita, de carinho dele para com ela. Eu não resisti e falei:

— Nossa! Você tem pés muito perfeitos. Parabéns. Posso bater uma foto?

— Myra me olhou sorridente, e agradeceu:

— Obrigada.

A seguir, olhou para o marido e disse:

— Olha só. Outro que como você tem paixão por pés femininos.

Samar me olhou também sorrindo, e respondeu:

— Quem sabe admirar, entende. Realmente ela tem os pés femininos mais lindos que eu já vi. Eu sou um admirador de pés bonitos das mulheres.

Tirei umas fotos enquanto ele limpava os pés dela. Ela esperou com o pé suspenso para que eu tirasse as fotos. Quando terminei, exclamei:

— Você tem razão, Samar. Posso afirmar que a sua esposa está no topo da lista dos mais belos.

Eles sorriam, descontraídos, o que me levou à conclusão de que eram bastante liberais, ele era seguro da firmeza da relação, e não me viam como nenhuma ameaça.

Esperei que ele terminasse de limpar a areia dos pés da esposa, e calçasse nela as sandálias delicadas de tiras finas de couro. Em seguida ele se sentou na escada e limpou também seus pés para calçar as sandálias dele que eram igualmente de couro.

Eu aproveitei para bater a areia dos meus pés com uma toalha que trazia em minha sacolinha de praia e calcei minhas sandálias de borracha.

Depois, subimos os restantes degraus da escada e seguimos pelo passadiço de madeira até na calçada da avenida que margeia a praia. No trajeto eu falei:

— Eu tenho na nuvem uma pasta de arquivo com centenas de fotos de pés femininos, das modelos que já fotografei na minha vida.

Fomos andando e o Samar apontou para um apartamento de segundo andar, com uma varandinha, do lado oposto da avenida, e falou:

— Estamos hospedados ali. Você quer ir até lá, conhecer?

Por um instante pensei que a educação mandava que agradecesse, e me afastasse dali, de volta ao meu apartamento. Seria o natural. Mas, o Samar disse:

— Se puder, eu quero conhecer essa sua galeria de fotos. É digital? Pode me mostrar?

Eu expliquei:

— Na nuvem eu tenho milhares de imagens, e se você tiver internet no apartamento, poderei acessar do meu telefone.

— Então, vamos – Falou a Myra. — Farei um suco de ananás, que aqui nesta região é muito doce e saboroso.

Segui o casal, lado a lado, caminhando para atravessar a avenida. Na sequência a Myra perguntou:

— Você é casado?

— Sim, sou casado. Minha esposa está ausente, por três dias. Foi visitar uns familiares em outra cidade.

Chegamos na base do prédio, contornamos, e nos fundos havia um chuveiro para retirada da areia dos banhistas, antes de entrarem no prédio. Samar se despiu da bermuda e ficou de sunga tomando uma ducha. Myra levantou o vestido um pouco, até no alto da coxa, para lavar suas pernas e pés. Pude ver que sua perna era muito bela também. A seguir, eu também retirei a bermuda ficando de sunga, tomei uma ducha e a me enxuguei com a toalha de praia.

Reparei que a Myra não se mostrava tímida ou escondendo seu belo corpo visível debaixo daquele vestidinho leve, e o marido também não demonstrava nenhum tipo de incômodo.

Subimos de escada para o pequenino apartamento, de uma sala, um quarto, cozinha e banheiro. Samar ofereceu:

— Tome um banho de verdade, eu lhe empresto uma toalha limpa. Tem sabão líquido no chuveiro.

Agradeci, esperei que ele me desse a toalha e fui ao banheiro. Tomei um banho bem rápido, me enxuguei e vesti a bermuda e a camiseta que já tinha.

A seguir, fui para a sala esperando que o Samar tomasse o banho enquanto a Myra na cozinha preparava o suco de ananás.

Em menos de dez minutos, eu estava tomando o suco delicioso e ela foi tomar banho. O Samar veio vestido apenas com um calção branco, me deu a senha para acessar a Internet e eu entrei na minha nuvem, buscando os arquivos de fotos. Mostrei as diferentes galerias, e alguns dos ensaios fotográficos que já fiz. Ele brilhou os olhos de admiração e elogiou muito o trabalho. Ficamos uns quinze minutos ali enquanto ele via fotos e comentava as que mais gostava.

Estávamos distraídos quando a Myra voltou do banho. Fiquei até sem saber para onde olhar. Ela havia vestido uma bata curta e sem mangas, de um tecido bem delicado, típico das vestes indianas, com estampa de cores misturadas variando tons de areia, creme, café com leite, e cinza claro. Estava muito sexy, com o cabelo escovado e preso num rabo de cavalo. Dava para ver que o comprimento era grande, até perto da bunda. Os seios grandes e firmes, continuavam visíveis sob o tecido fino e quando ela chegou perto, deu para notar que ela não usava calcinha, e sua xoxota tinha apenas uma tira fina de pelinhos pretos na vertical, muito bem aparados. Dava para ver nitidamente seu corpo através do tecido. Estava descalça, com seus lindos pés que ela movimentava com muita graça ao caminhar. Não consegui evitar uma ereção involuntária, que tentei disfarçar, pois estava apenas com a bermuda, sem a sunga de praia.

Quando ela apareceu ali na sala o Samar a chamou:

— Vem, minha flor, olha aqui as fotos do Leon. Que lindas.

Myra se juntou ao marido e ambos olhavam atentos a tela do telefone, passando as fotos da minha galeria.

Ela estava entusiasmada, olhava as fotos, soltava interjeições de admiração, e dava umas olhadas para o meu lado.

Eu aproveitava quando eles estavam distraídos vendo as fotos, para observar os detalhes daquela mulher linda e sem timidez que se mostrava seminua na sala do apartamento. Seu rosto era delicado de nariz fino e ligeiramente empinado. Myra era bonita, sensual, sabia disso, e fazia questão de se mostrar.

Terminei de tomar o suco quando ouvi o Samar perguntar:

— Você faria fotos assim da Myra? Quanto você cobra por um ensaio desses?

A pergunta me pegou de surpresa. Pensei muito rápido, e disse:

— Que tipo de fotos pretendem? Ensaio sensual, com trajes, mudança de figurino, e produção de cenário, ou apenas fotos de nu artístico?

Vi que os dois se entreolhavam, e o Samar disse:

— Quero ter lindas fotos da Myra, como algumas que eu vi, suas. Me explique a diferença.

Esclareci:

— Pode ser nu artístico. Podemos fazer com o mínimo de recursos, não preciso de quase nada. Apenas da modelo e da câmera. Com a luz disponível. Mas, um ensaio sensual, mais completo, com trajes escolhidos, produzindo a locação, dá um certo trabalho, exige preparar o local, ajustar a luz, e escolher o figurino a ser usado.

Samar olhava para a Myra, e ela disse:

— Desejo fazer os dois.

Eu expliquei:

— Se vão viajar amanhã o tempo é limitado.

O marido falou:

— Mas podemos testar o nu artístico primeiro.

Naquele momento, entendi que ele estava querendo as fotos e a Myra também. Eu não quis perder a oportunidade e falei:

— Vamos fazer um teste? Querem tentar? Podemos fazer hoje mesmo. Não vou cobrar. É um teste para ver o que obtemos.

Myra olhou para o marido, e ele a observava. Ela fez um ligeiro movimento de cabeça indicando que concordava e ele respondeu:

— Está bem. Podemos fazer.

Myra sorriu satisfeita, e então falou:

— Vou ligar no delivery aqui perto, e pedir comida. Você come pizza?

Eu disse que sim, e ela na mesma hora pegou o telefone e encomendou as pizzas. Escolhi uma pizza margherita e eles duas pizzas de frango com champignons.

Logo o Samar me convidou para me sentar na sala, e serviu uma taça de vinho para cada um. A Myra disse que ia fazer uma maquiagem.

Ficamos tomando vinho na sala, enquanto a Myra se maquiava. Nossa conversa girou em torno do que eu pretendia fazer. Disse que faria fotos na sala, no quarto usando a cama do casal, e no banheiro, com ela no chuveiro. Ele ficou animado. Estava alegre com a novidade, e eu disfarçava que também estivesse.

Perguntei se ele tinha algum tipo de luminária móvel que pudéssemos deslocar para usar como complemento, e ele falou que tinha dois abajures no quarto. Achei bom.

Comecei a exercitar a minha mente para imaginar como poderia fazer fotos ali, e quais poses seriam mais interessantes. Na hora, me recordei de um amigo fotógrafo, o P.G. Wolff, que faz fotos de nu muito belas, usando apenas a modelo com poses simples mais muito atraentes e sensuais. Eu pensei que teria que tentar algo semelhante. Não reparei o tempo passar até que ouvimos a campainha da porta, indicando a entrega das pizzas. O Samar foi receber, pagou e levou para a mesa da copa-cozinha.

Logo a seguir a Myra apareceu, e maquiada, sua beleza se tornou ainda mais marcante. Samar cortou as pizzas em pedaços e serviu em pratos, e nos sentamos à volta da mesa redonda de tampo de vidro temperado para comer as pizzas e beber vinho. Samar abriu uma segunda garrafa mas eu evitei tomar mais, pois queria estar bem lúcido diante do desafio de fotografar ali, sem recursos de nenhuma espécie.

Terminada a refeição eu falei com a Myra:

— Pretendo começar fotografando na sala, ou no quarto, como preferir, e depois faremos no banheiro, no chuveiro. Vai ter que ficar nua bastante tempo. Tudo bem, para você?

Ela concordou sorrindo, e disse:

— É você que comanda. Sei que ficarei nua. Não tenho problemas com isso.

A voz dela me parecia mais sexy. Sabia que era coisa da minha cabeça já influenciada pelo erotismo da situação. Peguei a câmera e ajustei a qualidade da imagem e a sensibilidade para a luz. Depois levei a Myra para a sala e pedi que o Samar trouxesse o abajur do quarto e ligasse em alguma tomada. Expliquei que queria a Myra deitada nua ao longo do sofá. Pedi papel alumínio e forrei o abajur por dentro de forma que projetasse mais luz refletida pelo cone superior. Apagamos a luz principal da sala e pedi que o Samar me ajudasse com a luz do abajur, que podia ser direcionada.

Myra se despiu da bata e pude ver a beleza perfeita daquele corpo espetacular. Ela não se mostrava tímida ou envergonhada. O marido muito menos. Meu coração batia acelerado pois a emoção era grande. A desenvoltura dela nua me encantava.

Orientei como ela deveria ficar recostada no sofá. Uma perna ligeiramente dobrada um braço atrás da cabeça e olhando para o alto como de estivesse a pensar em devaneios. Pedi ao Samar para trazer o abajur para bem perto do ombro dela, de forma que a luz fizesse um desenho do volume de suas formas, realçando os seios lindos, entre sombra e áreas mais iluminadas. Me abaixei e fiz algumas fotos bem de perto.

Depois me afastei e fiz fotos mais abertas com a Myra toda em quadro. Fui me recordando das imagens do amigo P.G. Wolff, e fui sugerindo para a Myra, poses parecidas com as que ele fazia com sua modelo. Ela obedecia sempre muito à vontade. Não eram fotos muito explícitas, mas em algumas eu aproveitei para fazer alguns detalhes muito sensuais. Em muitas eu colocava os pés dela em evidência, o que dava um impacto muito bom na cena. O P.G.Wolff faz a mesma coisa, pois sua modelo tem pés muito sensuais.

Normalmente, quando estou fazendo ensaio de nu, eu sinto uma excitação constante, natural, mas controlável, estável, que me estimula a provocar novos ângulos e posições. Mas, naquele dia, pelo inusitado da situação, e percebendo que o Samar estava excitadíssimo ao ver a esposa posando nua, entendendo que ele tinha mesmo o fetiche de fazer com que ela fosse ousada, provocante e desejada, e vendo que ela também adorava se exibir, fui ficando bem excitado com aquilo.

Aos poucos, fui pedindo mais poses ousadas, e a Myra obedecia sem titubear. Ela parecia adorar que eu explorasse sua intimidade. Fiz muitas fotos no sofá da sala, inclusive, pedi que a Myra se sentasse no encosto do sofá, com os pés apoiados no assento, as pernas meio abertas, e me ajoelhei no chão, diante dela, entrei com a câmera por baixo, próximo da xoxota, e fiz fotos, lindas. Pedi que ela colocasse a mão de leve na beirada dos lábios vaginais. A xoxota da Myra é daquelas volumosas, com lábios grossos, e quando eles se abriram um pouquinho, dava para ver a pontinha do grelinho surgindo. Na mesma hora, me lembrei de outras fotos que outro amigo, o Edu, fez de sua esposa, a Silvana, numa piscina de um hotel. Ele me mostrou no celular, com exposição temporária da imagem, a Silvana exibindo a xoxota molhada, escorrendo água ao sair da piscina, com o clitóris saliente entre os lábios vaginais. Aquelas lembranças recentes, me inspiraram e eu pedia que a Myra fizesse aquelas poses. Ela foi ficando excitada com aquele exibicionismo erótico para a câmera, e para mim.

Reparei que o marido, acariciava o pau duro sob o calção. Estava tarado ao ver a esposa se expondo. Ele sabia que ela estava gostando e se excitava. Eu aproveitei e não disfarcei mais minha ereção que havia ficado bem forte sob a bermuda. Mas prossegui com as fotos.

Esgotadas as poses do sofá, convidei a Myra para ir ao quarto, e ela foi na frente. Primeiro, pedi que ela ficasse na janela, aproveitando que as luminárias altas e de luz forte da avenida beira mar, projetavam uma claridade que dava para recortar sua silhueta contra o retângulo luminoso da janela. Pedi ao Samar que usasse o abajur para jogar uma luz de baixo, realçando as coxas e a beleza dos seios da esposa. Depois, fiz com que ela se virasse e explorei suas formas perfeitas e a bunda saliente que com a luz projetada ficava mais evidente. Pedi que ela se debruçasse na janela, e empinasse a bunda, com as pernas ligeiramente abertas. Deitado sobre a cama, fiz a foto e deu para ver o brilho da xoxota já melada de excitação. Meu pau latejava.

Quando a Myra se virou de frente, notei que sua respiração estava ofegante e não perdi a chance de fazer um close de seu rosto, os cabelos soltos e as narinas dilatadas, a boca carnuda e os olhos com um brilho de desejo. Era impossível não olhar para aquela imagem e não sentir a libido latente no auge.

Passamos então a fazer fotos com ela na cama, deitada de lado, de bruços, as pernas erguidas e dobradas, de quatro como uma gata, recostada no espaldar, abraçada a uma almofada, deitada de costas e com as penas apoiadas na cabeceira da cama, de pé sobre o colchão e girando o corpo em movimento. Eram poses que o P.G. Wolff já havia testado e me ajudavam muito. Eu clicava sem parar e as fotos iam se acumulando na pastilha de memória.

Finalmente, fomos para a última parte, com as fotos no chuveiro. Perguntei se teria problema de a Myra molhar o cabelo, e ela disse que não. Poderia secar depois.

Pedi ao Samar que pegasse um pouco de azeite e me trouxesse no banheiro. Pedi licença e comecei a espalhar azeite no corpo da Myra, especialmente nos ombros, nos seios, nos braços e no ventre. Conforme fui espalhando o azeite, com toques suaves, ela suspirava excitada. E eu me arrepiava. Quando terminei, solicitei que ela entrasse no box do chuveiro, e abrimos a ducha. A água escorria e fazia certos desenhos na pele, em contato com o azeite, e com o brilho projetado pelos abajures, eu fiz algumas belas fotos muito interessantes com a água descendo pelo corpo, seios, ventre e virilha. Quando eu tinha feito fotos dela de frente e de bunda, percebendo o estado de excitação dela, tive uma ideia e disse:

— Myra, se você estiver excitada, com tesão, pode se tocar, pode se masturbar, que vou fazer a última sequência de fotos. Quero pegar você bem excitada.

Ela me olhou, sorriu, e disse em voz baixa:

— Estou bem excitada desde o começo. Vou gozar rápido.

Eu olhei em seus olhos e comandei:

— Vai, tesuda! Se solta. Seu marido e eu estamos loucos de tesão de ver você assim!

Parece que foi uma frase mágica. A Myra se recostou na parece do box do chuveiro, com as pernas separadas, e passou a se masturbar com dois dedos, e com a outra mão acariciava e apertava um dos mamilos. Sua expressão, com a boca entreaberta e os olhos meio perdidos, era espetacular. Ela gemia muito excitada. Olhei de lado e vi que o Samar havia despido o calção e se masturbava, vendo a esposa de masturbar para a minha câmera. Meu pau também latejava. Eu o sentia babando o pré-gozo, mas não parei de fotografar.

Fui clicando, mudando apenas o ângulo das tomadas, e conforme ela ia ficando mais próxima do êxtase, com a cabeça esticada para cima, a boca aberta, e uma expressão de delírio, desconfiei que ela ia jorrar, e preparei a câmera. Não demorou nem dez segundos, e ela exclamou:

— Ahhhh, que loucuraaaa! Euuuu ...gooozooooo… muiiitoooo!

Senti que ela estremecia e o squirt veio forte, em jatos, enquanto ela uivava e se masturbava sem parar. Fiz muitas fotos com disparo seguido.

De súbito, percebi que ela ia desabar e cair, de tão mole que ficou e corri para ampará-la. Abracei-a com firmeza e ela realmente amoleceu. Eu usava apenas uma mão pois a outra, minha mão direita, mantinha a câmera erguida e longe da água. Com esforço sustentei a Myra que em busca de apoio me abraçou no pescoço. Fui retirando-a do box do chuveiro e pedi ao Samar que me ajudasse. Ele a amparou do outro lado, e juntos a levamos para o quarto, deitando-a na cama. Myra ficou deitada, inerte por quase um minuto. Eu e o marido de pé ao lado da cama observávamos. Percebi que o Samar ofegava muito e perguntei:

— Você também gozou?

Ele fez que sim com a cabeça. Demorou para conseguir balbuciar:

— Nossa! Foi demais!

Eu o tranquilizei e disse:

— Acho que as fotos ficaram maravilhosas. Vai gostar.

Nisso, ouvimos a Myra falando:

— Vão me deixar aqui, com vontade?

Ela havia se recuperado e nos observava. Eu perguntei:

— O que é que você pretende?

Ela sorriu e disse:

— Que os dois agora me ajudem a terminar o que começamos.

Eu olhei para o Samar e perguntei:

— Você quer? Gosta de ver a Myra com outro?

Ele fez que sim. E a Myra pediu:

— Vem, quero os dois. Meu corno adora me ajudar num ménage!

Depositei a câmera sobre uma mesinha de cabeceira, despi a bermuda e fui me deitar ao lado da Myra. O marido se deitou do outro lado. E foi assim, de forma inesperada e surpreendente que o universo me presenteou com uma das noites mais deliciosas que eu tenho memória nos últimos tempos.

Um dia, com calma, perguntarei a eles se posso contar mais detalhes daquela madrugada. As fotos, eles levaram na câmera, pois viajaram no dia seguinte. Mas prometeram que vão me enviar um link para que eu baixe as cópias.

No dia seguinte, conversando com a minha esposa, em vídeo chamada, contei por alto o que havia acontecido. Ela disse:

— Estou vendo que não posso mais deixar você sozinho. O universo que o ajuda, está me castigando. Você aproveita sempre que eu estou fora.

Eu não tinha o que responder. Ela tinha razão.

[Nota do Autor] – Eu tentei terminar este conto à tempo para incluir no desafio-13-relacoes-internacionais, mas não consegui. Estava ainda me recuperando da noite exaustiva que tive na companhia do casal. Só pude publicar hoje.

Meu e-mail: leonmedrado@gmail.com

A CÓPIA E A REPRODUÇÃO DESTE CONTO EM OUTROS SITES OU BLOGS ESTÁ PROIBIDA. É EXCLUSIVIDADE DO SITE CASA DOS CONTOS ERÓTICOS

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 21 estrelas.
Incentive Leon-Medrado a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.
Foto de perfil de Leon-MedradoLeon-MedradoContos: 320Seguidores: 815Seguindo: 189Mensagem Um escritor que escreve contos por prazer, para o prazer, e com prazer.

Comentários

Foto de perfil de P.G.Wolff

Conto sensacional!! Muito obrigado por lembrar das minhas fotos...minha modelo adora usar óleo de amêndoas. Mais recentemente, dei a ela óleo de orquídea negra com quinoa. A pele fica macia e mantém a elasticidade, além de dar um brilho especial. O ménage deve ter sido sensacional! parabéns!

3 0
Foto de perfil de Leon-Medrado

P.G. Wolff, você sabe como admiro suas fotos. São inesquecíveis, especialmente pela modelo. As poses foram quase todas inspiradas nela. Eu uso glicerina para impermeabilizar a pele em fotos molhadas. O ménage, pode acreditar, só de estar ali já era para agradecer aos deuses Baco e Ísis. Obrigado.

0 0
Foto de perfil de Beto Liberal

Esse sabe aproveitar as oportunidades que surgem a sua frente.

Amei a ideia do azeite no corpo e água escorrendo.

Queria ver o resultado

2 0
Foto de perfil de Leon-Medrado

O certo é passar glicerina, que faz as gotas se destacarem sobre a pele. Mas o aceite também serve pois a água não se mistura e deixa a pele ligeiramente impermeável. se eles me liberarem as fotos, talvez eu possa mostrar. A sorte é que até a câmera eles tinham. Deu tudo certo.

1 0
Foto de perfil genérica

Quando esse desafio saiu, pensava que a comunicação seria um tema central, tanto que fiz isso no meu texto.

Agora vejo essa questão da comunicação trabalhada de forma totalmente diferente, num jogo implícito de sedução entre fotógrafo, modelo e "platéia".

Ficou muito bom.

2 0
Foto de perfil de Leon-Medrado

Turi, que bom que gostou. Pois é, eles estrangeiros, falando a mesma língua, mas com esse desejo que tornou possível o que ocorreu. Na verdade, eles perceberam a oportunidade de viver uma fantasia que tinham, num lugar diferente, onde não eram conhecidos, eu não representando ameaça, apenas estava no momento certo, na situação favorável, que lhes permitiu perceber a oportunidade. Mas eu me esforcei e fiz por merecer. Hehehe - Obrigado.

2 0
Foto de perfil de Leon-Medrado

Eu acho que cultura, modos de ser, língua, comunicação, tudo contribui. Seu conto é maravilhoso também.

2 0
Foto de perfil genérica

Tai um cara de sorte!! Essa Myra é uma delícia!

Belo conto!

1 0
Foto de perfil de Leon-Medrado

Eu já lhe disse! Quando você vibra em sintonia harmonia com o universo, tudo faz com que seja sempre presenteado. Realmente, sou muito grato à minha sorte. E a Myra foi um presente maravilhoso.

0 0
Foto de perfil genérica

Adoraria ver as fotos dessa delícia de mulher indiana, wellyngtonvendas42@gmail.com

1 0
Foto de perfil de Majases ♠️♥️♠️

Excitante ao extremo me permitir gerar um squirt sem me tocar... Desejamos um ensaio também viuuuu

1 0
Foto de perfil de Leon-Medrado

Ela se tocou, mas estava por tanto tempo excitada, que quando gozou o squirt veio junto. Eu sei reconhecer os sinais, os tremores e a respiração entrecortada. Foi lindo. Obrigado.

0 0
Foto de perfil de Majases ♠️♥️♠️

Aconteceu comigo nesta leitura arrepiadinha e trêmula...

1 0
Foto de perfil de Leon-Medrado

Agora você me deixou cheio de fantasias, imaginando como foi. 😘👍

1 0
Foto de perfil de Leon-Medrado

[Nota do Autor] – Eu tentei terminar este conto à tempo para incluir no desafio-13-relacoes-internacionais, mas não consegui. Estava ainda me recuperando da noite exaustiva que tive na companhia do casal. Só pude publicar hoje.

0 0