13 – O maior e melhor erro da minha vida. Apresentei a submissa para a Natália

Um conto erótico de Nassau
Categoria: Heterossexual
Contém 5327 palavras
Data: 01/04/2025 23:33:26

CAPÍTULO 13

Se eu fosse relatar aqui tudo o que vi a Natália fazer com o marido de Sheila, teria que inventar muitas coisas, Isso porque durante a maior parte do tempo eu estava sendo atacado por ela que não deu tréguas, pois assim que se sentou no meu colo a mulher agarrou os meus cabelos e, puxando-os com força, me sufocou com um beijo tesudo e molhado enquanto rebolava sobre o meu pau que ficou duro assim que sentiu o contato da pele nua da bunda dela sobre minhas pernas.

O que quero dizer é que não sei se foi a Natália que barbarizou com o cara ou se ela se colocou na posição de submissa e deixou que ele fizesse o que queria com ela. A única coisa que sei com certeza é que ambos gozaram muito por causa dos gritos que a putinha dava e os gemidos altos dele.

Eu já tinha fodido a buceta de Sheila que se encaixou sobre mim e começou a me cavalgar enquanto esfregava seus apetitosos seios em meu rosto e ela, logo depois que eu gozei, se levantou, virou-se de costa e voltou a se sentar no meu colo. Só que dessa vez ela dirigiu meu pau para o seu cuzinho e começou a mexer o quadril em um movimento circular fazendo com que meu pau entrasse e saísse de seu rabinho enquanto ela gritava de prazer, mas justo no momento em que eu ia gozar, ela foi praticamente arrancada de cima de mim e ouvi o marido esbravejando:

– Sua puta safada. Eu vou te expulsar da minha casa e você vai ter que rodar bolsinha na Avenida Indianópolis para sobreviver.

Fiquei esperando por uma reação severa de Sheila, mas se limitou a dizer em voz chorosa:

– Perdoa meu amor. Eu não resisti. Juro que nunca mais faço isso.

Aquilo me pareceu tão falso e fiquei com a certeza de que tudo não passava de uma encenação e eu não tinha sido o primeiro a ser usado naquele joguinho idiota deles e, depois que eles se despediram e foram embora, a Natália confirmou minhas suspeitas.

Na hora que me despedi de Natália e já ia saindo da loja, ela me surpreendeu dizendo:

– Quando você for cumprir sua promessa, me avise antes para que eu não marque nenhum compromisso.

– Compromisso? Que compromisso?

– Não se faça de bobo Nassau. O combinado é que você ia assistir a uma seção minha com algum cliente e depois me apresentar a sua namorada.

Era verdade, mas eu não estava certo se isso ia ser bom. Aliás, eu estava com medo de que fosse uma total decepção, pois conhecendo a Eudora como eu conhecia, tinha quase certeza de que ela ia recusar qualquer contato com a Natália. Então tentei renegociar o preço a pagar pelo prazer que tive naquela noite e falei:

– Não sei não Natália. Acho que não vai dar certo. Ela não vai querer.

– Problema seu. Se vire.

– Não é tão fácil assim.

– Foda-se você. Nós combinamos e eu cumpri a minha parte. Aliás, fui muito além, pois o trato é que você apenas olhasse e no final você participou de tudo.

Natália tinha razão. Eu tinha recebido muito mais do que ela tinha prometido e pensei nas vantagens que teria no futuro em manter um relacionamento com ela. Eu acreditava piamente que, se a gente continuasse se falando, haveria mais convites para novas seções como aquela. Penando nisso, tentei achar outra saída e propus:

– E se a gente pensasse em outra coisa? Algo que só dependesse de mim.

A loira fez uma cara de quem estava pensando na minha proposta e depois se abaixou atrás do balcão e, quando levantou o corpo, deixou a mão direita oculta e não podia saber se ela segurava alguma coisa ou não. Só tive certeza quando ela falou:

– Tudo bem. Algo que só depende de você, não é? Eu topo, mas vou te avisando. Você vai ter que se submeter a tudo o que eu quiser e estou pensando em começar por isso aqui.

Ao dizer isso, ela levantou a mão direita e com ela segurava um vibrador que, sem medo de errar, calculo que tinha uns trinta centímetros e era muito mais grosso do que o meu pulso. Olhei para Natália e vi na sua expressão que ela não estava brincando e que a contraproposta dela era aquela. Engoli em seco e falei para ela:

– Tão bom então. Vou ver o que posso fazer.

Falei já saindo pela porta que eu segurava aberta enquanto ela ria e depois ainda consegui ouvir sua voz que dizia:

– Faça mais que isso. Você sabe que eu não estou brincando.

Fui para o meu carro com um sentimento de pena, pois aquilo me dera a certeza de que tinha sido a última vez que eu via a Natália. Eu é que não ia me entregar aos caprichos dela, principalmente considerando o tamanho e a grossura daquele pau artificial.

O que eu não contava é que Natália queria muito conhecer a Eudora. Pelo menos foi essa a impressão que fiquei diante da insistência dela.

Tive uma semana tranquila, porém, quando ela percebeu que eu não entraria mais em contato com ela, começou a me ligar. No começo foi uma vez por dia e eu dava desculpas, mas logo ela passou a me ligar três ou mais vezes por dia e aquelas ligações já estavam chamando a atenção dos demais funcionários da Agência. Preocupado, tentei ganhar tempo e fui beneficiado com algo que, embora fosse algo desagradável, pelo menos servia como desculpa. Eudora foi demitida.

O motivo de sua demissão é que foi algo bizarro. O gerente que substituiu àquele que estava envolvido com a Mary, já tinha dado em cima de Eudora e aproveitou o fato de eu não estar mais na agência para intensificar seus ataques. Depois de alguns convites para sair, todos recusados por ela, ele ordenou para que ela ficasse depois do expediente alegando que precisava da ajuda dela e, quando se viu sozinho, praticamente tentou agarrá-la.

Eudora se defendeu com unhas e dentes. Isso n sentido literal, pois ela o estrago que ela fez no rosto dele, assim como a marca dos dentes dela em suas mãos permaneceram por vários dias. Mas o pior foi que ela, quando percebeu que o risco de ser violentada era grande, se armou com uma cadeira e jogou sobre ele que se esquivou. Para o azar de ambos, a cadeira atingiu o vidro do guichê de um dos caixas que se espatifou,

Uma cadeira e os vidros quebrados até que poderiam ser justificados. Porém, isso mais os ferimentos que ele apresentava no rosto e nas mãos exigiu uma providência e o homem disse que ela o atacou depois de ele ter feito um comentário desagradável sobre mim. Ela abriu o jogo, porém, estamos falando da década de setenta e a palavra dele prevaleceu e ela foi demitida por justa causa. Eu fiquei puto da vida com essa injustiça e a levei até a diretoria fazendo com que ela desse a sua versão para o assistente do diretor.

Não sei direito o que aconteceu depois disso. O que sei é que a demissão de Eudora foi alterada de justa causa para sem justa causa e, além dos valores relativos à sua rescisão, ofereceram a ela duas vezes o valor a título de indenização, o que não passava de um cala boca, pois se a justiça não podia fazer nada contra isso, uma menção do assunto na imprensa não seria benéfica para a empresa.

Eudora veio se aconselhar comigo e eu achei melhor ela aceitar. Expliquei para ela que ainda havia o risco do assunto ir parar nas mãos de um repórter de caráter duvidoso que exigiria dinheiro do banco para não publicar e ela não receberia nada.

Enquanto a ajudava a resolver essa situação, tive argumentos para acalmar Natália, mas a loira não desistiu e logo voltou a me cobrar a promessa. Conversei com a Eudora a esse respeito, o que só serviu para que ela ficasse aborrecida comigo.

O aborrecimento de Eudora não representava muito no que se refere ao nosso relacionamento. Ela, desempregada e com a grana que recebeu, passou a morar no meu apartamento e raramente ia visitar seus pais. O normal era eu chegar do trabalho à noite e ela estar me esperando despida a caráter, ou seja, nua e com a coleira no pescoço. Isso quando me esperava com a janta pronta, pois quando eu avisava que chegaria mais tarde e comeria um lanche na rua, ao chegar em casa ela estava deitada ao lado da minha cama, com a coleira e a guia presa na coleira e a outra ponta amarrada na cama. Lógico que, ao ver aquela cena, ficava excitado e dava a ela o que estava querendo, fodendo sua buceta e seu cuzinho quase que diariamente.

Mas isso não funcionava nos dias em que eu tocava no assunto Natália, pois quando isso acontecia, apesar de me esperar do mesmo jeito que os outros dias, sentia que a disposição dela não era a mesma.

Chegou o dia em que a Natália radicalizou. Depois de ouvir a metade das desculpas cada vez mais fajutas que eu dava, ela interrompeu e ameaçou:

– Você que sabe, seu mentiroso. Ou você cumpre o que prometeu ou eu vou comparecer no seu emprego vestida a caráter. Imagine o escândalo que eu vou fazer aí.

– Por favor, Natália. Me dê mais tempo.

– Eu te dou três dias. Hoje é quarta-feira e, se até depois de amanhã você não me ligar marcando alguma coisa para o sábado, na segunda-feira você vai me ver. Você que sabe.

Dizendo de falar isso ela desligou o telefone me deixando ali parado com cara de paisagem, pois os gritos dela no telefone foram ouvidos por um funcionário que estava próximo e que naquele instante olhava para mim com uma expressão de quem estava doido para fazer uma pergunta. Olhei para ele e disse:

– Se você disser uma palavra sobre isso, eu juro que te coloco no olho da rua.

Se eu ia conseguir ou não demiti-lo eu não sei. Só sei que serviu para que ele se sentisse intimidado e ficasse de boca fechada.

Fui para casa preocupado. Eu tinha que abrir o jogo para a Eudora e fazer com que ela entender que a situação chegara a um ponto que não dava mais para contornar. A única solução seria fazer com que ela aceitasse um encontro com a Natália.

Minha determinação foi desmontada assim que entrei no apartamento. Mal fechei a porta e vi a Eudora vindo em minha direção. Como sempre, ela estava nua e usava a coleira, mas a novidade é que ela estava de quatro e com meus chinelos presos em sua boca, como uma verdadeira cadelinha que ela era. Minhas preocupações se evaporaram e me sentei no sofá.

A cachorrinha veio até onde eu estava e começou a tirar a minha roupa. Eu trazia o paletó do meu terno na mão e o atirei sobre o encosto da cadeira, então ela tirou a gravata e começou a desabotoar a camisa lentamente e, depois de aberta, lambeu meu peito e os dois mamilos, enquanto eu me livrava da camisa. A seguir, ela abriu o cinto, soltou o botão da calça e abaixou o zíper começando puxá-la até tirá-la de mim e depois fez o mesmo com a cueca. Quando acabou, arrancou minhas meias e começou a se dedicou aos meus pés, ora lambendo, ora dando beijinhos, até que passou a chupar os dedos dos meus pés e depois foi subindo com sua língua macia por toda a extensão de minhas pernas até chegar ao meu pau que ela segurou com as duas mãos e olhou para mim, perguntando com aquela voz rouca e baixa que sempre aparecia quando ela estava com tesão:

– Eu posso?

– Você deve – Respondi entre dois gemidos.

Senti os lábios macios de Eudora deslizando ao longo do meu pau enquanto o calor de sua boquinha invadia todo meu ser. Ela chupou como tinha aprendido a fazer, alterando o ritmo dos movimentos que fazia com sua cabeça ou então retirando meu pau da boca e deslizando a língua sobre ele até chegar ao meu saco que era lambido. Tudo isso sem nunca desfazer o contato visual comigo.

Quando estava prestes a gozar, ela começou a se levantar e foi montando sobre minhas pernas, colocando os dois joelhos sobre o sofá, cada um deles de um lado de meu corpo e já ia segurando meu pau para colocá-lo na entrada de sua buceta quando eu falei:

– Quem foi que te deu ordem para você fazer isso?

– Você não quer? Prefere gozar na minha boca? – Perguntou ela com sua voz de submissa.

– Nem uma das duas. Fica de quatro no sofá.

Sem responder, ela me obedeceu adotando essa posição enquanto eu me levantava. Com brusquidão, movimentei o corpo dela para que ficasse com a bunda virada para mim e a cabeça apoiada no encosto do sofá e, sem nenhuma preparação, enfiei o pau de uma vez no seu cuzinho e ela gritou de dor. Excitado, perguntei:

– O que foi? Você quer que eu pare?

– Nãããooo.

– Então peça. Peça não, implore para eu foder o seu cu.

– Fode meu cu. Come minha bunda, meu dono.

Como ela já tinha me deixado a ponto de gozar chupando o meu pau, segurei seu quadril e a puxei ao encontro do meu corpo fazendo com que meu pau fosse totalmente engolido por seu cu e depois soltei uma das mãos e desferi um tapa em sua bunda carnuda. Eudora gritou e senti a pressão que ela fez em meu pau com o seu cuzinho e não resisti, gozei no fundo do seu cu deixando lá todo o meu esperma.

Depois daquela foda ela se moveu para ficar deitada de bruços no sofá e eu fiquei deitado sobre o corpo dela. O suor de nossos corpos quentes se misturava e meu pau a meio caminho de uma ereção espremido entre as pernas dela, até que nossa respiração retomasse o ritmo normal, Então ela falou sem olhar para mim:

– Você quer jantar agora?

– Primeiro vamos tomar um banho. – Falei me levantando e, quando ela se levantou, soltei a fivela que prendia a coleira em seu pescoço e ela ficou me olhando sem entender o que eu estava fazendo.

Tomamos um banho a dois como nunca ainda tínhamos feito. Primeiro ela me deu um banho completo e só depois que tirou todo o sabão do meu corpo que se ajoelhou diante de mim e segurou meu pau que, naquela altura, já estava duro novamente. Mas eu a surpreendi novamente e segurei com delicadeza seu rosto e forcei para que ela se levantasse enquanto dizia:

– Agora é a minha vez de dar banho em você.

Com os olhos arregalados pela surpresa, ela obedeceu sem dizer nada e fiz o mesmo que ela, lhe dando um banho comportado e, apenas quando enxaguei sua bucetinha, fiz questão de enfiar o dedo dentro dela e depois de seu cuzinho fazendo com que ela se apoiasse em mim, indicando que suas pernas fraquejaram e que já estava quase gozando.

Enxugamos um ao outro, dessa vez abusando dos contatos que sabíamos provocar tesão e depois fomos para a sala onde me sentei à mesa e fiquei aguardando por ela que, ainda mais surpresa, foi até o sofá onde eu tinha deixado sua coleira e a trouxe para mim, me entregando e falando:

– Põe em mim, por favor.

– Hoje não precisa Eudora. Pode ficar sem. – Respondi.

– Mas eu quero, Já estou acostumada.

Sem nenhum comentário, fiz o que ela queria e coloquei a coleira. Mas enquanto ela ia até a minúscula cozinha para trazer a comida, eu pensei a respeito disso e me ocorreu que, com relação ao desejo de Natália, eu estava agindo errado, pois tinha conversado com ela procurando por sua aprovação, quando na verdade, o que eu tinha que fazer era dar uma ordem e, se necessário, uns tapas bem dados em sua cara de vadia.

Mas preferi deixar para depois e tivemos uma noite maravilhosa, principalmente porque eu já sabia quando agir com violência e quais os momentos em que devia ser carinhoso.

Na quinta-feira eu liguei para a Natália e disse que no sábado a gente poderia se encontrar, perguntando qual o horário que deveria levar a Eudora no sex shop e, para minha surpresa, ela respondeu que não queria que fosse lá, sugerindo que a gente se encontrasse em algum restaurante para jantar. Surpreso, concordei e marcamos de nos encontrar às vinte horas em um restaurante italiano localizado no bairro de Moema.

Na quinta-feira à noite não comentei nada com a Eudora e tivemos outra noite em que mesclamos momentos de puro tesão e fodas com violência moderada e outras em que fizemos amor. Na sexta à noite, me limitei a dizer a ela que ficasse em casa durante o final de semana, pois queria levá-la para sair no sábado. Ela concordou sem demonstrar nenhum entusiasmo.

Durante todo o dia de sábado tive que me controlar para não foder a Eudora que parecia estar muito a fim de levar uma surra. Melhor dizendo, acho que ela queria duas surras, uma de pica e outra uma surra mesmo, pois ficava me provocando e sempre que fazia algo que normalmente eu a castigava e vendo que eu não reagia, perguntava:

– Você não vai me castigar por causa disso?

Eu dizia apenas que o castigo dela viria mais tarde e a decepção dela era visível. Quando o relógio marcava dezoito horas, eu disse a ela para ir se aprontar para sairmos. Ela foi tomar um banho e fiquei assistindo TV e, quando ela saiu, disse para ela caprichar no visual e que eu ia tomar banho. Saí do banheiro vinte minutos depois, pois gastei parte desse tempo fazendo a barba e quase caí de costa quando olhei para Eudora.

Vestida com um dos bodies que eu comprei para ela e que nunca tinha usado, justamente aquele que tinha uma abertura na região de sua buceta, verifiquei mais um detalhe que tinha me escapado. Os bicos dos seus seios também estavam livres, pois ali também havia as aberturas para que os deixassem descobertos. Tive que usar todo o meu autocontrole para não pular sobre ela e devorar aqueles mamilos que ficaram durinhos no exato momento em que ela olhou para meu pau, pois eu estava completamente nu.

Eudora vestiu uma blusa de manga comprida de abotoar na frente, de um tom rosa bem claro e um pouco transparente, o que fazia com que, se alguém prestasse atenção, veria seus mamilos expostos. Além disso, vestiu uma saia rodada que ia até a altura de seus joelhos preta e nos pés uma sandália de saltos altos da mesma cor. Com uma maquiagem discreta e os cabelos escovados, o que fazia com que ficassem menos armados e caindo sobre seus ombros, ela estava linda. Eu usava uma calça social e sapatos pretos e uma camisa de linha vermelha com uma faixa branca e azul turquesa no peito e gola polo. (Quem viveu na década de setenta sabe do que estou falando).

Antes de sair da casa, informei a ela que estávamos indo ao encontro de Natália. Ela fungou, mas não se atreveu a reclamar. Mesmo assim, achei melhor me impor e falei:

– O que foi? Você quer que eu coloque a coleira em você e te arraste até lá? Ou você está achando que já pode mandar?

Senti o corpo dela estremecer levemente e a sua voz rouca e mais tremida que o normal falou:

– Eu quero sim. Põe a coleira em mim, por favor.

Fui pegar a coleira mais apropriada. Aquela que não tinha como fixar a guia, mas ela falou:

– Essa não. Pega a outra.

– Só falta você pedir para eu colocar a guia também.

– Não precisa colocar agora, mas leva ela na sua carteira.

Na década de setenta estava na moda os homens usarem Bolsa Clutch e eu tinha a minha. Com o pau estourando de duro, obedeci e fiz o que ela me pediu.

Com essa improvisação de última hora, chegamos vinte minutos atrasados ao encontro e Natália não estava lá, porém, antes mesmo que perguntássemos para um garçom se a tinha visto, uma mão tocou meu ombro e, quando virei, lá estava ela, linda como sempre, usando um vestido bege claro que na época era conhecido como ‘tubinho’, com o comprimento quase um palmo acima dos joelhos e visivelmente sem sutiã. Olhei para baixo e vi que usava uma meia de seda branca e um sapato da marca czarina com um salto de quinze centímetros e a extremidade tão fina que até hoje admiro pelo fato das mulheres não caírem de cima dele. Esses saltos eram tão finos e protegidos por uma placa de ferro e poderia tranquilamente serem usados como arma no caso dela precisar.

Apresentei Eudora para ela que a cumprimentou sem grande entusiasmo, o que não aconteceu da parte dela que a abraçou e lhe deu três beijos no rosto e depois falou:

– Nossa Nassau! Ela é muito mais bonita do que você me falou.

– Obrigado! – Falou Eudora com uma voz baixa e um sorriso tímido no rosto, o que a deixou ainda mais bonita.

Depois disso, Natália me deu um selinho, aproveitando a altura dos seus saltos que tornava desnecessário que ela ficasse nas pontas dos pés. Olhei para Eudora que me olhava com uma expressão diferente que para mim não era de raiva ou ciúmes. Não entendi aquele olhar, mas também preferi não perguntar.

Fomos encaminhados para mesa e há primeira meia hora foi meio constrangedora, com Natália tentando ganhar a confiança, ou pelo menos a simpatia, de Eudora e essa fechada em seu casulo como sempre. Fizemos os pedidos optando por uma tábua de frios e um vinho e eu já estava desanimado e pensando que aquilo não ia dar em nada quando Natália disse que ia até o toalete e convidou Eudora para ir com ela.

Não sei o que aconteceu lá dentro, quer dizer, soube, mas algum tempo depois. Mas na hora senti que tinha sido algo muito interessante, pois Eudora voltou com o rosto vermelho e notei que a sua saia tinha diminuído o comprimento, pois Natália a ajudara a enrolar o cós da saia para obter esse efeito. Mas o que mais chamava a atenção era que os dois primeiros botões da blusa dela estavam soltos e que, dependendo do movimento que ela fazia, era possível ver seus seios. Mas nem era preciso desses movimentos, pois eles estavam tão durinhos que marcaram o tecido da blusa.

Resumindo. Eudora estava com tesão. Muito tesão. Eu conhecia muito bem aquela sua expressão, com as pálpebras dos olhos um pouco abaixadas, a face de um tom rosa e as narinas dilatadas e seu peito arfando como se ela estivesse com dificuldade de respirar. Só que havia algo a mais e olhei com mais atenção, percebendo que seus lábios inferiores pareciam mais inchados e eu já tinha notado que isso acontecia sempre que eu a beijava com paixão.

“Porra! Não acredito! Essas duas estavam se pegando no banheiro” – Pensei antes de olhar para Natália que me encarava com uma expressão que era pura malícia.

Eu já tinha certeza disso e não precisava de nenhuma prova. Mas a Natália era terrível quando se tratava de provocar alguém e quando olhei para ela que estava à minha direita, senti sua mão deslizando por minha perna por baixo da mesa, Fiquei estarrecido pensando no que aquela doida estava pretendendo e quase entrei em parafuso quando vi que a mão dela se aproximava do meu pau.

Ela não chegou até onde pensei que era o seu objetivo. Antes disso, ela parou e pressionou o punho fechado sobre minha coxa enquanto me olhava nos olhos. Levei minha mão até a dela no intuito de impedir que ela fosse adiante e, quando ela sentiu o contato, virou a mão para cima e a abriu, senti o contato com um tecido macio, Segurei já sabendo que se tratava de uma calcinha acreditando que só podia ser a dela, pois a Eudora usava um body que, por mais leve que fosse, teria um volume maior. Sem olhar, coloquei aquela peça de roupa no meu bolso no exato momento em que o garçom se aproximava trazendo a sobremesa.

O garçom era um rapaz jovem e quando olhei para ele vi que estava paralisado olhando para Eudora. Segui a direção de seu olhar e vi que sua blusa, com os dois botões superiores abertos, dava a ele a visão perfeita do bico de seu seio esquerdo e também notei que ela sabia que ele estava olhando, pois estava de cabeça baixa e o tom rosa que antes enfeitava seu rosto tinha se transformado em vermelho. Estendi a minha mão para segurar a dela que, ao sentir o contato, segurou fortemente minha mão e senti que ela tremia. Aquela putinha estava a ponto de ter um orgasmo só porque estava exibindo seu corpo e sabia que tinha alguém observando.

Sentindo o clima que pairava sobre aquela mesa, pedi para o garçom que trouxesse a conta, tremendo que se nossa permanência ali se estendesse por muito tempo um de nós três ia fazer uma merda. Havia o risco de a Eudora começar a gemer alto a qualquer momento, eu com meu pau estourando e sabendo que teria dificuldade para disfarçar quando me levantasse para ir embora. Quanto à Natália não posso dizer nada. Ela apenas me encarava com aquele seu jeito de provocar.

A conta chegou, paguei em dinheiro vivo dizendo para o garçom que não precisava de troco e a hora crítica chegou. Agora era o momento de eu atravessar todo o restaurante, passando por várias mesas, com o pau duro esticando o tecido macio de minha calça social. Mas a Natália, como sempre, demonstrou que estava preparada para tudo. Ela pegou na mão de Eudora e a puxou para seu lado colocando a mão em sua cintura e depois, olhando para mim que estava atrás dela, falou:

– Vem andando atrás da gente para ninguém notar o seu pau duro. Quem olhar para a gente vai ficar focado em mim e na Eudora e ninguém vai olhar para você.

Realmente foi o que aconteceu. Naqueles tempos, duas mulheres abraçadas chamavam muito mais a atenção do que hoje e parecia até que eu era invisível.

Mal saímos do restaurante e a Natália, rindo da minha situação, desfez o abraço com Eudora e veio para o meu lado, pegou a minha mão e a jogou sobre seu ombro enquanto enlaçava a minha cintura, pedindo para que a Eudora fizesse a mesma coisa do outro lado. Quando parou de rir, disse com voz provocante:

– Você já olhou o presente que eu te dei?

– Não preciso olhar. Já sei que é a sua calcinha. – Respondi com convicção.

– Você tem certeza disso?

– Eu tenho. Só você que está usando calcinha. A Eudora está usando outra coisa.

– E se você estiver errado? E se eu já tivesse saído de casa sem a calcinha? – Desafiou Natália.

Nessa hora me lembrei de que quando ela chegou eu dei aquele olhar de raios-X no seu corpo protegido pelo tecido fino e notei que ela não usava sutiã e depois olhei para a bunda para ver o tamanho da calcinha que ela usava e não vi marca nenhuma. Na hora, achei que era por estar usando uma muito pequena ou de algum tipo que não marcava a roupa. Era possível que ela estivesse falando a verdade e não estivesse usando calcinha quando chegou. Mas se fosse isso, que diabos era aquilo que ela me entregou.

Ela, notando que eu estava em dúvida, falou:

– Por que você não olha o que é? Assim você para de pensar que eu tirei a calcinha que eu nem usava só para você.

Enfiei a mão no bolso e tirei aquilo que ela me entregou antes e fiquei estarrecido quando descobri que era a parte de baixo do body de Eudora. As marcas de que a peça havia sido separada com algum objeto cortante estavam nítidas diante da irregularidade do tecido.

– Cheira para você sentir como está perfumada. – Ordenou Natália

Levei a peça no nariz e senti mais que o um cheiro que eu conhecia muito bem, mas o que mais me impressionou foi que a região próxima da abertura estava molhada, indicando que se a Eudora não tivesse gozado, tinha chegado bem perto disso, Perguntei mesmo já estando desconfiado da resposta que receberia:

– O que vocês duas andaram fazendo no banheiro?

Eudora baixou a cabeça com o rosto queimando, mas Natália resolveu responder com gesto e não com palavras, mas sim com gesto. Se aproximando de Eudora, segurou o queixo dela e forçou para que ela levantasse a cabeça e, sem dar chance de reação a ela ou a mim, beijou a boca dela. Não um beijo rápido, mas um beijo cheio de desejo, com sua língua invadindo a boca de Eudora. Ouvi o gemido de Eudora abafado pela boca de Natália e, para minha maior surpresa, percebi sua mão deslizando pelas consta da loira e forçando seus corpos que pareciam se unirem em um único. Também vi a mão de Natália se insinuando por baixo da saia de Eudora que estremeceu ligeiramente.

Então o beijo se desfez e Natália veio até mim e aproximou seu dedo melado de minha boca dizendo:

– Chupe. Sinta o gosto delicioso dessa bucetinha.

Chupei com força e depois falei:

– Gostoso mesmo! Como você sabe que é gostoso? Você já provou?

– Igual a você fez agora sim. Senti o gosto chupando meu dedo. Bem que eu tentei provar desse mal direto da fonte, mas ela não deixou. Insisti, mas ela disse que só você podia fazer isso.

Um silêncio pesado cobriu o ambiente. Eudora olhava para o chão como se estivesse procurando um buraco para entrar dentro e nunca mais sair, Eu sentindo aquele frio na barriga característico quando o tesão fica incontrolável e a Natália com os olhos fixos nos meus. Mas não demorou muito, pois logo Natália voltou a falar:

– Só que eu acho que não é bem assim. Ela quer muito, mas só vai rolar se você deixar. Ela é sua e nunca vai fazer nada que você não queira e eu suspeito que vai fazer tudo o que você quiser. Então a pergunta é: Você quer?

– Vamos logo embora daqui. Já estamos chamando a atenção.

Isso era verdade. Na frente do restaurante já se formava uma rodinha de vários homens e uma mulher olhando para o nosso lado. Natália abriu a porta do carona, inclinou o banco para frente e entrou, ocupando o banco traseiro. Depois colocou o rosto para fora e falou:

– Entra logo aqui Eudora. A gente precisa ir para um lugar onde possamos nos sentir à vontade.

Eudora obedeceu e eu, que estava próximo da porta, a fechei e dei a volta no carro, ocupando o assento do motorista. Dei partida e saí dali sobre os olhares curiosos da turma que estava, saindo ou chegando ao restaurante, e parou para assistir o show de Natália.

– Para onde vamos? – Perguntou Natália assim que coloquei o carro em movimento.

– Você que sabe. – Respondeu ela.

– Você quer ir para a empresa que você trabalha?

– Para a minha empresa, você quer dizer. – Disse Natália me deixando surpreso, mas antes que eu dissesse qualquer coisa, ela continuou: – Melhor não. Acho que essa gatinha aqui ainda não está pronta para isso.

Gostei da atitude de Natália. Apesar de ser uma safada, ela estava demonstrando algum respeito pelas limitações da Eudora e sugeri irmos para meu apartamento. Mas ela pensou um pouco e depois falou com voz decidida:

– Pensando bem, acho melhor irmos para o meu.

E sem esperar por resposta, informou o endereço de seu apartamento e segui na direção indicada por ela.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 8 estrelas.
Incentive Nassau a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários