Transição - Capítulo 2 - Ja existia uma menina dentro de mim.

Da série Transição
Um conto erótico de Cigana CD
Categoria: Crossdresser
Contém 1060 palavras
Data: 02/04/2025 09:43:21

Transição - Capítulo 2 - Ja existia uma menina dentro de mim.

Transição, Transex, Crossdresser, Aventuras e Bissexualidade

(Esta série é uma continuação de Aventura na Universidade e Sendo Livre, muitos fatos aqui relatados tem relação com elas, recomendo ler, mas pode ser lida separadamente.)

– Bom aí houve a confusão do casamento, foi o gatilho para me descobrir que não só eu não queria mais ser homem, como me encantei pelo mundo feminino, vivi alguns meses nessa dualidade, mas estava me angustiando, então não terá volta papai, vai ser difícil no meu ambiente, mas acho que 1 semestre é o suficiente para acostumarem, e teremos mais outros 2 anos em atividades práticas e teóricas depois mais 1 ano de estágio, é um por semestre, menos aulas e mais tempo fora da universidade, estagiando, então vai ser mais prático do que imaginamos.

Parei por um instante, tomei um gole de agua e continuei, todos na sala apenas ouviam, minha médica de forma discreta anotava algumas coisas.

- A turma via Vicente no início como um gayzinho, depois de alguns acontecimentos passei a ser visto com respeito, agora é ver o que muda, mas se piorar, pedimos transferência para outra universidade, tem aqui perto em Ponta Grossa então, alternativas não faltam, ou mudo de curso, que acho uma última e mais radical hipótese. Engraçado que será mais uma menina na turma, vai saber a reação né família.

Vanessa concordou. Papai fez um ar de que entendeu e mamãe quieta analisando.

– E para finalizar, eu serei uma Mulher Trans, não operada, essa etapa vou decidir depois de me formar e já tiver um emprego e puder me sustentar, pois sei que é caro e talvez nem chegue neste estágio. A Vanessa será nestes próximos 20 meses minha guarda costas e amiga para todos os problemas que vierem a surgir e estamos, eu e ela, felizes com isso. Entendam que o tempo que namorei Vanessa, foi amor de verdade, mas mesmo amando ela eu ficava em alguns momentos com estas questões de que eu queria ser mulher, por isso titia, peço desculpas se lhe dei alguma esperança, mas agradeço do meu coração ter entendido esse nosso amor.

A mamãe emocionada, falou.

– Tá, então amanhã saímos daqui umas 15 horas, passamos na Vanessa e vamos pra clínica, temos só mais 3 dias desse recesso, temos que providenciar alguns enxovais, descartar as coisas aqui no brechó ou doar e esperamos terminar este semestre e entrar com as papeladas na universidade, é isso?

– Inicialmente sim mamãe, é isso mamãe, bem isso, tudo bem pra vocês, inclusive você Vanessa e tia a senhora também faz parte desta transição, não se sinta excluída, todos de acordo?

– Sim amiga, perfeito.

– Sim minha sobrinha, se está bem para você, vamos juntos nessa.

Então mamãe mais séria falou.

– Sim filha, já havíamos falado algumas coisas disso entre eu e seu pai, vamos com esse planejamento, mas qualquer coisa, lembre-se, é você que importa, sua saúde, sua integridade e principalmente sua vida.

– Filho, quer dizer Filha, você imagina alguém não aceitar Valentine, do pessoal da tua turma, faculdade ou sei lá algum tipo de agressão, não sei, to pensando aqui, sei lá?

– Papai, imagino sim, no curso inteiro, não sei de professores, mas tem uns alunos bem exagerados na testosterona, pra não dizer homofóbicos, só não posso afirmar isso pois nunca fui alvo ou vi alguma cena mais terrível, apenas em comentários nos grupos, ou um ou outro evento que percebi algo nesse sentido, a vantagem, como aluno, aplicado, monitor de turma, eu tenho um certo respeito, espero que Valentine possa conquistar a mesma empatia e usar isso a favor dela.

Aí então titia que apenas ouvia, fez uma pergunta.

– Incidente, o que houve?

– Besteira tia.

Mas mamãe pegando o gancho retrucou.

– Besteira, o que aconteceu ou o que você fez para mudar tão fácil a opinião dos outros.

– Tá, resumindo, namorar a Vanessa, a mais linda menina de Veterinária me deu um status de conquistador, de pegador, e aí a fofoca entre meninas garantiu o resto da fama.

– Fofocas de meninas, o que isso tem haver?, perguntou papai.

Mamãe sabiamente interveio.

– Amor, coisa de adolescentes, eu já entendi, mas meu querido marido, meu amor, se você se esforçar um pouco irá entender, pra eu não entrar no detalhe aqui neste momento, digamos que tem coisas que passam de pai para filho.

Papai resmungou algo tipo, continuo sem saber.

Vanessa deu um leve gritinho, ficando vermelha e olhando para sua mãe e depois para minha mãe, imaginando que era o tamanho do Pênis a referência, e minha mãe apenas acenou com a cabeça que sim, pois foi muito nítido a observação demonstrada no olhar de Vanessa. Minha tia não falou nada, apenas sorriu para mamãe, acho que elas já haviam confidenciado isso.

Eu então para encerrar a reunião familiar, perguntei.

– Todos então de acordo com essa nova agenda, tudo certo para amanhã?

Todos acenaram que sim, eu me levantei, agradeci cada um com um grande abraço, então a Vanessa logo falou.

– Tia, posso posar aqui, assim já saio com Valentine juntas e economizamos um Uber amanhã, o que me diz. Mamãe deixa, já estou aqui mesmo.

– Mas e roupa, minha filha, imagine passar o dia com a mesma de agora?

– Ah mãe, tem ainda o armário com as coisas de Isabele, alguma coisa deve servir, um camisetão sei lá.

Eu entendi o que ela queria, mamãe também, tanto que falou.

– Ótima ideia, arrumo sua cama aqui no quartinho, cedinho tenho uns compromissos mas a tarde ficarei livre, pode ficar tranquila que cuidarei destas duas meninas.

Assim subimos eu e Vanessa, demos tchau mãe dela, na escada Vanessa pegou na minha bunda e falou.

– Ai será que seu pai é pauzudo que nem você?

– Ei Vanessa, é seu tio, sossega aí biscate.

– Credo, só perguntei, mas tá de pé sua proposta?

– Que proposta ?

– Não se faça de boba, e tem mais, esses dias fiquei ali esperando a Luh chegar e fiquei sem transar, ela veio e por causa dos preparativos da festa acabamos não transando e deixei meus brinquedinhos em Curitiba, tô com uma saudade de seu pau.

– Viu, mamãe está em casa e ela sabe muito bem o que você quer, ela já deixou claro, você dorme lá embaixo.

Ainda na escada ela insistiu.

– Sim, mas podemos subir, jogar no computador e a noite eu desço.

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