Marcos é um cara comum. Tem 1,69m de altura, pele clara, corpo magro e sem definição, mas com algumas gordurinhas aqui e ali. Seus cabelos cacheados vivem bagunçados, e ele nunca se preocupa muito com isso. Os olhos, castanhos claros, quase amarelos, chamam atenção de vez em quando, principalmente contra a luz. Sua bunda é avantajada, algo que ele já notou no espelho, mas que para ele não faz diferença. Criado em Brasília, filho único, cresceu apenas com a mãe, levando uma vida normal, sem grandes acontecimentos.
Para os outros, Marcos é só mais um cara comum, sem nada que chame atenção.
Hoje, aos 25 anos, ele mora sozinho, levando uma vida aparentemente comum. Mas guarda um segredo, algo que ele próprio ainda não entendia completamente na época. E tudo começou de forma despretensiosa, quase como um acidente.
Era uma manhã de domingo, 16 de dezembro de 2012, dia da final do Mundial entre Chelsea e Corinthians. Como fazia em muitos finais de semana, tinha dormido no quarto de sua mãe. O cheiro suave dela ainda estava presente no travesseiro, nos lençóis. Quando acordou, percebeu que ela já havia saído. Sobre a cama, uma peça de roupa esquecida: uma camisola de cetim azul.
Ele ficou olhando para ela por um tempo, sem saber explicar o que sentia. Curiosidade? Atração? Apenas um impulso momentâneo? Marcos não sabia. Mas algo naquela peça o chamava, como se estivesse esperando por ele. Com um misto de hesitação e fascínio, estendeu a mão e passou os dedos pelo tecido macio. O toque despertou um arrepio leve, um frio na barriga. Antes que pudesse pensar muito, puxou a camisola sobre o corpo.
O reflexo no espelho mostrou algo diferente. Não era apenas Marcos ali. Era ele, mas com um quê de novidade, de descoberta. Algo que ainda não tinha nome, mas que, a partir daquele momento, passou a fazer parte de sua vida.
Nos anos seguintes, Marcos explorou sua curiosidade aos poucos, sempre de maneira discreta. Às vezes, quando estava sozinho em casa, aproveitava para vestir novamente a camisola da mãe. O toque do tecido, a sensação de algo diferente sobre sua pele, tudo aquilo despertava nele uma mistura de fascínio e prazer silencioso. Mas até então, era só isso.
Dois anos depois daquela manhã de dezembro, um novo momento de descoberta aconteceu. Era uma noite qualquer, e Marcos se preparava para tomar banho. Ao entrar no banheiro, percebeu que sua mãe havia deixado uma calcinha sobre o cesto de roupas. Era uma peça comum, branca, de algodão, nada sexy. Ele ficou parado por alguns instantes, observando-a, sentindo um aperto no peito, um desejo que já vinha se formando dentro dele, mas que ainda não havia se permitido explorar.
Sem pensar muito, pegou a calcinha e, lentamente, começou a vesti-la. Cada centímetro de tecido tocando sua pele trazia uma nova sensação, algo indescritível, quase mágico. O ajuste apertado em sua cintura, o modo como envolvia sua virilha, tudo era diferente. Quando terminou de colocá-la, ergueu os olhos para o espelho.
Foi ali que percebeu ainda mais suas valências na parte de trás. A calcinha realçava seu quadril, sua bunda avantajada. Ele corou, um calor subindo pelo rosto, e ficou ali, admirando a própria imagem. Uma mistura de vergonha, excitação e descoberta tomou conta de seu corpo. O coração acelerado, a respiração curta. Seu reflexo parecia uma versão nova de si mesmo, uma versão que ele queria explorar ainda mais.
Sem conseguir resistir, deixou-se levar pelo momento. A adrenalina do desconhecido se misturava ao prazer da novidade. E, ali, sozinho no banheiro, ele se tocou até o final. Depois, respirou fundo, retirou a peça com cuidado e entrou no banho, tentando organizar os pensamentos.
Após isso, sempre que podia, usava escondido. Esperava sua mãe sair e, em momentos de silêncio, revivia aquela sensação única, como um segredo que só ele conhecia.
Além da experimentação física, veio a busca por respostas. Ainda adolescente, passou horas na internet pesquisando sobre roupas femininas, lingeries, baby dolls. Entrava em sites de lojas, olhava modelos, imaginava-se vestindo algumas daquelas peças. O desejo crescia, mas junto dele vinham dúvidas e inseguranças.
Em suas buscas, também descobriu o universo das acompanhantes. Especificamente, sentia-se atraído por profissionais trans. Sem entender exatamente o porquê, navegava por sites de anúncios, observando perfis, corpos, descrições. Aquilo lhe causava um frio na barriga, um misto de desejo e confusão. Era apenas curiosidade ou algo maior? A resposta, nessa época, ainda parecia distante.
Marcos não comentava nada com ninguém. Para os outros, continuava o mesmo garoto discreto de sempre. Mas dentro dele, algo estava em transformação, crescendo devagar, como uma semente esperando o momento certo para florescer.
Quando completou 16 anos, sua curiosidade o levou a um novo tipo de exploração: o Omegle. O site de conversas aleatórias o intrigava. Passava horas lá, sem abrir a câmera, apenas observando as pessoas que apareciam. Para quem usava o Omegle, não era incomum cruzar com homens se exibindo de forma explícita. No começo, Marcos achava estranho, mas logo percebeu que aquilo lhe despertava algo. Admirava aqueles paus sem saber ao certo o motivo, sem conseguir definir o que sentia.
A cada nova sessão no site, sua curiosidade crescia. Muitas vezes, não digitava nada, apenas assistia ao que aparecia na tela, deixando-se levar pela novidade de ver corpos diferentes, reações inesperadas. Percebia que algumas pessoas ficavam mais tempo na sala ao notar sua presença, mesmo sem vídeo ou resposta. Talvez esperassem que ele falasse algo, que interagisse, mas ele apenas observava, deixando a adrenalina daquele universo tomar conta de si.
Com o tempo, começou a participar mais ativamente das conversas. Ainda sem câmera, sem se identificar, mas respondendo mensagens, perguntando coisas, entrando em diálogos mais diretos. Alguns homens tentavam provocá-lo, mandando mensagens ousadas, esperando alguma reação. Ele não sabia bem como lidar com aquilo, mas também não conseguia simplesmente ignorar. O misto de vergonha e excitação era um terreno novo, algo que ele explorava aos poucos, sem pressa, sem ainda entender completamente o que aquilo significava para ele.
Marcos seguiu nesse ritmo: entrava no Omegle sem intenção de ir longe demais, mas sempre saía com a sensação de que estava se aprofundando cada vez mais naquele universo que, até então, ele não conseguia compartilhar com ninguém.
Até que, ao completar 18 anos, algo mudou. Criou coragem e, pela primeira vez, abriu a câmera para um homem com quem conversava no site. O nome dele era Marcelo.
Marcos se apresentou como Lucas e disse que era um menino bi, mas que nunca tinha ficado com homens. Bateram papo por alguns minutos. Marcelo era um homem negro, alto, e mostrava na câmera apenas um pedaço do corpo. Era possível ver um pouco de suas coxas, sua cueca preta e parte do abdômen — não muito definido, mas com pouca gordura. O volume na cueca de Marcelo chamou a atenção de Marcos. Ele percebeu que era bem maior que o seu.
Depois de provocações e bastante papo, Marcos, sozinho em casa, sentiu um misto de adrenalina e nervosismo. Impulsionado pela atmosfera do momento, levantou-se, foi ao banheiro, pegou uma calcinha de sua mãe e voltou para frente da câmera.
Pela primeira vez, mostrou-se de forma diferente. Apenas um pouco. Apenas um começo.
A conversa continuou, e Marcos provocou ainda mais Marcelo. Ele tinha poucos pelos no corpo e um quadril um tanto feminino. Não mostrou muito, apenas sua bunda com a calcinha, que nem era tão sexy. Mesmo assim, Marcelo se animou e tirou o membro para fora. Era um pênis médio para grande, com algumas veias e uma cabeça bem vermelha. Era grosso e ligeiramente torto. Marcelo se tocou ali mesmo, admirando a bunda de Marcos, até chegar ao orgasmo. Sem dizer nada, ele simplesmente desligou. Marcos, excitado, desligou o PC e se tocou, pensando no membro de Marcelo. Depois, se limpou e guardou a calcinha de sua mãe.
[Continua…]