A Namorada do Meu Sobrinho, A Tentação - Parte 7

Um conto erótico de pedrocamargo
Categoria: Heterossexual
Contém 3264 palavras
Data: 02/04/2025 12:37:02

Era domingo, por volta das 10h, e eu tava em casa, o silêncio do apartamento em Florianópolis pesando mais que o normal. O sol entrava pela janela da sala, iluminando o chão de madeira, mas eu mal sentia o calor — tava largado no sofá, a regata cinza da noite passada ainda no corpo, uma xícara de café frio na mesinha enquanto tentava juntar os cacos da minha cabeça. A festa no Lucas tinha me deixado exausto, o "bom dia" de Talita no sofá ainda pulsando na memória — a boca dela, os gemidos abafados, o ronco dele no quarto —, e a culpa era um peso que eu carregava no peito, misturado com um tesão que não me largava.

O celular vibrou na mesinha, o som me tirando do transe, e eu peguei o aparelho com uma mão lenta, esperando um e-mail da agência ou uma mensagem do Lucas. Mas o nome na tela me fez parar o ar nos pulmões: Mariana. Minha ex-namorada, a mulher que eu tinha amado como nunca amei ninguém, o nome que ainda mexia comigo mesmo depois de dois anos separados. A gente tinha terminado por brigas idiotas, distância, ciúmes — eu apaixonado demais, ela precisando de espaço —, mas nunca deixei de pensar nela. O coração acelerou enquanto eu deslizava o dedo pra atender, a voz rouca de sono saindo mais fraca que eu queria. "Oi, Mari. Tudo bem?"

"Do outro lado, a voz dela — grave, quente, com aquele tom que me derrubava toda vez — respondeu: "Oi, tudo bem por aí? Faz tempo, né?" Ela riu baixo, um som que eu conhecia tão bem, e eu senti o peito apertar. "Faz sim. O que te trouxe de volta?" perguntei, tentando manter o tom leve, mas já sentindo o chão tremer. "Tô na cidade uns dias, vim resolver umas coisas. Pensei em te chamar pra sair hoje, tomar um café, conversar um pouco. Você tá livre?" A pergunta caiu como uma bomba, simples e direta, mas carregada de tudo que a gente já tinha sido.

Eu respirei fundo, a imagem dela voltando em flashes — cabelo castanho liso caindo nos ombros, os olhos verdes que me prendiam, o jeito que ria jogando a cabeça pra trás. Mariana tinha sido meu tudo, e agora tava me chamando pra sair enquanto Talita ainda tava na minha pele, o gosto dela na boca, os arranhões dela ardendo sob a regata. "Tô livre, sim. Que horas?" respondi, a voz saindo mais firme, mas a cabeça girando com o choque. "Que tal 14h? No café da Lagoa, aquele que a gente gostava", disse ela, e eu assenti, mesmo sabendo que ela não podia me ver. "Combinado, te vejo lá."

Desliguei o telefone, joguei ele no sofá e passei as mãos no rosto, o coração batendo em dois ritmos — a adrenalina da ligação dela e o peso do que eu tava vivendo com Talita. Levantei, fui pro banheiro e joguei água fria na cara, o espelho me devolvendo um cara que parecia perdido. Mariana voltando agora, justo quando Talita tinha me virado do avesso, era o tipo de curva que eu não sabia manejar. Tomei um banho rápido, vesti uma camisa polo preta e uma calça jeans, tentando me preparar pro encontro, mas a cabeça tava em outro lugar — a saia minúscula da Talita, o boquete no sofá, e agora a voz da Mari me chamando de volta pro passado.

Saí de casa por volta das 13h30, o carro cortando as ruas da cidade enquanto o sol queimava o asfalto. O café da Lagoa era um lugar que a gente amava — mesinhas ao ar livre, vista pra água, um canto onde eu e ela passamos tardes inteiras rindo e planejando coisas que nunca aconteceram. Cheguei antes, pedi um espresso e sentei numa mesa de canto, o vento quente bagunçando o cabelo enquanto tentava me convencer que era só um café, nada demais. Mas quando ela apareceu, às 14h em ponto, eu soube que tava ferrado.

Mariana tava linda como sempre — calça jeans clara, blusa leve bege que marcava a cintura, o cabelo castanho solto brilhando ao sol, os olhos verdes me encontrando antes mesmo de ela chegar na mesa. "Oi, você", disse ela, o sorriso tímido que eu amava aparecendo enquanto sentava na minha frente, o perfume dela — algo floral, leve — me acertando como uma memória viva. "Oi, Mari. Você tá... incrível", falei, a voz saindo rouca, e ela riu, pedindo um cappuccino pro garçom antes de me olhar de novo.

"Você também tá bem. Agência bombando, pelo que o Lucas me contou", disse ela, inclinando a cabeça enquanto mexia no guardanapo, o jeito dela me puxando pra dentro como sempre. "É, tá indo bem. E você, o que te trouxe pra cá?" perguntei, tentando focar na conversa, mas o cérebro dividido — Talita rebolando no meu colo horas atrás, e agora Mariana na minha frente, balançando tudo que eu achava que tinha enterrado. "Trabalho, uns projetos em Floripa. Mas confesso que queria te ver também. Senti saudade", respondeu ela, os olhos verdes me encarando com uma sinceridade que me desarmou.

A conversa rolou devagar — ela contando dos projetos, eu falando da campanha da MarcaViva, o café esfriando nas xícaras enquanto o passado voltava em pedaços. Mas cada risada dela, cada vez que a mão dela roçava na minha por acidente, era um soco no peito. Eu tinha sido apaixonado por ela, completamente entregue, e agora tava ali, com a cabeça cheia da Talita — a estagiária, a namorada do meu sobrinho, o furacão que me dominava enquanto Mariana me lembrava de quem eu fui antes disso tudo.

"Você tá meio distante, tá tudo bem?" perguntou ela, o cappuccino quase acabando, os olhos verdes me estudando com uma preocupação que eu não merecia. "Tô bem, só cansado. Foi uma semana cheia", menti, forçando um sorriso enquanto o celular vibrava no bolso — uma mensagem da Talita: "Tio açúcar, o Lucas tá de ressaca, mas eu tô pensando em você. Saudade do sofá." O coração disparou, a culpa e o tesão brigando enquanto eu guardava o celular sem responder.

"Semana cheia, hein? Não some de novo, tá? Gostei de te ver", disse Mariana, levantando da mesa, o sorriso dela me matando devagar enquanto pagava a conta e me dava um abraço rápido, o corpo dela quente contra o meu por um segundo que me deixou tonto. "Eu também, Mari. A gente se fala", respondi, a voz rouca, e ela acenou, o quadril balançando enquanto ia embora, me deixando ali com o café frio e a cabeça em pedaços.

Voltei pro carro, o celular queimando no bolso, a mensagem da Talita me puxando enquanto o perfume da Mariana ainda tava no ar. Eu tinha sido louco por ela, e agora ela voltava, balançando tudo, justo quando Talita me segurava num jogo que eu não sabia mais jogar. O dia seguinte na agência tava vindo, e eu sabia que a tensão ia só crescer — com Talita me provocando, e Mariana mexendo num amor que eu achei que tinha esquecido.

Era domingo, fim de tarde, e o encontro com Mariana no café da Lagoa ainda tava girando na minha cabeça. Eu tava em casa, o apartamento silencioso exceto pelo som do ventilador no canto, a xícara de café frio esquecida na mesinha enquanto eu encarava o celular. A mensagem da Talita — "Tio açúcar, o Lucas tá de ressaca, mas eu tô pensando em você. Saudade do sofá" — tava lá, sem resposta, queimando no bolso como um lembrete do que eu não conseguia largar. Mas a voz da Mariana, o jeito que os olhos verdes dela me prenderam, o perfume floral que ficou no ar, tinham mexido em algo que eu achei que tava enterrado. Eu precisava vê-la de novo, matar a saudade dos velhos tempos, mesmo sabendo que o risco era alto.

Peguei o celular, o coração batendo mais rápido enquanto abria o contato dela. "Oi, Mari. Gostei de te ver hoje. Que tal um jantar pra matar a saudade direito? Você escolhe o dia", digitei, hesitando um segundo antes de enviar. A resposta veio em minutos, o celular vibrando na minha mão: "Oi! Eu também gostei. Que tal amanhã? Tem um italiano novo no centro que eu queria testar. 20h?" O sorriso dela tava naquelas palavras, e eu respondi rápido: "Perfeito, 20h no italiano. Te pego onde você tá ficando?" Ela mandou o endereço de um hotel no Beiramar, e eu joguei o celular no sofá, o peito apertado com uma mistura de ansiedade e algo que eu não queria nomear.

Segunda-feira passou num borrão na agência — Talita na mesa dela, a saia jeans subindo nas coxas enquanto digitava, me lançando olhares por cima dos óculos que eu tentava ignorar, o peso do "bom dia" no sofá do Lucas ainda fresco. Saí às 19h, fui pra casa tomar um banho rápido e vesti uma camisa social azul-escura, calça preta, tentando me arrumar pra Mariana sem deixar a cabeça girar demais. Peguei o carro e cheguei no hotel dela às 19h50, o coração na garganta enquanto esperava no lobby. Ela desceu minutos depois — calça jeans escura abraçando as pernas, uma blusa vermelha de seda que marcava a cintura, o cabelo castanho solto caindo nos ombros, os olhos verdes brilhando quando me viu. "Você tá bonito", disse ela, o sorriso tímido me acertando como sempre, e eu respondi, "Você tá incrível, Mari", a voz rouca enquanto a guiava pro carro.

O restaurante italiano era pequeno, luz baixa, mesas com toalhas brancas e um cheiro de manjericão no ar. Sentamos num canto, pedimos uma garrafa de vinho tinto e um prato de massa pra dividir, e a conversa fluiu como nos velhos tempos — ela rindo das minhas piadas ruins, eu perguntando dos projetos dela, o passado voltando em pedaços que eu tinha esquecido o quanto doíam. "Lembra daquela vez que a gente tentou cozinhar lasanha e queimou tudo?" disse ela, os olhos verdes brilhando enquanto tomava um gole de vinho, e eu ri, o calor subindo pelo peito. "Lembro, a cozinha ficou fedendo uma semana. Você era péssima naquilo", retruquei, e ela me deu um tapa leve no braço, o toque dela me puxando pra memórias que eu não queria deixar ir.

Mas enquanto a noite rolava, a comparação começou a crescer, lenta e inevitável. Mariana era calma, elegante — o jeito que mexia no guardanapo, a risada que enchia o espaço, o olhar que me fazia sentir visto. Eu tinha sido louco por ela, cada jantar assim era um pedaço de algo que eu achei que ia durar pra sempre. Mas Talita tava lá, na minha cabeça, como um contraste que eu não conseguia apagar. A saia minúscula no churrasco, o rebolado selvagem, o boquete no sofá — ela era fogo, caos, uma energia que me dominava de um jeito que Mariana nunca tinha. Na cama, Mariana era paixão lenta, gemidos suaves, um amor que crescia no toque; Talita era pura selvageria, gritando "me fode forte", as unhas cravando na minha pele até sangrar.

"Você tá quieto de novo", disse Mariana, o prato de massa quase vazio, os olhos verdes me estudando enquanto servia mais vinho. "Desculpa, Mari, só pensando em como o tempo passa", menti, forçando um sorriso enquanto o garçom trazia a sobremesa — um tiramisù que a gente dividiu como nos velhos tempos. Mas eu não conseguia parar — a boca da Mariana no garfo, elegante e contida, me fazia lembrar da Talita chupando o dedo no hotel, os olhos castanhos me devorando enquanto lambia o vinho. Mariana me beijava como se eu fosse um tesouro; Talita me mordia como se eu fosse presa.

A conta veio, eu paguei, e saímos do restaurante por volta das 22h, o ar fresco da noite me acertando enquanto caminhávamos pro carro. "Foi bom matar a saudade", disse ela, parando na calçada, o vento bagunçando o cabelo castanho enquanto me olhava com algo que parecia saudade também. "Foi mesmo, Mari. Você ainda é... você", respondi, a voz rouca, e ela sorriu, se inclinando pra me dar um abraço que durou mais que o do café — o corpo dela quente contra o meu, o perfume floral me envolvendo enquanto eu fechava os olhos, perdido entre o que já vivi com ela e o que tava vivendo com Talita.

No carro, a levei de volta pro hotel, o silêncio entre a gente confortável mas carregado. "A gente se vê antes de eu ir embora?" perguntou ela, a mão na maçaneta, os olhos verdes me prendendo uma última vez. "Claro, Mari. Me avisa", respondi, e ela saiu, o quadril balançando enquanto subia os degraus, me deixando ali com o coração em dois pedaços. Dirigi pra casa, a cabeça girando — Mariana na minha frente, elegante e doce, reacendendo um amor que eu nunca superei, e Talita na minha mente, selvagem e perigosa, me puxando pro caos que eu não conseguia largar.

Deitei na cama, o vinho ainda quente nas veias, e o celular vibrou no criado-mudo — outra mensagem da Talita: "Tio açúcar, sonhei com você hoje. Quando eu te vejo?" Fechei os olhos, a culpa e o desejo brigando enquanto as duas tavam na minha cabeça, tão diferentes, tão irresistíveis, e eu preso no meio, sem saber pra onde ir.

****Na Agência – Ele Acha Que Manda (Visão da Talita) ***

Era terça-feira, umas 9h da manhã, e eu cheguei na agência com o sol já batendo forte pelas janelas, o calor de Floripa grudando na minha pele. Joguei a mochila na mesa, a calça jeans justa esticando nas coxas enquanto ajeitava a blusinha branca soltinha, sentindo os óculos escorregarem no nariz como sempre. A agência tava começando a acordar — teclados clicando, o cheiro de café vindo da copa —, e eu acenei pra Camila com um sorriso, rindo de uma piada boba que ela jogou antes de me sentar. Cruzei as pernas devagar, o tênis branco balançando no pé, e dei uma olhada pro tio na sala de vidro dele, a camisa polo cinza escura marcando os ombros largos enquanto ele encarava o monitor. Ele acha que eu não vejo, mas eu sei que ele me olha. Sempre olhou.

Eu tava mexendo no celular, mandando uma mensagem pra uma amiga sobre o churrasco do Lucas, quando ouvi a voz dele cortar o ar. "Talita, vem na minha sala." Firme, seca, tipo chefe mesmo, e eu levantei o rosto, o coração dando um pulinho que eu não deixei ninguém ver. O sorriso sapeca já tava subindo nos lábios enquanto pegava o celular e ia até lá, o quadril balançando como eu sei que ele gosta. "Oi, tio açúcar, o que foi?" joguei, doce como sempre, sentando na cadeira da frente dele e descruzando as pernas devagar, a blusa subindo um pouquinho na cintura. Era pra provocar, claro — ele fica louco com isso, mesmo quando tenta fingir que não.

Mas aí ele fechou a porta, as persianas ainda abertas, e se encostou na mesa, os braços cruzados, os olhos dele me furando como se eu fosse um problema que ele precisava resolver. "Chega de joguinho, Talita", disse ele, a voz baixa, dura, tipo faca cortando carne. "Você tá gostando de me enrolar, me provocar, me mandar como se eu fosse teu cachorro. Mas eu não preciso disso, nunca precisei. Aqui quem manda sou eu, e isso vai parar agora." Cada palavra caiu pesada, e eu senti o sorriso vacilar no meu rosto, os óculos refletindo a luz enquanto inclinava a cabeça pra estudar ele. O quê? Ele tá tentando virar o jogo agora?

"Tio, eu só..." comecei, a voz saindo macia, quase um ronronar, mas ele levantou a mão, cortando minha frase como se eu fosse uma criança levando bronca. "Não. Você não vai mais me chamar de ‘tio açúcar’ na frente da equipe, não vai mais roçar o pé na minha perna, não vai mais me mandar mensagem no meio da noite. Na agência, você é minha estagiária, ponto. Fora daqui, você é a namorada do Lucas, e eu não vou mais entrar no teu jogo." Ele tava sério, o tom duro, os olhos dele me prendendo como se eu não tivesse saída. Por dentro, eu ri — ele acha que é assim tão fácil? Que pode apagar São Paulo, o carro, o sofá do Lucas com um discurso de chefe?

Fiquei quieta por um segundo, o silêncio na sala de vidro pesando como chumbo, o barulho da agência abafado lá fora. Ele tava me olhando, esperando que eu cedesse, que eu abaixasse a cabeça e dissesse "sim, senhor". Mas eu não sou assim. Ajeitei os óculos com o mindinho, sentindo o calor subir pelo peito — não de raiva, mas de algo mais quente, mais vivo. Ele quer mandar? Tá bem, deixa ele pensar que pode. "Tá bem, chefe", respondi, a voz mais baixa, quase neutra, mas joguei um brilho nos olhos que eu sei que ele pega, um desafio que não dá pra ignorar. Levantei da cadeira, a calça jeans esticando nos quadris enquanto ajeitava a mochila no ombro, e dei um passo pra porta. "Se é assim que você quer, eu fico na minha. Trabalho é trabalho." Parei na frente dele, o sorriso voltando por um segundo, e sussurrei baixo, só pra ele: "Mas você vai sentir falta, hein."

Saí da sala, o quadril balançando enquanto voltava pra minha mesa, sentindo os olhos dele nas minhas costas mesmo sem olhar pra trás. Ele acha que tomou o controle, que me colocou no meu lugar, mas eu vi o jeito que ele apertou os braços cruzados, o calor que subiu no pescoço dele quando eu falei. O tio pode mandar na agência, pode mandar em mim aqui dentro dessas paredes de vidro, mas eu sei o que ele quer quando as luzes apagam. São Paulo, o boquete no sofá, a saia subindo no churrasco — ele não apaga isso com um sermão. Ele tá tentando se convencer que não precisa de mim, mas eu conheço o fogo que acendi nele.

Sentei na mesa, cruzei as pernas de novo, o pé parado no tênis branco enquanto abria o laptop. Não olhei pra ele, deixei ele cozinhar na sala dele, mas eu sabia que ele tava me vendo — o cabelo solto, os óculos brilhando na luz, o jeito que mexo na caneta sem nem perceber. A manhã passou tensa, eu digitando relatórios, ele mexendo nos papéis dele, as persianas abertas como uma cortina que não esconde nada. Por dentro, eu ria — ele acha que ganhou, mas eu não perco tão fácil. Trabalho é trabalho, ele disse, e eu fico na minha aqui. Mas fora daqui? O Lucas não vê, e o tio não resiste.

Meio-dia, e o Lucas apareceu na agência, o sorriso bobo dele iluminando o corredor enquanto vinha até minha mesa. "Oi, amor!" disse ele, me dando um beijo na testa, o cheiro de cerveja da ressaca ainda grudado nele. Eu ri, joguei o cabelo pra trás e levantei, pegando a mochila pra ir almoçar com ele. "Tio, tudo bem?" gritou ele, acenando pro vidro, e ouvi a voz firme do tio responder: "Tudo ótimo, Lucas. Cuida bem dela aí." Sorri pro Lucas, dei a mão pra ele, mas não olhei pro tio — não precisava. Ele tava me vendo sair, o quadril balançando, o controle dele tremendo mesmo que ele não admita.

No fundo, eu sei: ele pode mandar na agência, pode tentar mandar em mim, mas eu deixei uma marca que ele não apaga. O "tio açúcar" pode ter sumido da boca aqui dentro, mas na cabeça dele, eu ainda tô lá — e ele vai sentir falta, sim. Deixa ele pensar que tá no comando. Eu gosto do jogo assim.

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