Aos que gostam de boas descrições de cenas de sexo, garanto que elas virão, mas antes, preciso explicar um pouco mais sobre a minha vida e a dos envolvidos.
Os primeiros meses após o nascimento de Thiago foram um pouco complicados, com gastos extras, cansaço, mas dentro do que é normal. O maior problema mesmo era financeiro, pois ganhando hoje o equivalente a R$ 3.200,00 vivia no limite, não era uma situação desesperadora como milhões enfrentam, mas não tinha uma folga em termos de orçamento e ainda tive que contratar um plano de saúde familiar, pois não dava para depender de hospital público. Felizmente, meu pai cedeu a casa extra que tinha, pois o aluguel de uma espaçosa como aquela não sairia por menos de R$ 2.500,00.
Evelyn voltou logo ao corpo que tinha antes da gravidez e nossa vida sexual continuou boa, apesar de agora termos menos tempo por causa do bebê.
Enquanto isso, Fabio montava mais um de seus empreendimentos, um lava-rápido grande e que nos dias jogos de futebol, virava uma espécie de bar, onde as pessoas podiam ver as partidas num telão enquanto bebiam e comiam porções das mais variadas. Por um tempo, ele ganhou um bom dinheiro.
Quando havia almoços na casa de nossos pais, além de ter que aguentar as provocações sutis de Fabio, que apesar de ter um negócio na periferia, falava como se estivesse na Lista da Forbes dos mais ricos do mundo, e sempre me olhava com certa ironia e desdém, ainda tinha o pior que era ouvir minha mãe dizendo, pelo menos umas dez vezes, que eu tinha estudado tanto para nada e que ele sim, sabia se virar na vida. Falava isso para todos na minha frente ou mesmo por trás, e quando eu me irritava, sua jogada se tornava ainda mais baixa e passava a se vitimizar chorando.
Acredito que teria que escrever um livro para contar todas as perversidades daquela mulher, mas para resumir, cansei de ouvi-la dizer que eu nunca teria nada e que sempre dependeria dos outros; que eu era um fraco na vida e Fabio um forte, etc. Além disso, toda vez que começava a contar ao meu pai ou a outra pessoa, algo que fiz em meu trabalho e deu certo, minha mãe logo cortava com uma cara de nojo e dizia:
-Faz tanta coisa, mas ganha um salário de fome.
Meu pai tentava cortar o assunto, mas se fosse um pouco mais incisivo, ele é quem virava o foco da metralhadora de ódio e de vitimismo dela, muitos almoços e datas festivas terminaram assim. Na verdade, eu só ainda ia lá por causa do meu velho, pois se no passado as palavras de minha mãe me fizeram chorar muitas vezes escondido, naquele momento estava pouco me fodendo para ela.
Após um ano, o lava-rápido de Fabio tinha virado um afunda-rápido, pois novamente, ele gastou muito mais do que ganhou, acabou brigando com o sócio e voltou a pindaíba de precisar pedir dinheiro ao meu pai e amigos.
Minha situação profissional seguia na mesma, mas agora, entrava um pouco mais de dinheiro, pois Evelyn trabalhava com vendas pela internet, não tirava muito, mas já era uma ajuda no orçamento.
Quando estava com 30 anos, Fabio montou um novo negócio, uma concessionária de carros usados, não sei exatamente como, mas conseguiu enrolar um trouxa que fez um grande empréstimo, limpou o que tinha aplicado e aceitou fazer uma sociedade com meu irmão que entrou no negócio apenas com a lábia. Devo admitir, ele era um mestre em ludibriar pessoas de boa-fé.
O negócio começou a dar dinheiro e Fabio voltou a ser o ostentador. Foi nessa época que ele começou a namorar Michele, uma garota lindíssima de 23 anos. Meu irmão não era de ficar muito tempo com uma mulher, mas também nunca tinha conquistado uma tão bela como aquela. Seu nome era Michele, loira, 1,70m, com cabelos volumosos, olhos castanhos claros, um corpo esguio, mas com um bumbum médio arrebitado de chamar a atenção. De rosto, possuía uma incrível semelhança com uma atriz Blake Lively quando a mesma era mais jovem, exatamente como nessa foto: www.primevideo.com/detail/Gossip-Girl/0G4AZU1F9ZC1BCWF16CZV0OK2U Ela era meio patricinha, apesar de não ser rica, descobri depois que era mãe solteira, engravidou cedo, mas quem cuidava da criança eram os avós.
Nossos amigos do bairro ficaram boquiabertos com a beleza de Michele. Fabio, claro, tratou de exibi-la bastante, assim como fazia quando aparecia com um carro novo. Poucos meses depois de se conhecerem, acabaram se casando, pois meu irmão estava gamadaço nela. Foram morar num belo apartamento na melhor parte do bairro.
Nas poucas vezes em que conversei com Michele, nos almoços em família, ela não foi esnobe comigo ou com Evelyn, mas notei que nos tratava como se fôssemos bem simplórios, abaixo dela e do meu irmão, tipo aquela coisa da pessoa que dá um minuto de atenção para o porteiro ou para a empregada perguntando algo sobre a família, mas no fundo, está pouco se importando, só quer fingir que interage com qualquer um independente do nível social ou grau de instrução, respondendo sempre de maneira curta com um “É, né?” ou “Que legal!”.
Minha mãe, obviamente, tratava a nova nora como uma princesa e repetia as mesmas coisas exaltando Fabio e me diminuindo ao máximo.
A maré que já não era boa para o meu lado, piorou de vez, quando houve um corte na empresa em que eu trabalhava e fui um dos demitidos. Bati cabeça por uns 2 meses e não encontrei nada que pagasse pelo menos perto do que eu ganhava. Até que soube que uma churrascaria mediana na região estava precisando de um gerente. Apesar de ser um cargo bem abaixo da minha capacidade, pois tinha graduação em Administração e pós em Economia, aceitei sem pensar, já que pagaria R$ 3.500,00, não dava para ser orgulhoso naquele momento.
Na minha cabeça, era para ser por poucos meses, até aparecer uma empresa que pagasse pelo menos o mesmo, mas a verdade é que é eu amargaria um bom tempo lá. Eu tinha que usar um paletó padrão da churrascaria, grosso e marrom. A calça também era marrom. Apesar de no espaço destinado aos clientes ter ar-condicionado, tinha que entrar toda hora na cozinha e perto da churrasqueira para chamar a atenção de algum garçom ou da equipe que preparava as carnes e demais pratos. Ali, o calor era insuportável.
Eu chegava impregnado com o cheiro de churrasco e suor, parecia que nem um banho de uma hora conseguiria tirar aquele “perfume”. Completei oito meses nesse trabalho. O meu relacionamento com Evelyn começou a ter muitas brigas pelos motivos mais tolos. Ficávamos dias sem conversar ou nos falando pouco, sentia que ela estava deixando de acreditar em mim e em tempos melhores. Ainda transávamos, mas com menos frequência.
Enquanto isso, meu irmão vivia uma fase dourada, casado com uma linda garota e vendo sua sociedade na concessionária só evoluindo. Certa noite, ele, propositalmente, foi jantar na churrascaria em que eu trabalhava. Levou Michele, seu sócio, a esposa do mesmo e mais um casal.
Eu só ia às mesas para perguntar se estavam sendo bem servidos, se precisavam de algo e ajudava a fechar as contas quando o movimento era grande. Naquela noite, Fabio me chamou para fechar a conta, mas fez que não me conhecia. Michele ainda me cumprimentou com a cabeça. Ao final, perguntei:
-Vocês querem mais alguma coisa?
E Fabio respondeu com um sorriso sádico levantando o dedo indicador:
-Um cafezinho, por favor, mas veja se está fresco, amigo, porque tem uns lugares aí que o café parece de ontem.
Engoli seco e respondi:
-Pode deixar, senhor.
Quando já estavam na porta, Fabio voltou sozinho e me disse:
-Desculpa por não dizer que você é meu irmão, é que meu sócio e eu estamos tentado fechar um negócio com aquele casal, coisa grande mesmo e...Não leve a mal...Mas se digo que somos irmãos, o cara vai pensar que sou um duro. Imagem é tudo e precisamos de um novo sócio para injetar grana na concessionária.
Naquela hora quase perdi a cabeça e lhe dei uma surra como a do nosso tempo de juventude, mas me contive, porém também não podia deixar aquela humilhação passar batida. Em um tom baixo, respondi
-Olha aqui, seu cambalacheiro, se tem alguém para sentir vergonha do irmão aqui sou eu, você vive de montar negócios e falir, e quando cai leva os sócios para o buraco junto e depois fica igual cão sem dono pedindo ajuda para Deus e o mundo. Tenho certeza de que se aquele otário que fez sociedade com você, não tomar as rédeas, logo, logo, estará quebrado e cheio de dívidas. Sem contar que se você fosse tudo isso mesmo que arrota, por que veio aqui para um jantar de negócios? Quem tem grana mesmo, iria a restaurante de grife, nos Jardins, por exemplo.
Fabio deu um sorriso cínico e falou baixo:
-Isso! Solte a sua raiva de mim, a sua inveja, mas a verdade é que você nunca levará a vida que levo nem comerá uma mulher como a Michele, aliás, acho que nem a tua deve estar comendo direito, pois que esposa sentiria tesão em ver o marido chegando com esse look e com cheiro de carne assada. Aahahaha.
Minha vontade foi esmurra-lo ali mesmo, mas pensei no meu filho, não podia perder o emprego:
-Vamos fazer assim, quando nos encontrarmos na rua ou na casa dos nossos pais, te desafio a falar essas coisas novamente e te garanto que se repetir, aquela surra que te dei há mais de dez anos será um carinho de moça.
Fabio começou a caminhar e disse balançando a cabeça negativamente:
-Tsc tsc tsc, inveja...Tudo isso é inveja.
Após anos de trégua, meu irmão havia declarado uma nova guerra, entretanto, eu não podia me dar ao luxo de entrar na dele e o que fiz foi esquecê-lo, já não o via quase mesmo. Avisei meu pai do que ocorrera e que só iria lá, quando tivesse certeza que Fabio não estivesse.
Nos meses seguintes, Fábio e eu nos encontramos em apenas três ocasiões, festas de final de ano e no aniversário de meu pai, mas não trocamos uma palavra sequer. Michele continuava com aquele tipo de boazinha, mas superior, que dá algumas migalhas de atenção para quem está abaixo.
Tomei conhecimento que a concessionária não estava mais faturando tanto quanto no começo, mas Fabio e sua esposa seguiam ostentando.
Em minha casa, as coisas não iam muito bem, além das brigas, notei que Evelyn estava mudando, passava mais tempo entretida no WhatsApp, às vezes sorrindo, como quem tá fazendo algo proibido, mas muito prazeroso. Não dava para explicar direito, era mais uma sensação minha.
Eu trabalhava na churrascaria duas semanas no turno diurno que ia das 9h até as 17h, e duas semanas no turno da noite, entrando às 17h e saindo à meia-noite. Apesar dessa correria, passei a desconfiar dela.
Num final de tarde, ao voltar do trabalho, vi que minha esposa estava no banho, a cama estava com lençóis novos e limpos, estranhei aquilo, pois era terça-feira e ela já havia trocado no domingo, poderia ser apenas paranoia da minha cabeça mas para completar a desconfiança, ela tinha deixado Tiago na casa da mãe dela por qual motivo? Para completar, encontrei uma calcinha e uma cinta-liga pretas entre a cama e o guarda-roupa. Ao sair do banho, Evelyn se assustou ao me ver segurando aquelas peças e eu perguntei;
- Por que isso está jogado aqui?
Mesmo tendo ficado sem graça, ela deu uma resposta convincente:
-Ah! deve ter caído na hora em que fui pegar minha roupa para tomar banho.
-E o Thiago? Onde está?
-Ah! Hoje ele tava cheio de birra e eu precisando trabalhar, levei-o na minha mãe, mas já estou indo buscá-lo.
Não questionei mais, porém fiquei com a pulga atrás da orelha.
Essa desconfiança seguiu por alguns meses. Às vezes, eu ligava e ela não atendia, isso ocorria geralmente no começo da tarde, quando eu estava trabalhando no turno da manhã, mas também houve ocasiões, quando estava noturno da noite, em que liguei por volta 19h e Evelyn não atendeu ou demorou muito tempo para atender.
Passei a considerar seriamente a possibilidade dela estar me traindo mas precisava de uma prova concreta e infelizmente essa prova veio meio que por acaso. Certa noite, já por volta dá uma da manhã, cheguei cansado da churrascaria e após tomar um longo banho, vi o notebook dela aberto na mesinha de centro da sala. Não gostava de bisbilhotar, mas algo me disse que deveria dar uma olhada. Mexi e vi que além da plataforma de vendas que ela trabalhava, também estava aberta uma aba do WhatsApp Web. Certo de que ela estava dormindo, decidi dar uma olhada nas conversas com seus contatos.
Logo de cara, vi a foto de Fábio, gelei, pois nem sabia que minha esposa o tinha em seu whats. Cliquei para ver o que estavam conversando e foi aí que meu mundo desabou. Notei que muitas mensagens antigas tinham sido apagadas, mas as daquele dia, minha doce esposa tinha vacilado e se esquecido de deletar. Os dois canalhas estavam simplesmente marcando para darem uma trepada no dia seguinte:
Evelyn: a gente já tinha combinado de não transar mais aqui em casa é perigoso e complicado
Fabio: só dessa vez, to louco para te comer na tua cama, foder bem gostoso essa bocetinha linda
Evelyn: é, mas dá mt trabalho, tenho levar o Thiago para casa da avó, inventar uma desculpa e depois arrumar tudo direitinho, pq o Renato demorou, mas agora tá desconfiado
Fábio: kkkkkk além de corno é burro, a gente fodendo há uns seis meses e agora é q o otário ta sentindo a testa coçar?
Evelyn: Não fala assim, não gosto disso
Fábio: Ok mas vamos transar amanhã aí tô doido para te foder 15 dias já sem, não podemos ficar tanto tempo
Evelyn: hummm a loirinha mimada não está te satisfazendo mais?
Fábio: Tá mas você sabe q gosto e foder com você, além de gostosa, você mete demais, ela é meio fresca para algumas coisas, faz maior drama para liberar o cuzinho, já minha cunhadinha me dá toda vez, amo esse rabo e tb sua boceta molhadinha.
Evelyn: safado! Vamos fazer, mas será a última vez aqui na minha casa, nas próximas será no motel e nem vem com ideia de ser dentro do carro como aquela vez.
Fábio: Blz! Umas 18:30 posso chegar aí?
Evelyn: tudo bem, a essa hora, o Renato já está no trabalho e já terei deixado o Thiago na casa dos meus pais
Fábio: além de te comer na tua cama, quero foder também na poltrona que o otário gosta de ficar para assistir TV
Evelyn Deixa disso ou vou começar a falar da loirinha chata
Fábio: Então manda uma foto aí de como você está agora quero ver a boceta
Evelyn fez um certo charme, mas acabou mandando uma foto onde apareciam seus dedos puxando a boceta para cima para que pudesse mostrar bem de perto. Logo depois, Fabio mandou uma do pau dele duro, era praticamente do tamanho do meu, talvez 1,5 ou 2cm menor e com a seguinte mensagem: “Amanhã, ele vai jorrar leitinho na sua boca, boceta e cuzinho”. A safada respondeu com um emoji de uma carinha de espanto.
A vida não vinha me sorrindo há um bom tempo, mas aquela pancada foi forte demais. Eu amava Evelyn loucamente como desde o começo e fazia de tudo por ela e nosso filho. Jamais passaria pela minha cabeça que minha esposa e meu irmão tivessem um caso há seis meses e na nossa cama! Na nossa sala! E sabe-se lá mais em quantos lugares.
Por alguns segundos pensei em já acordá-la com uma chuva de porradas que a deixariam pior do que uma atração de um circo de bizarrices, mas aí me lembrei do meu filho dormindo no quarto ao lado. Entrei em desespero, fui para o quintal e passei a caminhar como um louco, sem saber o que fazer. Num dado momento, perdi as forças e me sentei no chão, encostado no muro, onde passei a chorar compulsivamente. Muitas coisas vieram à minha mente: as sacanagens que meu irmão fez comigo nos tempos de infância e adolescência; as coisas cruéis que minha mãe me dizia; a falta de sorte para conseguir um emprego; as dificuldades para poder dar algum conforto a Thiago e a Evelyn; e agora essa porra de traição.
Chorei, chorei, chorei, até dizer para mim mesmo que aquilo era o fim. Estava cansado de tudo e me vingaria pelo menos em parte das trapaças que o destino me proporcionou. Lembrei-me que há alguns meses, minha sogra me dera a arma do marido para que eu sumisse com a mesma, pois o paspalhão enchia a cara e vivia querendo dar uns “pipocos” em quem lhe irritasse. Como citei antes, ele era policial aposentado.
Ocorre que peguei sua arma e acabei guardando-a no nosso sótão, claro que numa caixa de madeira com chave. Estava decidido, no dia seguinte, Evelyn e Fabio dariam sua última trepada e depois eu os mataria com a arma do meu sogro.